Página inicial

Cursos e Seminários

 


maio 2021
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
            1
2 3 4 5 6 7 8
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
23 24 25 26 27 28 29
30 31          
Pesquise em
Cursos e Seminários:

Arquivos:
maio 2021
abril 2021
fevereiro 2021
janeiro 2021
dezembro 2020
novembro 2020
outubro 2020
setembro 2020
agosto 2020
julho 2020
junho 2020
abril 2020
março 2020
fevereiro 2020
janeiro 2020
dezembro 2019
novembro 2019
outubro 2019
setembro 2019
agosto 2019
julho 2019
junho 2019
maio 2019
abril 2019
março 2019
fevereiro 2019
janeiro 2019
dezembro 2018
novembro 2018
outubro 2018
setembro 2018
agosto 2018
julho 2018
junho 2018
maio 2018
abril 2018
março 2018
fevereiro 2018
janeiro 2018
dezembro 2017
novembro 2017
outubro 2017
setembro 2017
agosto 2017
julho 2017
junho 2017
maio 2017
abril 2017
março 2017
novembro 2016
outubro 2016
setembro 2016
agosto 2016
julho 2016
junho 2016
maio 2016
fevereiro 2016
janeiro 2016
novembro 2015
outubro 2015
setembro 2015
agosto 2015
julho 2015
junho 2015
maio 2015
abril 2015
março 2015
fevereiro 2015
dezembro 2014
novembro 2014
outubro 2014
setembro 2014
agosto 2014
julho 2014
junho 2014
maio 2014
abril 2014
março 2014
fevereiro 2014
janeiro 2014
dezembro 2013
novembro 2013
outubro 2013
setembro 2013
agosto 2013
julho 2013
junho 2013
maio 2013
abril 2013
março 2013
fevereiro 2013
janeiro 2013
dezembro 2012
novembro 2012
outubro 2012
setembro 2012
agosto 2012
julho 2012
junho 2012
maio 2012
abril 2012
março 2012
fevereiro 2012
janeiro 2012
dezembro 2011
novembro 2011
outubro 2011
setembro 2011
agosto 2011
julho 2011
junho 2011
maio 2011
abril 2011
março 2011
fevereiro 2011
janeiro 2011
novembro 2010
outubro 2010
setembro 2010
agosto 2010
julho 2010
junho 2010
maio 2010
abril 2010
março 2010
fevereiro 2010
janeiro 2010
dezembro 2009
novembro 2009
outubro 2009
setembro 2009
agosto 2009
julho 2009
junho 2009
maio 2009
abril 2009
março 2009
fevereiro 2009
janeiro 2009
dezembro 2008
novembro 2008
outubro 2008
setembro 2008
agosto 2008
julho 2008
junho 2008
maio 2008
abril 2008
março 2008
fevereiro 2008
janeiro 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
setembro 2007
agosto 2007
julho 2007
junho 2007
maio 2007
abril 2007
março 2007
fevereiro 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
novembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
As últimas:
 

maio 18, 2021

Lab eXtremidades: Da adversidade seguimos vivendo na Oswald de Andrade, São Paulo

Programação gratuita promove pré-lançamento do livro Extremidades: Experimentos Críticos 2, reflexões contra-coloniais e debates sobre a experiência contemporânea; encontro acontece dias 19 e 20 de maio

O Grupo de Pesquisa Extremidades: redes audiovisuais, cinema, performance, arte contemporânea realiza o “Lab eXtremidades: Da adversidade seguimos vivendo”, na Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro, São Paulo, SP), nos dias 19 e 20 de maio de 2021, com transmissão simultânea pelo canal das Oficinas Culturais e pelo canal da Plataforma Extremidades no YouTube. Coordenado por Christine Mello e Larissa Macêdo, o grupo integra o Programa de Pós-Gradução em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

O encontro tem como objetivo ativar conversas e escutas relacionadas ao pré-lançamento do livro Extremidades: Experimentos Críticos 2 produzido pelo grupo, e gerar reflexões acerca do ciclo de leituras de epistemologias contra-coloniais, realizado ao longo do primeiro semestre de 2021 em parceria com o grupo de pesquisa Corpo-imagem-Som: pesquisa artística e práticas experimentais da UFPEL (Universidade Federal de Pelotas - RS).

O evento terá quatro mesas temáticas divididas entre os dois dias, com discussões sobre a experiência contemporânea sob a perspectiva das extremidades, conceito criado por Christine Mello, contando sempre com a presença de um mediador responsável pelas mesas, apresentações de convidados sobre os temas propostos e um grupo aberto para comentários.

Na abertura do encontro, teremos análises críticas sobre fenômenos e experiências artísticas e midiáticas no século XXI, apresentadas pelos autores do livro Extremidades: Experimentos Críticos 2, que será publicado pela Estação das Letras e Cores Editora. O texto de Christine Mello, organizadora da Coleção Extremidades, convida o leitor a refletir sobre passagens, atravessamentos e contaminações entre os campos da comunicação, da arte e das redes audiovisuais em um panorama de agenciamentos políticos, históricos, estéticos e tecnológicos, a partir da abordagem das extremidades. “O pensamento das extremidades caminha em direção à articulação entre campos não oponentes, mas complementares. É utilizado como atitude de deslocamento do campo observacional, de olhar para as zonas-limite, as pontas extremas, interconectadas em variadas práticas da atualidade”, afirma Christine.

O livro é formado ainda por mais seis artigos. O ensaio “Da adversidade seguimos vivendo”, de Andrea Lombardi, analisa o papel dos museus e instituições de arte a partir dos casos de censura às artes que ocorreram em 2017 no Brasil, em um período marcado por intolerância e conservadorismo. O artigo “Outras estratégias para o documentário a partir de vídeocartas no trabalho de Coraci Ruiz e Julio Matos”, de Felipe F. Neves, faz aproximações entre os conceitos de dispositivo e vídeo-cartas, demonstrando a construção de uma rede audiovisual e a potencialidade da imagem em rede a partir dos vetores de leitura das extremidades.

