Página inicial

Salões & Prêmios

 


junho 2021
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
    1 2 3 4 5
6 7 8 9 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30      
Pesquise em
salões & prêmios:

Arquivos:
maio 2021
abril 2021
fevereiro 2021
dezembro 2020
novembro 2020
outubro 2020
setembro 2020
agosto 2020
julho 2020
junho 2020
maio 2020
abril 2020
março 2020
fevereiro 2020
janeiro 2020
dezembro 2019
outubro 2019
setembro 2019
agosto 2019
julho 2019
junho 2019
maio 2019
abril 2019
março 2019
fevereiro 2019
janeiro 2019
dezembro 2018
outubro 2018
setembro 2018
agosto 2018
julho 2018
junho 2018
maio 2018
abril 2018
março 2018
fevereiro 2018
janeiro 2018
dezembro 2017
novembro 2017
outubro 2017
agosto 2017
julho 2017
junho 2017
maio 2017
abril 2017
março 2017
dezembro 2016
novembro 2016
setembro 2016
agosto 2016
julho 2016
maio 2016
abril 2016
fevereiro 2016
janeiro 2016
outubro 2015
setembro 2015
agosto 2015
julho 2015
junho 2015
maio 2015
abril 2015
março 2015
fevereiro 2015
janeiro 2015
novembro 2014
outubro 2014
setembro 2014
agosto 2014
julho 2014
junho 2014
maio 2014
abril 2014
março 2014
fevereiro 2014
janeiro 2014
novembro 2013
outubro 2013
setembro 2013
agosto 2013
julho 2013
junho 2013
maio 2013
abril 2013
março 2013
fevereiro 2013
janeiro 2013
dezembro 2012
novembro 2012
outubro 2012
setembro 2012
agosto 2012
julho 2012
junho 2012
maio 2012
abril 2012
março 2012
fevereiro 2012
janeiro 2012
novembro 2011
outubro 2011
setembro 2011
agosto 2011
julho 2011
junho 2011
maio 2011
abril 2011
março 2011
fevereiro 2011
janeiro 2011
dezembro 2010
novembro 2010
outubro 2010
setembro 2010
agosto 2010
julho 2010
junho 2010
maio 2010
abril 2010
março 2010
fevereiro 2010
janeiro 2010
dezembro 2009
novembro 2009
outubro 2009
setembro 2009
agosto 2009
julho 2009
junho 2009
maio 2009
abril 2009
março 2009
fevereiro 2009
janeiro 2009
dezembro 2008
novembro 2008
outubro 2008
setembro 2008
agosto 2008
julho 2008
junho 2008
maio 2008
abril 2008
março 2008
fevereiro 2008
janeiro 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
setembro 2007
agosto 2007
julho 2007
junho 2007
maio 2007
abril 2007
março 2007
fevereiro 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
novembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
outubro 2005
setembro 2005
agosto 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
março 2005
fevereiro 2005
janeiro 2005
dezembro 2004
novembro 2004
outubro 2004
setembro 2004
agosto 2004
julho 2004
junho 2004
maio 2004
As últimas:
 

maio 31, 2021

7ª edição do Dobra Festival Internacional de Cinema Experimental - Inscriões

Convocatória Dobra 2021

O horizonte parece nebuloso e o que nos rodeia sombrio e devastado. Não pretendemos fechar os olhos para as dores de nosso tempo, queremos, e sabemos que precisamos, ver e ouvir as respostas que criam frestas de esperança e encanto através do cinema e da arte. Transgredir e transformar sempre foram marcas pulsantes da prática experimental e o cinema mais do que nunca está vivo em experimentações que fazem da estética e da linguagem uma ferramenta de criação de um novo mundo.

Em 2021 o Festival DOBRA reafirma seu compromisso com a força inovadora do cinema experimental e com o gigantesco potencial de colaboração de sua comunidade. Com enorme felicidade e confiança lançamos a convocatória para a 7ª edição do DOBRA e conclamamos aos artistas de todo o mundo suas respostas feitas de luz e som, suas melodias de vida para as tristezas silenciosas do momento atual. Que o cinema experimental possa nos fazer despertar, trazendo novas faíscas para nossas consciências e sensações.

As inscrições para a edição de 2021 do DOBRA estarão abertas até o dia 6 de junho de 2021. A submissão é gratuita e serão aceitos filmes experimentais feitos em todos os formatos e bitolas, de qualquer duração, e finalizados a partir de janeiro de 2020.

A 7ª edição do DOBRA será correalizada pelo MAM-Rio, renovando a tradicional parceria entre o Festival e a Cinemateca do MAM. As atividades serão realizadas em setembro de 2021 em modo online, não apenas para fortalecer a prática de autocuidado que o atual momento pandêmico solicita, mas principalmente porque acreditamos no potencial democrático que esse formato possibilita. Os trabalhos selecionados serão disponibilizados no site do Festival durante todo o seu período de realização e sem bloqueio geográfico. Todas as atividades do DOBRA são gratuitas.

Formulário de inscrição online

Publicado por Patricia Canetti às 8:07 PM


maio 24, 2021

Pivô Pesquisa 2021: evento Campo Aberto encerra o primeiro ciclo

Evento Campo Aberto encerra o primeiro ciclo do programa de residências Pivô Pesquisa 2021 - Artistas residentes apresentarão propostas no espaço e nos canais digitais do Pivô

Encerrando o Ciclo I do programa de residências Pivô Pesquisa 2021, o evento Campo Aberto reunirá entre os dias 21 e 29 de maio de 2021 desdobramentos dos processos e das discussões coletivas realizadas durante as 12 semanas de residência. As propostas serão apresentadas tanto no espaço quanto nos canais digitais do Pivô, incluindo website, mailing, Instagram, Youtube, Spotify e na plataforma Cargo, esta última criada especialmente para hospedar os processos de pesquisa dos residentes.

