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outubro 19, 2020

Minicurso #1: Faz escuro mas eu canto na Bienal na Web

A quais imaginários, paisagens e espaços a escuridão pode nos conduzir? Quais vozes e cantos emergem do diverso do mundo em tempos extremos? É possível ouvi-los sem reduzir sua diversidade aos nossos próprios modos de sentir e pensar? Como se relacionar com essas vozes sem impor-lhes a transparência da razão ocidental, reconhecendo suas opacidades, nos termos de Édouard Glissant?

A partir da aproximação entre obras dos quatro artistas que participaram de As vozes dos artistas #1: o verso Faz escuro mas eu canto, o minicurso é composto por 4 reuniões virtuais (com 1h30 de duração, cada) e propõe uma trama de relações pela qual refletiremos sobre essas perguntas. Ele acontece de 29 de outubro a 19 de novembro de 2020, sempre às quintas-feiras, das 19h às 20h30.

Das memórias abissais do Atlântico negro às águas que correm nos subterrâneos das cavernas e da História, faremos ecoar vozes que refletem e refratam outras possibilidades de re-existências, recriações e transcendências. Ao propor encontros e instaurar acontecimentos e relações por meio das artes, este minicurso é um convite a experimentar o lugar da encruzilhada, em suas dimensões de abertura, interação, interseções, hibridismos, memórias e seus múltiplos processos de trânsito políticos e poéticos.

PROGRAMA

Encontro 1 | 29/10, 19h - 20h30
Encruzilhadas poéticas: entre deslocamentos, percursos e traduções
a partir das obras de Zina Saro-Wiwa + Manthia Diawara
Convidado: Prof. Stênio Soares (UFBA)

Encontro 2 | 5/11, 19h - 20h30
“O que você chama luz para mim é escuridão”: reencontrando a caverna, a cidade e a exposição
a partir das obras de Edurne Rubio + Carmela Gross

Encontro 3 | 12/11, 19h - 20h30
Tecendo a manhã: arte, política e opacidade
a partir das obras de Zina Saro-Wiwa + Carmela Gross

Encontro 4 | 19/11, 19h - 20h30
"Enquanto falamos, nos tornamos": o pensamento do outro, o outro do pensamento
a partir das obras de Manthia Diawara + Edurne Rubio

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES

Gratuita, com preenchimento do formulário online
difusao@bienal.org.br

SOBRE OS MINICURSOS

A proposta dos minicursos é adensar e expandir as tramas de relações em torno dos enunciados da 34ª Bienal. Oferecidos nas semanas seguintes aos encontros com artistas da série As vozes dos artistas, os minicursos compõem-se de 4 encontros movidos por questões que emergem da aproximação entre conteúdos relacionados aos artistas e convidados das lives. Os encontros serão permeados pela apresentação de obras, músicas, textos poéticos e teóricos, em um formato menos acadêmico e mais experimental. Ao final dos encontros, espera-se que os participantes tenham conhecido mais de perto os artistas e convidados das lives, percebendo ao mesmo tempo as reverberações que sua relação com os enunciados produz.

Os minicursos são organizados pelas equipes de pesquisa e difusão e de mediação e difusão da Fundação Bienal de São Paulo.
Vagas oferecidas: 80, mediante seleção por análise do formulário de inscrição.
As pessoas selecionadas serão informadas por email até o dia 27/10, quando as orientações para acessar os encontros serão enviadas.
Os encontros serão realizados pela plataforma Zoom.
Os certificados serão emitidos para participantes com frequência mínima de 3 encontros.

Publicado por Patricia Canetti às 9:40 AM


As vozes dos artistas: 34ª Bienal de São Paulo conversa com artistas convidados

Nos encontros organizados na série As vozes dos artistas, a curadoria da 34ª Bienal de São Paulo conversa com artistas convidados, brasileiros e estrangeiros, sobre os enunciados da mostra – objetos com histórias marcantes e em torno dos quais as obras serão distribuídas na exposição, sugerindo leituras poéticas multifacetadas.

No dia 22 de outubro, quinta-feira, às 19h (UTC–03:00), você poderá participar do encontro sobre o título da exposição, Faz escuro mas eu canto, verso do poeta amazonense Thiago de Mello (Barreirinha, 1926) publicado em livro homônimo do autor em 1965. Desde sua primeira redação, entre 1962 e 1963, o verso já ganhou diferentes interpretações: de conclusão esperançosa do poema Madrugada camponesa ("faz escuro mas eu canto / porque a manhã vai chegar"), quando a promessa da reforma agrária e outros projetos progressistas parecia prestes a se tornar realidade, a sussurro de resistência nos piores anos da ditadura militar.

Na primeira live da série As vozes dos artistas, Jacopo Crivelli Visconti, curador geral da 34ª Bienal, e Paulo Miyada, curador adjunto, conversam com o artista Manthia Diawara (1953, Bamako, Mali), escritor, pesquisador de estudos culturais, diretor de cinema e acadêmico. Diawara escreveu amplamente sobre filmes e obras literárias que abordam a Diáspora Negra. O encontro também trará entrevistas gravadas com as artistas Carmela Gross (1946, São Paulo, SP), Edurne Rubio (1974, Burgos, Espanha) e Zina Saro-Wiwa (1976, Port Harcourt, Nigéria). No final, Jacopo, Paulo e Manthia responderão às perguntas enviadas pelo público.

Inscreva-se aqui! É gratuito!