O texto “Mutabilidade e potência de vitalidade na obra Gênesis (1999)”, de Eduardo Kac, de Nathalia Silveira Rech, concentra-se na análise da obra Gênesis (1999), do artista brasileiro Eduardo Kac (Rio de Janeiro, 1962), partindo da abordagem das extremidades. Já o artigo “Canal*MOTOBOY: nas extremidades da arte contemporânea”, de Maria Eunice Azambuja de Araujo, apresenta uma leitura crítica sobre o projeto Canal*MOTOBOY, que é uma proposição artística idealizada pelo artista Antoni Abad (Lérida, 1956), realizada de forma colaborativa com motoboys da cidade de São Paulo.

O ensaio “As extremidades do vídeo na Internet em Verde e Amarelo: trilogia incompleta do coletivo quarta pessoa do singular”, de Juliana Garzillo e Lucas Lespier, analisa o documentário Verde e amarelo: trilogia incompleta (2016), realizado pelo Coletivo Quarta Pessoa do Singular, que retrata os protestos que ocorreram na Avenida Paulista, em São Paulo, a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. No artigo “Conexões sistêmicas nas redes: aproximações entre arte e matemática”, Hermes Renato Hildebrand e Andréia Machado Oliveira apontam que a Teoria das Redes e dos Grafos organizam os espaços de representação de várias áreas do conhecimento humano, em particular das produções matemáticas, artísticas e midiáticas.

A mesa 2, cujo tema é a Pluriversalidade e Ética na Pesquisa, trata da importância e da necessidade da pluriversalidade na pesquisa como processo ético, essencial e contínuo. Com mediação de Felipe Merker e Larissa Macêdo, a mesa será formada por Andy Marques, Lucas Moura Barboza, Luna Girão, Marco Antonio Duarte Silva, Natalia Homero e Renata Sampaio, e tem como intuito propor reflexões para o avanço das questões étnico-raciais e o rompimento com os epistemicídios no campo científico social. Como parte desse processo, destaque-se a realização do ciclo de leituras contra-colonais brasileiras e debates realizados ao longo do primeiro semestre de 2021 no Grupo de Pesquisa Extremidades: redes audiovisuais, cinema, performance, arte contemporânea em parceria com o Grupo de Pesquisa Corpo-imagem-Som: pesquisa artística e práticas experimentais da UFPEL (Universidade Federal de Pelotas), e a organização do livro Debates (título provisório) que será lançado pela Coleção Extremidades em 2022.

A mesa 3 trata da Diversidade da pesquisa nas extremidades, com propostas de trabalhos de participantes do grupo Grupo Extremidades. Fernanda Oliveira e Paula Squaiella apresentam o Meio a Meio - Coletivo Curatorial, cujo proposta está estruturada nos questionamentos sobre as formas de curadoria contemporânea e suas possíveis reconfigurações.

Henrique Nogueira Neme articula o Mise en scène e corpo no cinema contemporâneo: a multiplicidade estética cinematográfica na sua articulação em imagens e questiona: a multiplicidade de ordem estética e expressiva do cinema poderia ser evidenciada ao se olhar as produções centradas nas salas de exibição, sob a perspectiva da abordagem das extremidades?

Malka Borenstein propõe uma residência virtual com encontros pela ferramenta Zoom, na qual as participantes compartilham seus processos em Vai Passar, uma residência artística on-line para mulheres. Um dos objetivos da residência é o de troca de pensamentos em um espaço de acolhimento, escuta e ativação dos afetos.

Em Tecnologias Desobedientes, Laura Andreato, Luiz Ricas e Victor Guerra abordam a pesquisa do artista cubano Ernesto Oroza, radicado na França, que relaciona a fabricação e estética do objeto voltado a noção de desobediência tecnológica e sua aplicação prática na vida das pessoas. O foco aqui é criar um espaço coletivo de discussão, documentação e atuação prática na democratização dessas tecnologias com foco na aprendizagem e aplicação desses processos em contextos sociais específicos de impermanência e emergência. Já na Performatividade drag queen na Comunidade gaymers, Vitor Henrique busca compreender as expressões de captura da coletividade da comunidade LGBTQIA+ e da arte drag queen que estão sendo associadas e inseridas ao segmento de mercado do mundo dos jogos.

Para fechar o encontro, na mesa 4 teremos Jovens do fundão: redes comunitárias e multiplicação de articuladores no extremo da cidade. Jovens residentes nas regiões periféricas da cidade de São Paulo falando sobre a constituição da Rede de Jovens do Fundão, a partir das demandas especificamente locais. O papo entre Bruno Souza, Felipe Costa, Lucas Moura Barboza, Rogério Souza e Vanessa Nunes será mediado por Renata Sampaio, e vai abordar desde o início do projeto como um Núcleo de Jovens Políticos até as ações recentes e suas metas para o futuro, dando ênfase ao poder das ações individuais e coletivas e o potencial de formar e multiplicar lideranças.

PROGRAMAÇÃO
Inscrição necessária apenas para aqueles que desejarem solicitar o certificado de participação; até 20/05 neste link.

19 de maio, quarta-feira

• 16h – 18h: Da adversidade seguimos vivendo
Pré lançamento livro extremidades: experimentos críticos 2

• Abertura: Christine Mello
• Tema: Da adversidade seguimos vivendo | antes e depois, temporalidade da escrita x publicação (impactos do COVID-19)
• Mediação: Geovana Pagel
• Apresentações: Christine Mello e Andrea Lombardi
• Autores do livro Extremidades: Experimentos Críticos 2: Andréia Machado Oliveira, Hermes Renato Hildebrand, Juliana Garzillo, Lucas Lespier e Nathalia Silveira Rech.