O Ciclo I, realizado entre 8 de março e 2 de junho, tem participação de Denise Alves-Rodrigues, DUDX, Julia da Mota, Juno B., Laryssa Machada, Noara Quintana, Raphael Escobar e Yná Kabe Rodríguez Olfenza, e acompanhamento curatorial de Cláudio Bueno e João Simões, da plataforma Explode!.

PROGRAMAÇÃO

Galeria Vitrine

Noara Quintana
Noites d’água, 2021
Látex, seda, resina, metal e led.
A planta Vitória Régia, uma homenagem à Rainha Victoria da Inglaterra, é também conhecida por Irupé (em guarani) e Uapé (em tupi). A “Rainha dos Lagos” se encontra no fluxo de histórias coloniais e modernas de apropriações e importações culturais que marcaram a exploração da borracha no Brasil do século XIX.

Julia da Mota
Quando estamos imóveis, estamos algures, 2021
Aquarela sobre papel de algodão, dimensões variáveis.
Dentro de um contexto de pandemia onde o movimento e o contato físico tornaram-se limitados, Julia da Mota busca nesta série de pinturas uma forma de romper com a restrição das barreiras impostas pela necessidade de estar imóvel. Enquanto isso, por meio da abstração e como uma forma de meditação visual, a artista questiona a ideia de paisagem como algo a ser olhado de dentro para fora.
Visitação sexta e sábado, das 13h às 19h.

Plataforma Campo Aberto: Enquanto tudo é dito e feito*

Artistas residentes compartilham alguns de seus projetos, referências e pesquisas em andamento. Os conteúdos apresentados respondem às discussões coletivas desenvolvidas no âmbito da residência, informadas pelo pensamento da artistas e filósofa Denise Ferreira da Silva.

*A partir de 24 de maio.

Mostra de vídeos*

Partindo de práticas de inserção e projeção, a mostra Projeto reúne uma série de trabalhos audiovisuais realizados por artistas convidades por residentes do ciclo. A curadoria coletiva explora a ideia de acesso, provocando um alargamento dos próprios limites da residência.

Alice Yura convidada por DUDX
Bianca Kalutor convidada por Yná K. Rodríguez Olfenza
Fernanda Terepins convidada por Julia da Mota
Índio Badaróss e André Okuma convidados por R. Escobar
Raíza Rozados convidada por Laryssa Machada
Tiago Ive Rubini convidade por Denise Alves-Rodrigues
Trojany convidada por Juno B.

*A partir de 24 de maio.

Blog

DUDX
As imagens do sujeito
A exposição do efêmero em mitologia inventiva de um sujeito. Um registro da máscara como animação de uma marginália sagrada.

Noara Quintana
Noites d’água
A planta Vitória Régia, uma homenagem à Rainha Victoria da Inglaterra, é também conhecida por Irupé (em guarani) e Uapé (em tupi). A “Rainha dos Lagos” se encontra no fluxo de histórias coloniais e modernas de apropriações e importações culturais que marcaram a exploração da borracha no Brasil do século XIX.

Raphael Escobar
Ensaio para pupilas dilatadas
Uma catalogação fotográfica de comprimidos de diversos tipos – independente se legalizados ou não.

Yná Kabe Rodríguez Olfenza
Translated: uma impossibilidade de tradução
Discorrendo sobre a diluição de uma identidade nacional pautada pela linguagem e pela corporalidade das identidades dissidentes, Translated é a reunião trans-traduzida de uma conversa sobre o terrorismo da linguagem. Um experimento sobre como a comunicação e a oralidade rompem as limitações impostas pela cisheteronormativade e seu discurso hegemônico.

Canal*

Juno B.
ISSO NÃO É UMA METÁFORA, 2021, 13’’
Uma pesquisa em andamento sobre a Zona de Litígio entre os estados do Ceará e Piauí. Sobrevivência, destruição, transfigurações — situações de fissura, habitar fronteiras. Uma prática transespécie para abandonar uma ideia de humano. Especular sobre sínteses dos processos de ge(ne)ração de imagem de outras formas de vida que serão possíveis, sejam elas de fuga ou não.

Laryssa Machada
Invazão Brazil, 2021, 10”39
Não há como falar em Brasil sem falar em ficção. Cancelar, através da ousadia, o Plano de Invasão.

*A partir de 24 de maio.

Podcasts

Laryssa Machada
às vezes pra acessar a terra precisamos cair
Como criamos formas de estar na terra a partir de uma perspectiva de não-exploração? Como nos ajudamos a nos lembrar dos apagamentos da Invasão Brasil? Como produzimos saúde a partir da união, da criação, dos conhecimentos passados através dos tempos? Na série de podcasts, Laryssa Machada estabelece um diálogo com quatro artistas indígenas, abrindo um canal de comunicação em meio às intempéries históricas na tentativa de assentar novas narrativas.
Com Potyratê Tupinambá, Fykyá Pankararu, Kessia Daline e Morena.

DUDX
Webrádio PVT
A partir da produção dos colegas de residência, DUDX explora a borda de pensamento de seus entrevistados, tentando entender questões que não são diretamente decisivas em suas pesquisas, mas que as circundam.
Com Raphael Escobar, Laryssa Machada, Noara Quintana, Yná Kabe Rodríguez Olfenza e Juno B.

Lives

Yná Kabe Rodríguez Olfenza
Cursinho
Apropriando-se de um espaço de aprendizagem privado e hegemônico, Cursinho é uma espécie desleal de palestra-performance interessada na subversão.
26 de maio, quarta-feira, 19h (duração: 1h)
Participe aqui.