• 18h: Intervalo

• 19h – 21h: Pluriversalidade e ética na pesquisa
• Mediação: Felipe Merker e Larissa Macêdo
• Apresentações: integrantes do grupo de pesquisa Corpo-imagem-Som: pesquisa artística e práticas experimentais da UFPEL (Universidade Federal de Pelotas - RS): Andy Marques, Lucas Moura Barboza, Luna Girão, Marco Antonio Duarte Silva, Natalia Homero e Renata Sampaio.

• 21h: Encerramento - Larissa Macêdo

20 de maio, quinta-feira

• 16h – 18h: Diversidade da pesquisa nas extremidades - propostas de trabalhos de participantes do grupo Extremidades
• Abertura: Christine Mello
• Mediação: Andrea Lombardi
• Apresentações:
• Fernanda Oliveira e Paula Squaiella | projeto: MEIO A MEIO - Coletivo Curatorial
• Henrique Nogueira Neme | projeto: Mise en scène e corpo no cinema contemporâneo: a multiplicidade estética cinematográfica na sua articulação em imagens”
• Laura Andreato, Luiz Ricas e Victor Guerra | projeto: Tecnologias Desobedientes
• Malka Borenstein | projeto: Vai Passar, uma residência artística online para mulheres
• Vitor Henrique | projeto: Performatividade drag queen na Comunidade gaymers

• 18h: Intervalo

• 19h – 21h: Jovens do fundão: redes comunitárias e multiplicação de articuladores no extremo da cidade
• Abertura: Larissa Macêdo
• Mediação: Renata Sampaio
• Apresentações: Bruno Souza, Felipe Costa, Lucas Moura Barboza, Rogério Souza e Vanessa Nunes

• 21h: Encerramento - Christine Mello

Sobre o Lab eXtremidades

O Lab Extremidades é uma plataforma experimental que busca desenvolver forças de encontro, criticismo e invenção no campo das redes audiovisuais, cinema, performance e arte contemporânea em torno de um grupo de estudos. Seu objetivo é expandir leituras, levar ao extremo e às extremidades as linguagens contemporâneas. Com isso, destacam-se investigações interconectadas entre as múltiplas racialidades, comunidades, linguagens e plataformas.

O Lab Extremidades é um dos formatos possíveis do Grupo de Estudos Extremidades [www.extremidades.art], e faz parte das atividades de extensão acadêmica do Programa de Pós-Gradução em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Sua formação se deu a partir de um encontro crítico e inventivo de pesquisadores, curadores e artistas. Atualmente é coordenado por Christine Mello (líder) e Larissa Macêdo (vice-líder).

O Grupo de Pesquisa Extremidades: redes audiovisuais, cinema, performance e arte contemporânea também conta com um conselho científico multidisciplinar que participa do conselho editorial da Coleção Extremidades e de alguns eventos.

Coordenação

Christine Mello é crítica, curadora e pesquisadora, é autora de Extremidades do vídeo (2008), Tékhne (2010) e Extremidades: experimentos críticos (2017, e-book 2020). Pós-doutora em Artes pela ECA-USP, doutora pela PUC-SP, é professora da PUC-SP e da FAAP. É líder do Grupo de Pesquisa Extremidades da PUC-SP (www.extremidades.art). Trabalhou na Bienal de São Paulo, Videobrasil, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Itaú Cultural, Laboratorio Arte Alameda, Paço das Artes, Sesc São Paulo, entre outros.

Larissa Macêdo é crítica, curadora, pesquisadora, professora, doutoranda e mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Atualmente, desenvolve pesquisa de doutorado relacionada às práticas artísticas de mulheres afro-indígenas nas redes sociais, tendo desenvolvido a pesquisa de mestrado “Poéticas do efêmero: novas temporalidades em rede a partir do Instagram Stories”. Tem mais de quinze anos de atuação no mercado publicitário com experiência multidisciplinar nas áreas de marketing, planejamento de projetos, desenvolvimento de pessoas, educação corporativa e responsabilidade social, em empresas nacionais e multinacionais como: Globo, Adobe, TIM, Danone e F.Biz. É professora dos cursos de Comunicação Social do Centro Universitário Belas Artes (SP), ministra cursos e oficinas com temáticas voltadas para as redes sociais digitais, as novas estéticas, as práticas sociais e os modelos de produção artísticos e multimídia e vice-líder do Grupo de Pesquisa Extremidades (www.extremidades.art).

Os encontros do Grupo de Pesquisa Extremidades acontecem na sala do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC- SP e em plataformas on-line. Para participar dos encontros, favor entrar em contato por e-mail extremidades.art@gmail.com.

Publicado por Patricia Canetti às 10:55 AM


maio 12, 2021

Webinar sobre a mostra da Coleção Andrea e José Olympio Pereira no CCBB, Rio de Janeiro

Com a participação do curador da exposição, Raphael Fonseca, e da crítica e curadora de arte Fernanda Lopes, o webinar será realizado no dia 14 de maio, às 16h, no canal de Youtube da mostra

Como parte da exposição “1981/2021 Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira” será realizado nesta sexta-feira, dia 14 de maio, às 16h, um webinar com a participação do curador da mostra, Raphael Fonseca, e da crítica e curadora de arte Fernanda Lopes, com apresentação da Gerente de Programação do CCBB RJ, Maria Gabriela Antunes Azevedo. Gratuito e aberto ao público, o webinar será transmitido pelo canal de Youtube da exposição: Expo Coleção Andrea e José Olympio Pereira.

Raphael Fonseca falará sobre a escolha das obras e os recortes feitos a partir da prestigiosa coleção de arte do casal carioca radicado em São Paulo. Fernanda Lopes contextualizará essas obras dentro de certas perspectivas da história da arte no Brasil. Haverá, ainda, espaço para perguntas enviadas pelo público.

A exposição “1981/2021 Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira” apresenta obras de uma das mais importantes coleções de arte do mundo e pode ser vista no CCBB RJ até o dia 26 de julho.