Denise Alves-Rodrigues
Introdução às Metologias Inúteis
Tutorial básico apresentando o quarto (e último) interesse que permeia as práticas/estudos/testes da artista. Uma breve paisagem, sobre conexões e habilidades e lapsos que compõem o eixo entre as Tecnologias Falhas, Teorias Duvidosas, Ciências Impuras e Metodologias Inúteis.
28 de maio, sexta-feira, 17h (duração: 1h)
Participe aqui.

Atividades com interpretação simultânea em Libras.

Newsletter

Juno B. e Yná Kabe Rodríguez Olfenza
Uma ferramenta de acesso a processos, experimentações e inserções de um ateliê virtual. Virtualidade como possibilidade, hackeamento e tensionamento das perspectivas de inserção e\ou subversão de circuitos.

Sobre os curadores

Explode! é uma plataforma que atua a partir dos campos da arte e da cultura, em intersecções com a pedagogia, a justiça social, entre outros. Fomenta e desenvolve pesquisa e experimentação em torno de práticas que discutem o corpo e suas intersecções de classe, raça, gênero, sexualidade e suas possibilidades não normativas. Liderada pelos artistas, pesquisadores e curadores Cláudio Bueno e João Simões, organiza-se em meio a uma rede nacional e internacional de colaboradores. Realiza apresentações e encontros imersivos em diferentes espaços e formatos que enfatizam a convivência, a escuta, o debate e a experimentação. Procura alargar o sentido de prática artística, de cultura, de espaços de aprendizagem, e, consequentemente, de como seremos capazes de imaginar modos de vida outros – menos violentos, mais livres e mais.

Sobre o Pivô Pesquisa

O Pivô Pesquisa é o programa de residências artísticas do Pivô que está em atividade permanente desde 2013, sediado no edifício Copan, no centro de São Paulo. Ao longo dos anos, o Pivô Pesquisa acumulou ampla experiência na formação de artistas a partir do acompanhamento crítico de projetos e na facilitação de desenvolvimento de trabalhos, tendo estabelecido uma rede de profissionais que colaboram frequentemente com o programa. Mais de 150 artistas, entre brasileiros e estrangeiros passaram pela residência do Pivô. Em 2020 foi instituída a participação gratuita no programa, que se divide em 3 ciclos por ano, com duração de 12 semanas, recebendo até 12 artistas por ciclo. O acompanhamento curatorial dos residentes é conduzido por um um curador convidado a cada ciclo. O programa inclui uma série de atividades individuais e em grupo, como palestras, oficinas e conversas, algumas delas abertas ao público.

Sobre o Pivô

Fundado em 2012, o Pivô é um espaço de arte autônomo que oferece uma plataforma para a experimentação artística e o pensamento crítico de artistas, curadores, pesquisadores e público em geral. O programa é composto por exposições, residências, palestras públicas e publicações de artistas locais e internacionais. A instituição já realizou mais de 150 residências nos últimos anos e os recentes comissionamentos incluem os artistas Katinka Bock, Eduardo Navarro, Erika Verzutti, Mário Garcia Torres, Letícia Ramos, Rodrigo Hernandez e a mostra coletiva “imannam” de Ana Maria Maiolino, Ana Linneman e Laura Lima. Devido à pandemia de covid-19, o Pivô suspendeu por tempo indeterminado todas as atividades públicas realizadas em sua sede no edifício Copan. Parte da programação foi adaptada para o ambiente digital, a exemplo do programa de residências Pivô Pesquisa que vem sendo conduzido em modo remoto.

Publicado por Patricia Canetti às 10:45 AM


maio 3, 2021

Editora Estrondo prorroga o edital para artistas mulheres do DF e das 30 cidades que compõem o RIDE-DF

A Editora Estrondo, primeira editora brasileira de fotolivros e livros de artista dedicada a publicar mulheres no Brasil, prorrogou o prazo de inscrição para o edital que selecionará até cinco projetos de fotolivros e livros de artista, feitos por mulheres, que trabalham com a fotografia como linguagem principal. Até as 23h59 do dia 24 de maio de 2021, artistas mulheres e coletivos de mulheres residentes no Distrito Federal ou nas cidades do Entorno podem inscrever até dois projetos inéditos nos formatos fotolivro, livro de artista ou livro-objeto. O edital e a ficha de inscrição estão disponíveis no linktree da editora https://linktr.ee/editoraestrondo. Os trabalhos serão selecionados pelo corpo curatorial formado pela fotógrafa e artista visual Ana Lira (PE), a curadora Cinara Barbosa (DF) e a fotógrafa Elza Lima (PA) e a coordenação editorial é de Michelle Bastos, também criadora de Editora Estrondo. Cada projeto selecionado receberá um prêmio em dinheiro no valor de R$3.000,00 (três mil reais) e será editado, impresso e publicado pela Editora Estrondo.

Podem se inscrever no edital toda e qualquer pessoa autodeclarada mulher ou que se identifique com o gênero feminino, incluindo as cisgênero e transgênero, que morem no Distrito Federal ou em uma das 30 cidades que compõem o RIDE-DF (Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno). As proponentes devem apresentar projetos inéditos, ainda não publicados em formatos de fotolivro, livro de artista ou livro-objeto, sendo permitida a publicação anterior em sites, redes sociais, catálogos, revistas e exposições. Para mais informações ou dúvidas, a editora disponibiliza o e-mail contato@estrondo.com.br.

Segundo a coordenadora do Estrondo, Michelle Bastos, a prorrogação do prazo se deve à continuação da pandemia, que afeta ainda a gestão do tempo das mulheres. Os trabalhos já inscritos seguem com as inscrições válidas. Quem desejar aproveitar o tempo para alterar o projeto enviado e reinscrever o trabalho, basta fazer uma nova inscrição. Somente a segunda inscrição será considerada. Para auxiliar as artistas a formatar seus projetos e inscrevê-los, serão realizadas uma oficina sobre o edital da Estrondo e uma oficina formativa sobre fotolivro. As datas e horários das oficinas serão divulgadas nas redes sociais da editora Instagram @editoraestrondo e Facebook @EstrondoMulheresArtista.

Com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura - FAC/ Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, a Editora Estrondo lançou em 2020 dez títulos, entre fotolivros e livro-objeto, de mulheres e coletivos de mulheres atuantes no DF. “O objetivo das publicações é confrontar o machismo predominante nas publicações editoriais da fotografia, promovendo o trabalho de mulheres no contexto das artes visuais contemporâneas”, afirma Michelle Bastos.

Publicado por Patricia Canetti às 8:38 PM


abril 21, 2021

Festival AVXLab apresenta novas experiências conectadas ao audiovisual expandido

Programação gratuita reúne tecnologia, performances, sons e artes visuais para ressignificar as noções de espaço e lugar; festival acontece de 23 a 30 de abril

Com foco na produção da arte audiovisual contemporânea, o Festival AVXLab 2021 apresenta um conjunto de shows, performances e exposições de arte, acompanhado de debates e seminários, que aprofundam o pensamento em torno dos formatos alternativos de cinema. Com programação gratuita, o evento ocorre em modo online de 23 a 30 de abril.

Desde 2016, o AVXLab fomenta a pesquisa e a experimentação do cinema expandido, apresentando novas vivências, formas e sensações ao público a partir de expressões de arte que se utilizam de recursos audiovisuais e da tecnologia para criação de experiências e ambientes de características múltiplas de interatividade e “imersividade” e/ou formatos híbridos que vão muito além da tela de cinema ou TV. Ao longo das dificuldades da pandemia, o AVXLab se firmou como uma referência sobre a reflexão da produção audiovisual nas redes, organizando encontros, performances e debates.

É a partir das experimentações realizadas durante o isolamento que nasce o tema desta edição: lugar in>comum, questionando o que é o lugar de encontro a partir do momento em que nossa sociabilidade torna-se cada vez mais mediada por dispositivos. O desafio envolvido neste tema é redesenhar as noções de “comum” e “comunidade” para que caibam na atual realidade das relações, dos espaços e presenças.

Com curadoria do pesquisador e gestor cultural Demétrio Portugal e do artista e pesquisador em novas mídias Lucas Bambozzi, a programação do festival aborda novas fronteiras da construção narrativa, das experiências imersivas e do diálogo da arte com o audiovisual contemporâneo. O evento considera que as expansões do audiovisual em outros formatos e telas, tornam-se cada vez mais relevantes num período de isolamento, num momento em que grande parte da produção cultural se depara com uma demanda de adaptação, com novas tecnologias tornando-se parte da vida comum. Nesse sentido, o AVXLab 2021 entra como parte de uma discussão importante para novas descobertas dentro das técnicas audiovisuais, criando novos espaços e possibilidades de interação.

Durante cinco dias (programação de abertura na sexta, 23/4; terça, quarta, quinta e programação de encerramento na sexta, 30/4) o AVXLab apresenta ao público uma programação estruturada em quatro eixos curatoriais -- performances, seminário, exposição e entrevistas --, que se entrelaçam numa programação diversificada que abarca apresentações audiovisuais, intervenção urbana, ação na web e jam ao vivo.

PERFORMANCES

Dentro da programação de abertura do festival na sexta, dia 23/04, as artistas Bianca Turner e Sandra-X organizam o projeto “Afluências”, inspirado pelas águas e rios subterrâneos, com apresentação da performance ao vivo “Aquífera” e participação de outras três artistas - Anahí Asa, Charlene Bicalho e Marion Hesser.

Na quarta, dia 28, o artista Dudu Tsuda usa oito mochilas em uma intervenção sonora, que remete à recuperação do Japão pela ligação com a natureza após dez anos do grande terremoto do leste, que ocasionou a catástrofe nuclear de Fukushima. No dia seguinte, quinta-feira, 29, a performance do artista Felipe Julián, Craca, reflete sobre a dualidade espaço físico x espaço virtualizado. Finalizando a programação deste eixo curatorial, uma jam envolvendo artistas como os Coletivo Coletores (projeções), o grupo Embolex (live AV) e outros convidados apresentam intervenções simultâneas em vários espaços da cidade, no dia 30/04, às 20h. Os locais serão conhecidos pelo público apenas no momento da apresentação, que poderá ser conferida de maneira híbrida: presencial e virtualmente.

SEMINÁRIO

Aguçada pelo contexto de pandemia, a reflexão sobre o conceito de lugar e a vivência de espaços comunitários permeia os três debates que integram o seminário do festival, na terça (27), quarta (28) e quinta, sempre das 15h às 18h.

Lugar de fluxo é tema do primeiro encontro, em que os participantes contam com a mediação de Demétrio Portugal, no pensar sobre as experiências audiovisuais em ambientes de telepresença, os fluxos de sinal mediados pelas redes, os paradigmas do 5G, e também refletem sobre os efeitos colaterais, como os excessos do online, as informações que escapam do controle, os dados que vazam, as informações que se dispersam.

A rede como lugar do “estar junto”, a Net arte, o cinema online, a vida em rede, o tempo nas telas, a exaustão, os fins do sono, são assuntos que serão explorados no encontro Lugar Inventado com mediação da pesquisadora Christine Mello.