SOBRE A EXPOSIÇÃO

A exposição inédita 1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira na coleção Andrea e José Olympio Pereira apresenta 119 obras de 68 artistas, pertencentes à magnífica coleção do casal carioca, radicado em São Paulo há mais de 30 anos. Nos últimos anos, Andrea e José Olympio constam na lista publicada anualmente pela prestigiosa revista ARTnews como um dos 200 maiores colecionadores de arte do mundo.

O CCBB RJ está adaptado às novas medidas de segurança sanitária: entrada apenas com agendamento on-line (eventim.com.br), controle da quantidade de pessoas no prédio, fluxo único de circulação, medição de temperatura, uso obrigatório de máscara, disponibilização de álcool gel e sinalizadores no piso para o distanciamento.

O conceito desta mostra chama a atenção para a importância do colecionismo no Brasil. “Arte é o alimento da alma, ela amplia o mundo, te leva para lugares, te leva a sonhar. O colecionismo é fundamental, além de sustentar a produção artística, é também uma forma de cuidar das obras, uma grande responsabilidade”, diz o casal, que começou a coleção na década de 1980 de forma despretensiosa, estudando e visitando exposições e leilões de arte. Hoje, possuem cerca de 2.500 obras. “Temos na coleção somente trabalhos com os quais estabelecemos alguma relação. Pode ser uma obra que nos toca ou nos perturba, mas que mexe de alguma forma conosco. Poder expor a coleção é um privilégio para nós. É uma oportunidade de dividir a coleção com o grande público, de rever algumas obras e de vê-las em diálogo com outras, ganhando um novo significado”.

O curador Raphael Fonseca foi convidado a pensar uma narrativa para a exposição a partir da coleção. A mostra ocupa as oito salas do primeiro andar do CCBB RJ a partir de núcleos temáticos, com obras de importantes artistas, de diferentes gerações, cobrindo um arco de 40 anos de arte contemporânea brasileira. A exposição conta com obras em diferentes linguagens, como pintura, instalação, escultura, vídeo e fotografia. “A ideia é que o público veja cada sala como uma exposição diferente e que tenha uma experiência distinta em cada uma delas. Os contrastes e a diversidade da arte brasileira serão visíveis a partir da experiência do espectador”, afirma Raphael Fonseca.

Sem seguir uma ordem cronológica, a exposição traz desde trabalhos produzidos em 1981, como a escultura “Aquário completamente cheio”, de Waltercio Caldas, e a fotografia “Maloca”, de Claudia Andujar, até a pintura “De onde surgem os sonhos” (2021), de Jaider Esbell, mais recente aquisição da coleção. Obras raras, como pinturas de Mira Schendel (1919 -1988), produzidas em 1985, também integram a mostra, que apresenta, ainda, obras pouco vistas publicamente, dos artistas Jorge Guinle, Laura Lima, Marcos Chaves e da dupla Bárbara Wagner e Benjamin de Burca.

SOBRE OS PARTICIPANTES DO WEBINAR

Fernanda Lopes é crítica de arte e pesquisadora. Doutora pelo Programa de Pós-Graduação da Escola de Belas Artes da UFRJ, professora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ) e da Universidade Cândido Mendes (UCAM). Organizou, ao lado de Aristóteles A. Predebon, do livro Francisco Bittencourt: Arte-Dinamite (Tamanduá-Arte, 2016). É autora dos livros Área Experimental: Lugar, Espaço e Dimensão do Experimental na Arte Brasileira dos Anos 1970 (Bolsa de Estímulo à Produção Crítica, Minc/Funarte, 2012) e “Éramos o time do Rei” – A Experiência Rex (Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça, Funarte, 2006). Entre as curadorias que vem realizando desde 2008 está a Sala Especial do Grupo Rex na 29a Bienal de São Paulo (2010). Foi Curadora Assistente do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2016-2020) e Curadora Associada em Artes Visuais do Centro Cultural São Paulo (2010-1012) e assistente de curadoria de Glória Ferreira na Casa de Cultura Laura Alvim (RJ, 2013-2014). Desde 2010 participa de júris de editais. Desde 2004 é colaboradora freelancer com críticas e artigos especiais em jornais, revistas e websites, nacionais e internacionais. Em 2017 recebeu, ao lado de Fernando Cocchiarale, o Prêmio Maria Eugênia Franco da Associação Brasileira dos Críticos de Arte 2016 pela curadoria de exposição Em Polvorosa - Um panorama das coleções MAM-Rio. É membro do Conselho Editorial da revista Concinnitas (UERJ).

Raphael Fonseca é pesquisador da interseção entre curadoria, história da arte, crítica e educação. Doutor em Crítica e História da Arte pela UERJ. Mestre em História da Arte pela UNICAMP. Graduado e licenciado em História da Arte pela UERJ. Trabalhou como curador do MAC Niterói entre 2017 e 2020. Entre suas exposições, destaque para “Vaivém” (CCBB SP, DF, RJ e MG, 2019-2020); “Lost and found” (ICA Singapore, 2019); “Riposatevi - Lucio Costa” (MAC Niterói, 2018); “A vida renasce, sempre - Sonia Gomes” (MAC Niterói, 2018); “Dorminhocos – Pierre Verger” (Caixa Cultural Rio de Janeiro, 2018); “Regina Vater – Oxalá que dê bom tempo” (MAC Niterói, 2017); “Bestiário” (Centro Cultural São Paulo, 2017); “Dura lex sed lex” (Centro Cultural Parque de España, Rosario, Argentina, 2017); “Mais do que araras” (SESC Palladium, Belo Horizonte, 2017), “Quando o tempo aperta” (Palácio das Artes – Belo Horizonte e Museu Histórico Nacional – Rio de Janeiro, 2016); “Reply all” (Grosvenor Gallery, Manchester, Inglaterra, 2016); “Deslize" (Museu de Arte do Rio, 2014), "Água mole, pedra dura" (1a Bienal do Barro, Caruaru, 2014) e "City as a process" (Ural Federal University, II Ural Industrial Biennial, Ekaterinburgo, Rússia, 2012). Recebeu o Prêmio Marcantonio Vilaça de curadoria (2015) e o prêmio de curadoria do Centro Cultural São Paulo (2017). Curador residente do Institute Contemporary Arts Singapore (2019) e da Manchester School of Art (2016). Integrante do comitê curatorial de seleção da Bienal Videobrasil (2019). Jurado do Prêmio Pipa (Brasil, 2019) e do Prêmio Mariano Aguilera (Quito, Equador, 2017). Participante do comitê de indicação do Prêmio Prima (2018 e 2020). Autor convidado para o catálogo da 32a Bienal de São Paulo (2016).