Coordenada por Lucas Bambozzi, a última mesa debate o Lugar Contingenciado, sobre o lugar tornado espaço desabitado, que considera a realidade de uso do espaço físico diante de novas restrições de convívio social, e paralelamente a necessidade de manter estes espaços vivos e ativos. Neste encontro serão abordadas as ações da Ocupa 9 de Julho durante a pandemia, bem como ações na Cidade Tiradentes feitas pelo coletivo Ali Leste.

EXPOSIÇÃO

O eixo Exposição é composto por quatro mostras: na mostra_Artista Articulador, o público vai poder conhecer projetos curatoriais comentados por seus criadores. O artista-ativista Sato do Brasil, integrante dos coletivos Casadalapa, Frente 3 de Fevereiro, Naborda, Nós Artivistas e as artistas Mirella Brandi e Muep Etmo, do projeto de performances “Pink Umbrellas” são alguns dos participantes deste segmento, assim como Fernando Velázquez, que apresenta seu "Circa Project", um projeto curatorial com mais de 120 obras, um "repositório de subjetividades emergentes, temporárias, abissais, terapêuticas, inocentes e radicais", nas palavras do artista.

Dentro da mostra_Artista na Rede, a pesquisadora Denise Agassi performará a obra “://backup Cápsula do Tempo” (Performance Web), um projeto de resgate de obras da Net arte no Brasil e a artista Roberta Carvalho usa de recursos de realidade aumentada para inserir o público em uma experiência de imersão remota na floresta amazônica. A mostra _ Artista Percurso leva ao público uma retrospectiva comentada da trajetória de artistas que atuam nas fronteiras do audiovisual, tendo Charlene Bicalho, Paulinho Fluxus e Rogério Borovik entre seus participantes. A programação da mostra_Artista Pesquisa reúne showcases com jovens artistas e novas pesquisas. Este segmento apresenta o lançamento do filme "Ruinoso", de Lucas Gervilla, que registrou durante anos uma série de lugares abandonados e em ruínas, onde o artista projeta cenas de situações ocorridas no passado. Inédito, o longa fará sua estreia no festival.

ENTREVISTAS

Quarto e último eixo, as entrevistas do AVXLab 2021 são transmitidas sempre no mesmo horário (terça, quarta, quinta e sexta, às 20h) buscam tratar de imagens e de projeções de futuro reais ou imaginadas. Um dos temas abordados é o “Corpo tecnológico”, em uma conversa com a artista Malka que aponta o corpo transvestigenere como disparador de uma mutação na imagem que temos da sociedade e que, com ajuda da tecnologia, coloca a orientação da estrutura do corpo nas mãos de quem o habita, em confronto com convenções da sociedade, do estado e do modelo econômico hegemônico.

A imagem sideral, o afrofuturismo e peri-futurismo também serão temas debatidos, a partir de uma entrevista o DJ e ator-MC Eugênio Lima, buscando vislumbres de futuro com visões e valores diferentes dos dominantes, numa perspectiva potencialmente transformadora. O último tema das entrevistas, “A imagem da natureza/ natureza da imagem” enfoca a visão dos povos originários e questiona a dicotomia existente entre “homem” e natureza, o que guiou a humanidade ao antropoceno (era dos humanos) e desestabilizou os ecossistemas, o que pode nos ajudar a pensar sobre a extensão e gravidade da pandemia.

Festival AVXLab 2021, de 23 a 30 de abril, programação completa disponível no site: http://avxlab.org

SOBRE O AVXLab

O AVXLab é uma iniciativa encabeçada por Demétrio Portugal e Lucas Bambozzi, que funciona como um laboratório de ideias, metodologias e experimentação, explorando os limites da cena audiovisual absorvendo novas formas cinemáticas de representação e apresentação no espaço, para além das telas da televisão e do cinema.

O AVXLab lançou em 2019 o livro “O Cinema e Seus Outros”, que vem sendo adotado como referência bibliográfica em cursos de cinema e artes visuais da FAAP, FASM e PUC-SP.

A edição 2021 do Festival AVXLab é uma realização da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo e da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo por meio do PROAC Lab (Lei Aldir Blanc) como uma produção de Diphusa. Todas as atividades do Festival ficarão disponíveis no site do evento após sua realização, contribuindo para o fomento e pesquisa do audiovisual expandido.

Publicado por Patricia Canetti às 4:00 PM


abril 6, 2021

14º Cine Esquema Novo com programação totalmente on-line

Três mostras com seis world premières, oficinas, seminário, debates e muita interação nas redes sociais integram a programação totalmente on-line e gratuita

Júri desta edição é composto por Fernanda Brenner, Flávia Guerra, Graciela Guarani e Linn da Quebrada

O 14º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira ocorre entre os dias 10 e 15 de abril de 2021, com três mostras, 49 obras, seis delas estreias internacionais, seminário, oficinas, debates, muita interação nas redes sociais e o artista transdisciplinar Welket Bungué como artista convidado. Toda a programação será on-line e gratuita pelo www.cineesquemanovo.org, e as obras estarão disponíveis no site durante os seis dias de evento para serem visualizadas a qualquer horário, on demand. “Já que não podemos realizar o festival de forma presencial este ano, decidimos então tirar partido de algumas vantagens que o ambiente virtual nos proporciona, como a conveniência de deixar os filmes das mostras em exibição on-line, sem horário ou sessão. Vai ser possível assistir a todas as obras e levar a conversa para as redes sociais”, comenta Jaqueline Beltrame, diretora e curadora do festival.

As obras se dividem em três mostras: a Mostra Competitiva Brasil, a Mostra Artista Convidado Welket Bungué e a Mostra Outros Esquemas. A primeira delas, a Competitiva, atraiu mais de 395 inscritos, com 31 obras escolhidas para integrar a principal mostra da programação do festival. Foram mais de 144 horas de material avaliadas e selecionadas pelo time de curadores formado por Dirnei Prates, Gustavo Spolidoro, Jaqueline Beltrame e Vinícius Lopes.

Este ano, por conta do formato on-line, a organização do festival inovou na Mostra Competitiva Brasil, criando o Caderno de Artista. A novidade, disponível no portal do festival, exibe diversos conteúdos construídos em parceria com cada um dos selecionados em espaços formatados para cada um deles, contendo, além do filme selecionado, uma outra obra que dialogue com o trabalho em competição, entrevistas, informações e outras imagens, convidando o público a ter uma maior compreensão do universo de cada realizador. “Propusemos aos selecionados que compartilhassem nessa área especial do site referências artísticas, inspirações, processos criativos para a realização da obra audiovisual selecionada para a Mostra Competitiva. É como se eles abrissem os seus cadernos para o público: o Caderno de Artista. Esse material, que já está disponível no portal, será acrescido ainda da exibição do filme selecionado bem como de uma outra obra à escolha do realizador que seja uma inspiração para seu trabalho. É uma exibição quase dois em um”, declaram Jaqueline Beltrame, Ramiro Azevedo, Gustavo Spolidoro e Alisson Avila, organizadores do CEN, que celebra 18 anos de existência em 2021.

A seleção conta com dez projetos assinados por duos ou grupos, 8 realizadoras, 19 realizadores, além de artistas agênero e não-bináries. Temáticas como cenário político brasileiro atual, direitos humanos, fim do mundo, saúde mental, questões indígenas, memória e história, racismo, solidão na contemporaneidade, identidade queer, religiosidade, futuro, exploração da natureza, territorialidade, laços familiares, entre outras, pautam os títulos selecionados a partir de onze Estados brasileiros e duas produções assinadas por brasileiros realizadas no exterior (ou em coprodução internacional).

Eu não sou um robô (Gabriela Richter Lamas, Maurílio Almeida, Felipe Yurgel e Guilherme Cerón), O Ciclope (Guilherme Cenzi, Pedro Achilles), Per Capita (Lia Leticia), Performatividades do Segundo Plano (Frederico Benevides e Yuri Firmeza), sem título #6: o Inquietanto (Carlos Adriano) e Urubá (Rodrigo Sena) têm estreia mundial no festival, além de quatro estreias nacionais: 13 Ways of Looking at a Blackbird (Ana Vaz), A chuva acalanta a dor (Leonardo Mouramatheus), As vezes que não estou lá (Dandara de Morais) e Para Colorir (Juliana Costa).

A lista reúne títulos como O Mundo Mineral, de Guerreiro do Divino Amor, artista contemplado com o Prêmio Pipa 2019 e que participa pela terceira vez do festival; 13 Ways of Looking at at a Blackbird, de Ana Vaz, que integra a mostra Forum Expanded do 71º Festival Internacional de Cinema de Berlim. O título é inspirado no poema de Wallace Stevens e a obra é composta de série de tentativas de olhar e ser olhado, que propõe um caleidoscópio de experiências, questionamentos e maravilhas de um casal de alunos do ensino médio após um ano de experiências com a cineasta, questionando o que o cinema pode ser. Aqui, a câmera torna-se um instrumento de investigação, um lápis, uma canção. “O filme é uma música que dá para ver”, escreveu um dos alunos em uma constelação coletiva de frases e desenhos feitos durante uma das oficinas.

Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira, traz a história de Luz e Denise que cresceram em meio às adversidades de ser LGBTQA+ no extremo sul da cidade de São Paulo. Entre o vogue e as poesias, do louvor ao acesso à cidade, os sonhos e incertezas da juventude inundam suas existências. O curta já integrou mais de 70 festivais e mostras e recebeu 25 prêmios, entre eles o de Filme Mais Transgressor e Júri Popular no 27° Mix Brasil, e melhor da competitiva do Kino Forum. "Denise e Luz descolonizam sua existência com ancestralidade e uma boa dose de deboche. Elas existem e estão aqui, todos os dias, no gerúndio, amando, dançando, sonhando, sendo o que são. Ou melhor, o que somos. Somos seres poéticos e políticos. Reais, de verdade, não apenas os retratos sem voz do noticiário policial ou dos estereótipos que outros nos dão por ai”, afirma Well Amorim, diretor de fotografia e produtor executivo do filme.

A Mostra Competitiva Brasil conta com projetos de nomes que já estiveram em outras edições do festival, como a dupla Frederico Benevides e Yuri Firmeza, com Performatividades do Segundo Plano, uma continuidade de um trabalho em dupla que mantém uma pesquisa sobre imagens projetivas que começa com Entretempos e segue questionando o poder de modulação de futuro, mas também de presente e passado que essas narrativas tomam. “Dessa vez centramos foco na performance dos figurantes e dois filmes ensaios e oito fotos lenticulares, onde aproximamos imagens que podem ser vistas apenas como sofisticações da estratificação que sempre esteve posta entre quem olha e quem é olhado”, contam os realizadores.

Leonardo Mouramatheus também é um dos criadores que já passou por outras seleções do CEN. Em 2021 ele apresenta A chuva acalanta a dor, baseado no conto Lucrèce de Marcel Schwob. No ano 74 a.C, Tito Lucrécio Caro, um jovem com ideias ousadas, tenta convencer seu amigo Mêmio que ir estudar para a cidade de Roma é uma total perda de tempo. Anos depois, Lucrécio volta da capital. Tentando encontrar um equilíbrio entre suas explicações do mundo natural e sua experiência emocional do mesmo, Lucrécio vive uma paixão profunda e conturbada com Isa, sua esposa estrangeira. O filme já participou de festivais como IFFR | International Film Festival Rotterdam, na Holanda, IndieLisboa International Film Festival em Portugal, Viennale – International Film Festival, entre outros, e estreia nacionalmente na programação do 14º Cine Esquema Novo - Arte Audiovisual Brasileira.