Publicado por Patricia Canetti às 11:47 AM


maio 5, 2021

Obra-Arquivo MAB: Mesa-redonda 2 online

No próximo dia 6 de maio, quinta-feira, às 19h30, acontece a Mesa-Redonda 2 da mostra coletiva Obra-Arquivo MAB, que reúne obras dos artistas visuais que participaram da residência artística realizada durante o período de reforma do Museu de Arte de Brasília (MAB), em 2019. Os artistas Lino Valente, Luciana Ferreira, Mario Jardim, Mauricio Chades, Valéria Pena-Costa e Yana Tamayo falarão de seus processos e dos trabalhos resultantes da residência artística. Com duração de 1h30 e tradução em Libras, a mesa-redonda será mediada pela curadora do projeto, Cinara Barbosa, e transmitida pelo canal do Youtube. A participação é gratuita e livre para todos os públicos. A mostra Obra-Arquivo MAB segue até 20 de maio, com visitação pelo Instagram @obraarquivomab.

MESA-REDONDA 2

Lino Valente
Obra: Cidadão
Série: O mundo é de quem não sente
Técnica: Fotografia impressa sobre folha de acetato, madeira, folha de vidro, acetato, painel de led

Iniciei minha residência no MAB por uma espécie de deriva, guiada por aspectos que provocassem meu imaginário. Os registros eram efêmeros, duravam exatamente um piscar de olhos ou "um click", isso me encantou. Com o passar dos dias, os ruídos e barulhos dos maquinários e ferramentas começaram a fazer sentido, algo extremamente ritmado, coordenado por operários uniformizados, parecia uma grande orquestra. O movimento dos operários com suas ferramentas e maquinários era o meu interesse maior, é o que representava toda imaterialidade. O movimento dos operários com suas ferramentas e maquinários era o meu interesse maior, é o que representava toda imaterialidade. Para captar os "borrões" provocados pela repetição, intensidade e exaustão dos movimentos utilizei a velocidade do obturador da câmera muito baixa, o diafragma da lente bem fechado por conta do excesso de luz, somando movimentos intensos e que muitas vezes imitavam os próprios movimentos dos operários. O momento de seleção das fotos foi mágico, uma real proporção do que realmente foi fotografado.

Com formação livre em Audiovisual, Lino Valente é artista visual, filmmaker e professor. Trabalha com as linguagens e suportes da fotografia e do vídeo de forma híbrida e expandida, propondo micronarrativas visuais de um cotidiano imaginário.

Luciana Ferreira
Título: Visita
Linguagem: Ação performativa
Técnica: Vídeo (com áudio)

Visita é uma vídeo-performance de Luciana Ferreira, com duração de seis minutos, que registra a ação de uma visita ao Museu de Arte de Brasília. A ação ignora o fato de o museu estar em obras e percorre suas paredes e espaços amplos – agora tomados por andaimes, entulhos, ruídos de serralheiras e britadeiras – em busca das obras de arte do seu acervo que deveriam estar expostas, em uma contemplação-testemunho da obra ausente. A ação é finalizada com o gesto de deixar cair no chão – também desconstruído pela reforma – o catálogo do acervo do museu que foi lançado na ocasião da sua inauguração.

Luciana Ferreira é graduada e doutoranda em artes visuais pela Universidade de Brasília. Seus trabalhos envolvem ações registradas em vídeos, intervenções em livros, subversões de leituras e experiências sonoras com ruídos. Todas estas frentes propõem algum tipo de desconstrução narrativa. A surpresa e o estranhamento constituem a experiência comumente vivenciada, convidando à desconstrução de expectativas e conceitos por meio de um olhar que escapa e, portanto, subverte as convenções instituídas, mesmo as mais banais. Neste sentido, sua dimensão é também política.

Mário Jardim
Título: Sem título
Série: Despachos
Técnica: Instalação, pipoqueiras elétricas, pipoca e alguidares de cerâmica

Os trabalhos, desenvolvidos para o projeto obra-arquivo/MAB, remetem à pesquisa sobre arte, religião e tecnologia iniciado na UnB no final dos anos 80 pelo coletivo “eficácia simbólica”. Fazem, também, referência à instalação e à performance, realizada no subsolo do MAB por ocasião do Prêmio Brasília de Artes Plásticas 1991/XII Salão Nacional de Artes Plástica. Os objetos e instalações estão voltados ao debate do sincretismo religioso e tecnológico operado no âmbito do imaginário popular, levando-se em conta as tensões contemporâneas entre tecnologia e religião. Importante registrar que a produção decorre da abordagem da experiência religiosa como manifestação estética tomando por premissa a identidade entre o fenômeno artístico e a experiência místico-religiosa. O artista não faz distinção entre Arte e Religião.

Cientista social e artista plástico, Mário Jardim é formado em Antropologia/Etnoestética - UnB/PPGAV-EBA/PPGDesign-UnB. Área de interesse: Arte e Religião - substrato material das manifestações religiosas na cultura afro-brasileira-ameríndia. Produção: reconstruções estéticas baseadas na visualidade própria à parafernália litúrgica/ritualística popular. Linguagens: performances, objetos, instalações, gravuras, desenhos e pinturas. Atuação: curador e/ou artista plástico em instituições como MAM-RJ, Univ. Estácio de Sá, Fund. Athos Bulcão, Museu Nacional da República, Centro Cultural 508 Sul, Fund. Catarinense de Cultural - CIC, Pinacoteca de São Paulo, Galeria deCurators.