#eagoraoque, de Jean-Claude Bernardet e Rubens Rewald, expressa a ansiedade e exasperação dos realizadores com a situação política do Brasil e do mundo. “A extrema direita cresce a cada dia. Os ativistas e intelectuais de esquerda não sabem como reagir. A Universidade parece cada vez mais distante da periferia e sua gente. E agora, o que devemos fazer? Ficção e realidade se misturam nessa busca urgente por respostas”, refletem. Lyz Parayzo Artista do Fim do Mundo, de Fernando Santana, acompanha o início da trajetória artística de Lyz Parayzo, artista visual que, através de suas obras e performances, coloca em discussão qual o espaço da arte em um corpo não-binário provindo da periferia. Artista performática nascida e criada em Campo Grande, zona oeste e periférica do Rio de Janeiro, Lyz tem o corpo como principal suporte de trabalho e sua performatividade diária como plataforma de pesquisa revelando o descompasso entre o que se diz, o que se faz, o discurso e a prática.

Já Vil, Má, de Gustavo Vinagre, apresenta a história de Wilma Azevedo, uma escritora de contos eróticos e dominatrix de 74 anos, conhecida como a Rainha do Sadomasoquismo nos anos 1970 e 1980. Mas ela é também Edivina Ribeiro, jornalista, mãe de três filhos, religiosa e esposa dedicada. Wilma/Edivina conta suas histórias para o diretor Gustavo Vinagre, em um documentário que funciona como um jogo de dominação entre diretor e personagem. O filme integrou a seleção oficial na Berlinale e no Queer Lisboa. Vento Seco, de Daniel Nolasco, mais um nome que já esteve em outra edição do festival, também participou do Festival de Berlim em 2020 e traz a história de Sandro, que vive em uma pequena cidade do interior de Goiás. O protagonista divide seus dias entre o clube, o trabalho, o futebol e a vida social, além do relacionamento com Ricardo. Mas a sua rotina começa a mudar com a chegada de Maicon, um rapaz que desperta o seu interesse e do qual todos sabem muito pouco.

Obra inédita que terá première mundial na programação do festival, Eu Não Sou Um Robô é uma criação de Gabriela Richter Lamas, Maurílio Almeida, Felipe Yurgel e Guilherme Cerón. O filme é uma experimentação sobre a solidão e o contato por meio do digital que se acentuou durante a pandemia de 2020. Ao falhar incontáveis vezes em um teste ReCAPTCHA, que diferencia humanos de robôs, a personagem Tânia se pergunta sobre o real e anseia por qualquer tipo de contato presencial e físico, deliberando sobre a vida com a visita de uma Mosca. Ansiosos por estarem juntos na distância durante a pandemia de COVID-19 em 2020, Gabriela Lamas, Maurílio Almeida e Felipe Yurgel fizeram diversas reuniões on-line para escrever "Eu Não Sou Um Robô". O filme foi, então, gravado com uma equipe de três pessoas, sendo elas a diretora Gabriela Lamas e o roteirista Maurílio Almeida, que também atuam como os personagens Tânia e Mosca, e a diretora de fotografia Lívia Pasqual. “Pode-se dizer que este filme foi mais uma das tentativas de se manter são durante o isolamento e entender mais sobre o digital e a vontade de estar ‘junto", afirmam.

Estreando como realizadora, Juliana Costa integra a lista de selecionados com o longa Para Colorir, uma investigação sobre as possibilidades e limites do cinema erótico. Já Romy Pocztaruk apresenta Antes do Azul, curta que traz a multiartista Valéria Barcellos como protagonista e que circulou ao longo de 2020 por diversos festivais internacionais. Rodrigo Sena participa com URUBÁ, obra que levanta questões espirituais do protagonista Luiz.

Davi Pretto, que em 2016 recebeu Prêmio Destaque do Cine Esquema Novo com Rifle, integra a seleção de 2021 com o curta-metragem Deserto Estrangeiro, projeto realizado durante a residência do DAAD Berlin Artists-in-residence em 2018. Um jovem brasileiro, que recém começou a trabalhar em uma imensa floresta em Berlim, é arrastado para um pesadelo envolvendo o passado colonial alemão quando tenta encontrar uma garota perdida na mata. O filme venceu em três categorias na seleção de filmes gaúchos do Festival de Gramado em 2020.

A Mostra Competitiva Brasil premiará ao final do evento o Grande Prêmio Cine Esquema Novo 2021, com um troféu criado por Luiz Roque especialmente para o festival, além de prêmios em serviços da Locall, TECNA/PUCRS e CTAV. O júri desta edição é formado pela curadora Fernanda Brenner, a jornalista e documentarista Flávia Guerra, a realizadora Graciela Guarani e a multiartista Linn da Quebrada.

Paralelamente à Mostra Competitiva Brasil - Caderno de Artista, o CEN exibe ainda a Mostra Artista Convidado Welket Bungué. O artista transdisciplinar lusófono Welket Bungué, da Guiné Bissau, estará na edição deste ano do Cine Esquema Novo com uma mostra especial toda dedicada à sua obra, com seis títulos de sua autoria, selecionados com curadoria de Alisson Avila, Gustavo Spolidoro e Jaqueline Beltrame. Entre os filmes em exibição, três são inéditos e terão estreia no CEN: cacheu Cuntum, que se debruça sobre a cidade de Cacheu, primeiro porto de partida de pessoas escravizadas na Guiné Bissau para o continente americano (estreia mundial), e as estreias nacionais Bustagate, documentário experimental sobre violência policial em zonas periféricas de Lisboa, e Mudança, recentemente exibido no Forum Expanded, mostra do 71º Festival Internacional de Cinema de Berlim. Completam a lista Buôn, É bom te conhecer e Treino Periférico.