Mauricio Chades
Título: Revolução / Raio-bica-banho-verde-de-manjericão no Museu
Linguagem: Vídeo / Performance

A videoperformance Revolução / Raio-Bica-Banho-Verde-De-Manjericão aconteceu durante a residência artística Obra-Arquivo-MAB e foi impulsionada pelo calor e seca extremos que se somavam à configuração insalubre do canteiro de obras. Queria me refrescar naquele ambiente empoeirado, então logo percebi a possibilidade criar uma bica d’água a partir das antigas tubulações do museu em ruínas. O manjericão da horta do condomínio ao lado foi o ingrediente para tornar o banho um raio verde. O trabalho foi inicialmente pensado com uma ação a ser compartilhada com os diversos atores presentes que quisessem se refrescar, operários e artistas. Mas as restrições de segurança não permitiram o evento.

Maurício Chades é artista visual e cineasta, mestre em Arte e Tecnologia e Bacharel em Audiovisual pela Universidade de Brasília. Cursa MFA na SAIC School of the Art Institute of Chicago, no departamento de Film, Video, New Media and Animation. Trabalha com temas como decomposição, rituais de morte, ficção especulativa, relações interespécie e tensões territoriais, em trabalhos que assumem diferentes formas a cada projeto –filme, instalação, escrita, bio-arte-e-tecnologia e performance. Participou de exposições coletivas e exibiu filmes e vídeos em festivais nacionais e internacionais. Em 2019 apresentou sua primeira exposição individual, Pirâmide, Urubu, na Torre de TV Digital de Brasília.

Valéria Pena-Costa
Título: Anonimato 3
Série: Escombros
Técnica: Tecido, cimento e tinta acrílica

O vestido infantil é peça recorrente no meu trabalho. O vestido é a criança e/ou a sua memória que trafega entre capítulos bastante importantes de minha longa narrativa. Novas imagens, novos experimentos. Transformo o vestido infantil em personagem. O vestido se banha (ou se afoga?) num tonel de água que serve à britadeira. Aqui se define um novo rumo para o trabalho. As ideias de tintas, arqueologia, réplicas de cimento, continuidade ao uso dos vestidos infantis se juntaram. Surgem os vestidinhos enrijecidos pela tinta cor de concreto e banhos de cimento. Além dos vestidinhos, galhos de árvore também são pintados, simulando o que já seria um simulacro: galhos de cimento. Minha nova versão dos vestidos em árvores da série “Capítulo dos Contos Encantados”. No MAB, andamos pelo prédio e canteiro, à procura do lugar ideal. Uma pequena sala crua, em cimento bruto, no subsolo, lugar que será um banheiro, tem o tamanho e a penumbra ideais criando a atmosfera que desejo. É um espaço possível de descobertas arqueológicas ou mimetismo do objeto ao ambiente de escombros, ainda que em reconstrução. Ainda é um vão. Ainda é vazio. Ainda é ausência. O objeto é a chave da memória.

Valéria Pena-Costa é artista visual, com bacharelado em pintura, pela Universidade de Brasília. Vem realizando exposições coletivas e individuais, tendo também, em sua trajetória, participação em coletivos de arte, residências artísticas e atuação em curadorias. Utiliza-se de múltiplas linguagens no desenvolvimento do seu trabalho, cujo tema central é Tempo e Ausência. Tempo desdobrado na Decomposição das coisas e na Memória coletada. Decomposição, esta, que se dá ao acompanhamento e observação do fenômeno em andamento - no gerúndio da ação. Realiza o Projeto Fuga, que consiste em movimentos seriados de mostras de arte, oficinas, ciclos de encontros culturais, residências artísticas a partir de seu ateliê, onde também realiza a Feira do Fuga.

Yana Tamayo
Título: Pulso (Ocupação sonora)
Técnica: Lista de músicas selecionadas e executadas ao longo do período da residência, na obra de reforma do MAB.

O trabalho proposto para a Residência Obra-Arquivo MAB buscou investigar o período em que o edifício do Museu de Arte de Brasília teria abrigado o Casarão do Samba, pouco tempo antes de tornar-se um museu de arte. O interesse pela ocupação musical do prédio se dá por sua existência efêmera e conectada à cultura popular, incomum nas divisões sócio-espaciais que marcam a modernidade brasileira. A pesquisa pela documentação dos bailes nos arquivos públicos da cidade, frustrada pela ausência de qualquer tipo de catalogação, terminou levando à observação das dinâmicas intrínsecas à ocupação do território como continuação dos gestos que produzem este espaço e, consequentemente, o apagamento das memórias de resistência na cidade.

[1978, Brasília, Distrito Federal. Reside e trabalha em Brasília]

Yana Tamayo é artista visual, educadora e curadora independente. Desde 2000 trabalha em diferentes frentes no campo da arte, sendo que sua produção como artista sempre esteve intercalada pela prática da curadoria e da educação. Propõe em sua pesquisa artística um diálogo poético entre memórias e imagens que possam conectar histórias, materialidades e narrativas sobre a modernidade. É sócia-fundadora da NAVE, espaço de produção e pesquisa em arte e educação, em Brasília. Entre 2018 e 2020 foi coordenadora do Programa CCBB Educativo – Arte e Educação, no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB/DF.