A terceira mostra que ficará disponível on-line e gratuita nos seis dias de festival é a Mostra Outros Esquemas, que passou a integrar a programação do CEN em 2019 como forma de contemplar mais um espaço de expressão da arte audiovisual brasileira. Vêm de sete Estados brasileiros os 12 filmes selecionados pelos curadores Jaqueline Beltrame, Dirnei Prates, Gustavo Spolidoro e Vinicius Lopes, sendo que metade deles são obras assinadas por mulheres. No geral, as obras perpassam temas como a diversidade cultural brasileira, movimento feminista surdo, além de questões LGBTQIA+, povos originários, entre outras. São elas: Dois Homens ao Mar (Gabriel Motta), Espero Que Esta Te Encontre e Que Estejas Bem (Natara Ney), Eu, um outro (Silvia Godinho), GLAUBER, CLARO (Cesar Meneghetti), Homens Invisíveis (Luis Carlos de Alencar), King Kong en Asunción (Camilo Cavalcante). Mulher Oceano (Djin Sganzerla e Vana Medeiros), Nuhu Yãg Mu Yõg Hãm: Essa Terra É Nossa! (Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero), O que Pode um Corpo? (Victor Di Marco e Márcio Picoli), Pega-se Facção (Thais Braga), Seremos Ouvidas (Larissa Nepomuceno), Zabé do Cariri (Beth Formaggini)

Além das mostras, o Cine Esquema Novo promove o seminário Pensar a Imagem, uma iniciativa realizada em diálogo com a proposta curatorial do festival para proporcionar encontros temáticos dedicados a discussões sobre questões estéticas, políticas, teóricas, conceituais, narrativas e de consumo relativas às imagens, especialmente à produção autoral e experimental. Para 2021, propõe-se como tema Repertórios e afetos: espectatorialidades e olhares opositores. Com transmissão pelo YouTube, o seminário vai ocorrer de 12 a 15 de abril, das 19h às 21h, com LIBRAS.

Quatro oficinas ainda integram a programação do evento, três delas em parceria com o Macumba LAB, coletivo de profissionais negros e negras do audiovisual no Rio Grande do Sul e outra com o projeto Câmera Causa, que promove pela terceira vez na programação do festival sua oficina. Com o Macumba, as oficinas são: Animação Pixillation e a ilusão do movimento impossível, ministrada pela multiartista e Mestra em Meios e Processos Audiovisuais pela USP, Marina Kerber, no dia 11 de abril, das 15h às 18h; Pluralidade e cinema, uma realidade possível?, com as artistas Kaya Rodrigues e Sofia Ferreira, na segunda, dia 12 de abril, das 18h às 19h e o workshop Narrativas Antirracistas, com a roteirista, diretora e crítica de cinema formada pela PUCRS, Gautier Lee, no dia 13/4, das 9h às 12h. O projeto Câmera Causa ocorrerá em aulas práticas e teóricas ao longo dos dias de festival somando carga horária de 20 horas, com atividades ministradas pelos realizadores audiovisuais Gustavo Spolidoro e Lucas Heitor.

Diariamente, os filmes exibidos nas Mostras serão temas também de debates com convidados especiais. Nesses encontros, on-line, realizadores e críticos da ACCIRS debaterão, em transmissão no canal do YouTube, as obras exibidas. Participam dos debates Adriana Androvandi, Daniel Rodrigues, Giordano Gio e Maurício Vassali. A programação completa destes debates pode ser conferida em breve no site do festival: www.cineesquemanovo.org

Entre as novidades desta edição online estão algumas iniciativas criadas especialmente para interagir com o público em uma edição sem o calor humano dos encontros presenciais. Em lives curtas, de até 30 minutos no perfil do Instagram do Festival (@cine_esquema_novo), a equipe do CEN receberá convidados no programa Shot Esquema Novo, que inicia como um aquecimento para o festival, a partir de quinta, 08 de abril. A ideia é proporcionar, em estilo informal, lembrando mesa de bar, um bate-papo sobre assuntos leves relacionados à arte audiovisual. Os filmes da vida, as trilhas da vida... tudo pode ser estopim para uma conversa com os convidados. Além desse encontro, outra seção da programação é o Abrindo os Cadernos, um momento diário em que a jornalista Bruna Paulin vai receber os realizadores da Mostra Outros Esquemas para falarem sobre seus processos e inspirações. Uma série de episódios de podcasts do CEN também vai entrar na programação de modo a levar o universo dos artistas ao público em casa.

A abertura do Cine Esquema Novo deste ano também traz uma atração especial: uma série de projeções urbanas em quatro pontos de Porto Alegre. Com curadoria de Tiatã, poeta, MC e educadora, performances dos slammers Bia Machado, Bruno Negrão, Jamile e Jovem Preto Rei serão projetadas em um programa assinado pela VJ Janaína Castoldi no sábado de abertura do Festival, dia 10 de abril, às 20h. Para evitar aglomerações, as projeções serão transmitidas pelas redes sociais do evento, permitindo que o público possa acompanhar as performances de casa.

O 14º Cine Esquema Novo - Arte Audiovisual Brasileira é uma realização da ACENDI – Associação Cine Esquema Novo de Desenvolvimento da Imagem. Projeto realizado com recursos da Lei nº 14.017/2020. Mais informações, acesse: www.cineesquemanovo.org | www.facebook.com/cineesquemanovocen | @cine_esquema_novo

Publicado por Patricia Canetti às 11:44 AM