Publicado por Patricia Canetti às 11:31 AM


maio 3, 2021

Nova edição do Entreolhares Universitário na Escola Itaú Cultural

Neste curso, o público é convidado a refletir sobre a pergunta: como vai a vida e o que eu posso fazer com ela? A partir daí, nascem reflexões sobre as artes visuais e os diversos caminhos possíveis de atuação na área, tendo sempre as histórias e vivências de cada um como norteadoras dos aprendizados. Para isso, Luciara Ribeiro, consultora do projeto, convida a todos para um mergulho no conceito de Escrevivência, criado pela escritora Conceição Evaristo, na qual as memórias e experiências dos envolvidos são determinantes para construção do aprendizado

Entreolhares é o programa de formação em artes visuais do Itaú Cultural está em sua terceira edição voltada ao público universitário. As inscrições devem ser feitas entre os dias 4 e 18 de maio de 2021, na plataforma da Escola Itaú Cultural escola.itaucultural.org.br. Oferecido a distância, entre 8 e 29 de julho, e inteiramente gratuito como todas as atividades da organização, o curso conta com a consultoria da educadora, pesquisadora e curadora Luciara Ribeiro, mestra em história da arte pela Universidade de Salamanca, na Espanha, e pelo programa de pós-graduação em história da arte da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Voltado para estudantes de graduação nas áreas de humanidades, o programa tem como princípio a pergunta como vai a vida e o que eu posso fazer? O ponto de partida para responder essa pergunta, durante as 10 aulas programadas em tempo real é o conceito de Escrevivências, elaborado pela escritora Conceição Evaristo. Por ele, se define a escrita que surge das experiências cotidianas contadas a partir do ponto de vista dos envolvidos. É a vida que se faz por meio das palavras – para mais informações sobre o conceito, acesse: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra70934/olhos-dagua. Esta é a base que permeará o curso, durante todo o processo, buscando apontar caminhos amplos e abertos para a futura atuação dos estudantes nas artes.

Estruturado em três blocos temáticos: Escrevivências de mim, Uma vida não se faz sozinha e Sobre o todo e nós: futuros em mudança, no decorrer do cronograma, serão discutidos os diversos papéis e contextos de atuação no campo das artes a partir da troca de saberes e experiências de vida, individuais ou coletivas, propondo uma reflexão sobre as relações entre o eu, o ser e o estar, ou ainda, entre o viver, o partilhar e o fazer artístico. A lista de aprovados será divulgada na plataforma da Escola Itaú Cultural, em 23 de junho.

Entre os convidados estão a Tupinambá, formada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará (UFPA), ARTivista visual e curadora autônoma, Moara Brasil, e o artista visual, autor do livro Y tú, ¿por qué eres negro, co-fundador do coletivo AfroConciencia, Rubén H. Bermudez, que compartilham suas experiências e pesquisas com os alunos, além do Grupo Kayatibu e do Coletivo Visto Permanente, que trazem aos encontros questões geradas pela coletividade e suas formas de articulação. Para abrir o cronograma de aulas, os alunos contam com a presença da artista da dança, atriz, educadora e orientadora corporal, Janette Santiago, e a exploração da ideia de corpovivência como forma de autoconhecimento. Na última semana dos encontros temos a participação da fundadora e diretora executiva da NoFront, economista, formada pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP) e mestre em Economia Política Mundial pela Universidade Federal do ABC (UFABC), Gabriela Mendes Chaves, e a performer, curadora autônoma e arte-educadora, Letícia Barbosa, que falam sobre autonomia para a produção artística, a partir de uma visão social e política sobre a economia. Luciara Ribeiro faz a costura entre as aulas. Ela também comandará o encontro inaugural, que acontece no dia 8 de julho, explorando os objetivos do curso e o conceito que o rege, a Escrevivência.

Publicado por Patricia Canetti às 10:52 AM


abril 25, 2021

Programas gratuitos de formação na EAV Parque Lage - Inscrições

Escola de Artes Visuais do Parque Lage divulga edital dos programas de formação gratuitos para 2021 - Terceira edição dos concorridos programas chega com uma novidade: pela primeira vez, todos os alunos terão bolsa mensal de permanência

A Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV Parque Lage) lança, neste dia 19 de abril de 2021, o edital público e a abertura do período de inscrição em dois programas de formação gratuitos, voltados à fundamentação teórica e ao desenvolvimento poético nos campos das artes e da cultura. Os interessados podem se candidatar gratuitamente nos concursos para a terceira edição dos programas de “Formação” e “Formação e Deformação”. Serão ao todo 30 vagas, 15 para cada curso, e o prazo de inscrições vai até o dia 2 de maio de 2021.

Após duas edições que firmaram os programas de Formação e Formação e Deformação da EAV Parque Lage entre os mais concorridos do campo das artes visuais, a edição de 2021 chega com um importante adendo que vai incentivar ainda mais os candidatos. Pela primeira vez, os alunos contarão com uma bolsa mensal de permanência no valor de R$ 300, a ser disponibilizada ao longo dos cursos, que têm a duração de oito meses. O edital público dos dois concursos e os formulários de inscrição estarão disponíveis no site da instituição a partir do dia 19 de abril.

Os dois programas visam fomentar e apoiar a produção artística e discursiva com caráter crítico, experimental e disruptivo. As práticas serão realizadas por meio de encontros virtuais e presenciais periódicos, que devem acontecer em espaços da cidade do Rio de Janeiro ou na própria EAV.

O curso de Formação é voltado a pessoas interessadas em conhecer ou se aproximar do campo da arte, sem necessidade de experiência prévia. O programa será dividido em quatro módulos, com orientação e acompanhamento pedagógico de Camilla Rocha Campos e Natália Nichols, e terminará, após oito meses, com a realização de um projeto coletivo. A seleção será feita a partir de análise do formulário disponível no edital e da carta de intenção dos candidatos.

Já o programa de Formação e Deformação é voltado a artistas que já tenham poéticas em desenvolvimento. A seleção será feita a partir da análise de portfólio dos interessados, que também devem preencher o formulário disponibilizado no edital. Ao final de oito meses de estudos e práticas, sob a orientação da professora Clarissa Diniz e do curador Ulisses Carrilho, os alunos realizarão um projeto de exposição como trabalho de conclusão do curso.

“Com nossos programas gratuitos de Formação e Deformação, queremos contribuir para ampliar o acesso ao campo da arte e da cultura, a partir de novos olhares, vivências e posturas”, destaca Yole Mendonça, diretora da EAV Parque Lage, que aponta a diferença entre os dois cursos: “O de Formação é um curso introdutório e está voltado aos que desejam se aproximar do campo das artes visuais, enquanto o Programa de Formação e Deformação se destina a artistas visuais com poéticas e pesquisas em desenvolvimento”.

Ulisses Carrilho, curador da instituição e idealizador do Formação e Deformação, revela que o programa, em seus dois níveis, “parte de um anseio de pensar alternativas a uma ideia fixa de grade curricular. Pensar formação e deformação é, de alguma maneira, pensar o quão adaptável pode ser esse currículo e quanto o sistema artístico, em franca transformação, está disponível para novos sujeitos e novas formas que os artistas cotidianamente inventam para o mundo”. Carrilho ressalta ainda a importância do acesso gratuito a um ensino de qualidade: “Os programas reafirmam o caráter público da EAV. Não basta ser uma escola pública, é preciso criar acesso para um currículo como esse e para a oportunidade de ser artista, que de alguma maneira ainda é restrita a poucas classes sociais”.

Neste ano, o Programa de Formação e Deformação – que integra o Plano Anual de Atividades da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, patrocinado pelo Instituto Cultural Vale – terá como ponto de partida o projeto “Teteia”, que Lygia Pape, professora da EAV na década de 1970, realizou entre anos de 1978 e 1979 na floresta que abriga a escola. “Fazer do programa um processo de imantação, construção e aprendizado coletivos traz desafios que atualizam e potencializam o que entendemos por uma ‘formação de artistas’. Será, decerto, uma experiência singular, de interlocução e muita criação", adianta Clarissa Diniz, que divide a coordenação do programa com Carrilho.

“Uma das estratégias pedagógicas do Programa de Formação é postular de maneira simples e publicamente que arte é um vocabulário e um conjunto de operações que as pessoas devem e podem acessar. O programa é generoso ao oferecer tempo e estrutura mínima para que artistas e não-artistas se aproximem e experimentem com intimidade um campo que por muitos anos vislumbrou exclusividade sistêmica, elitismo social e poder simbólico universal”, afirma Camilla Rocha Campos, coordenadora do Programa de Formação.

As duas primeiras edições dos programas de Formação e Formação e Deformação da EAV Parque Lage aconteceram em 2018 e 2019. Por conta da pandemia de Covid-19, a terceira edição – que aconteceria em 2020 – foi transferida para esse ano. No primeiro trimestre de 2021, entre janeiro e março, a escola realizou também o curso on-line gratuito Pedra e Ar, voltado a artistas com poéticas em desenvolvimento, que teve a relação de 58 candidatos por vagas.

O currículo da edição 2021 dos programas foi elaborado levando em consideração todas as restrições sanitárias impostas, com aulas e práticas desenvolvidas para os meios virtuais*. "A formação de artistas é a vocação da EAV. Neste contexto tão cruel da pandemia, poder dar continuidade a essa vocação é uma alegria imensa”, celebra Diniz.

*Diante das medidas preventivas para a contenção da disseminação e combate ao coronavírus (COVID-19) o cronograma de aulas poderá sofrer ajustes ao longo do ano.

Sobre a EAV Parque Lage

A Escola de Artes Visuais foi criada em 1975, pelo artista Rubens Gerchman, para substituir o Instituto de Belas Artes (IBA). Seu surgimento acontece em plena Guerra Fria na América Latina, durante o período de forte censura e repressão militar no Brasil. A EAV afirma-se historicamente por seu caráter de vanguarda, como marco da não conformidade às fronteiras e categorias, e propõe regularmente perguntas à sociedade por meio da valorização do pensamento artístico.

Alguns exemplos marcantes da história do Parque Lage são a utilização do palacete como sede do governo da cidade de Alecrim em Terra em Transe, dirigido por Glauber Rocha em 1967; e a exposição “Como Vai Você, Geração 80?”, que reuniu 123 jovens artistas de diferentes tendências numa mostra que celebrava a liberdade e o fim do regime militar. O palacete em estilo eclético foi também palco de “Sonhos de uma noite de verão”, clássico shakespeariano, e serviu como locação para Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade.

A Escola de Artes Visuais do Parque Lage está voltada prioritariamente para o campo das artes visuais contemporâneas, com ênfase em seus aspectos interdisciplinares e transversais. Abrange também outros campos de expressão artística (música, dança, cinema, teatro), assim como a literária, vistos em suas relações com a visualidade. As atividades da EAV contemplam tanto as práticas artísticas como seus fundamentos conceituais.

A EAV Parque Lage configura-se como centro educacional aberto de formação de artistas e profissionais do campo da arte contemporânea. Como referência nacional, com uma consistente imagem no meio da arte, a EAV busca criar mecanismos internos e linhas de atuação externa que permitam um diálogo produtivo com a cidade e com o circuito de arte nacional e internacional. A instituição integra a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do estado do Rio de Janeiro.

INFORMAÇÕES

“FORMAÇÃO” - Programa de introdução às poéticas artísticas
Abertura de inscrições: 19 de abril
Encerramento das inscrições: 2 de maio
Divulgação dos selecionados: 18 de maio
Início das aulas: 27 de maio
Dedicação: Quintas e sextas, das 10h às 12h30 (5h semanais)*
Bolsa Permanência: R$ 300 por mês

“FORMAÇÃO E DEFORMAÇÃO: TETEIA” - Programa de acompanhamento crítico de poéticas artísticas
Abertura das inscrições: 19 de abril
Encerramento das inscrições: 2 de maio
Divulgação dos selecionados: 18 de maio
Início das aulas: 24 de maio
Dedicação: Segundas e quartas, das 17h às 19h30 (5h semanais)*
Bolsa Permanência: R$ 300 por mês

*Diante das medidas preventivas para a contenção da disseminação e combate ao coronavírus (COVID-19) o cronograma de aulas poderá sofrer ajustes ao longo do ano.

EDITAL COMPLETO E INSCRIÇÃO ONLINE
Programas gratuitos de formação e deformação 2021

Publicado por Patricia Canetti às 11:58 AM