Para você se programar: nas quatro semanas seguintes ao encontro, um Minicurso gratuito aprofundará os temas abordados na live As vozes dos artistas #1: sobre o verso “Faz escuro mas eu canto”. O curso é composto por 4 reuniões virtuais (29/10, 5/11, 12/11 e 19/11, sempre às quintas, das 19h às 20h30) que apresentam trechos inéditos das entrevistas com artistas, discutem os temas previamente abordados, compartilham referências bibliográficas e outros materiais de pesquisa. É gratuito! As inscrições começam no dia 19 de outubro.

SOBRE OS ARTISTAS PARTICIPANTES

Manthia Diawara

A biografia e a obra de Manthia Diawara (1953, Bamako, Mali) são marcadas pela vivência e pelo profundo conhecimento, tanto num nível pessoal quanto no acadêmico e intelectual, da história e da cultura negra africana e afro-americana. Crítico e professor de literatura comparada e cinema, escritor e cineasta, Diawara segue em seus filmes os preceitos do cinema etnográfico de autores como Jean Rouch, cuja importância foi ao mesmo tempo reconhecida e questionada em Rouch in reverse [Rouch em reverso] (1995). Ao descrever o filme, Diawara explica: “Fiz esse filme sobre Rouch como um rito de passagem para mim mesmo. [...] Queria passar por Rouch para tornar visíveis novas vozes e novas imagens da África; as que desafiam os estereótipos e o primitivismo”. Esse desejo de subverter a dinâmica convencional da antropologia, fazendo com que o antigo “objeto de estudo” (o negro africano) passe a ser o agente questionador, é o que move a maioria dos filmes de Diawara, nos quais o diretor é quem conduz, em cena, a narrativa, fazendo perguntas, pedindo explicações, assumindo o papel socrático de quem admite (ou finge) não saber, para chegar ao âmago das coisas.

Por meio de seus filmes, Diawara tem construído um repertório extremamente rico e estratificado de retratos de pensadores de várias partes do mundo, que são convocados para um diálogo imaginário na instalação concebida para a 34ª Bienal, uma espécie de “parlamento” de autores fundamentais para a formação do próprio artista e para a compreensão do mundo em que vivemos. Tendo entre seus protagonistas Édouard Glissant, referência fundamental na concepção da exposição, a instalação reúne escritores, artistas, poetas, políticos e pensadores de várias épocas e lugares, como Wole Soyinka, Angela Davis e David Hammons, entre outros, numa conversa composta por meio de falas gravadas por Diawara ao longo das últimas décadas. Para além dos assuntos abordados diretamente nas falas dos protagonistas, a instalação pode ser lida, também, como uma meditação sobre o tempo e sobre as transformações que ele traz, tanto na evolução de teorias sociais, políticas e filosóficas, quanto no plano pessoal e íntimo. Temas caros a Glissant – como a “poética da relação” e a defesa do direito à “opacidade” do pensamento e da personalidade de cada um – permeiam a instalação e atualizam o legado do grande pensador martinicano, amigo pessoal e objeto de estudo de longa data de Diawara.

Carmela Gross

Carmela Gross (1946, São Paulo, SP) participou pela segunda vez da Bienal de São Paulo em 1969, mesmo ano em que completou sua graduação em Artes na FAAP, em um curso concebido pelo professor Flávio Motta a partir de sua proposta para um curso de formação de professores de desenho. Desde essa época, Gross tem estruturado sua obra por um entendimento complexo das ideias de desenho e projeto. Ciente da vocação do desenho como ação formadora que imprime intencionalidades na organização material do mundo, ela muitas vezes explora modos de subverter seu funcionamento, empregando técnicas e linguagens para projetar garatujas, ruídos e vultos.

Constantemente, é a observação do espaço urbano que provoca esses procedimentos de desenho e projeto. O conjunto de obras que apresentou na Bienal de 1969, por exemplo, remetia a elementos urbanos recobertos ou ocultos, usualmente desapercebidos pelos passantes. No contexto da escalada da censura e da violência de Estado promovidas pelo regime militar, uma grande lona cinza-esverdeada recobrindo uma estrutura metálica avultada A Carga (1968) aparecia não apenas como uma escultura misteriosa, mas estava impregnada de sentidos de ameaça e perigo.

Edurne Rubio

Edurne Rubio (1974, Burgos, Espanha) desenvolve um trabalho em vídeo, cinema e performance que se baseia no universo do documentário e da antropologia, utilizando metodologias de pesquisa compartilhadas. Grande parte de seus projetos toma como referência personagens ou espaços arquitetônicos que foram política, cultural e socialmente significativos para determinados grupos de indivíduos ou localidades. A artista investiga situações e histórias que sobrevivem na memória coletiva de forma difusa, sujeitas a diferentes interpretações e pontos de vista e, portanto, no limiar entre ficção e realidade. Por meio de entrevistas e material de arquivo, a artista compõe uma espécie de segunda realidade, criando novas narrativas para apresentar e abordar o passado. Através da performance, do áudio e da imagem em movimento, ela propõe um jogo entre o factível e o imaginável, alterando a percepção do tempo e do espaço do espectador.

Em Ojo Guareña (2018), por exemplo, Rubio sobrepõe distintas temporalidades numa viagem cinematográfica que tem como pano de fundo um complexo de cavernas situadas na província de Burgos, na Espanha. O enredo é inspirado na história familiar da artista, e se torna uma homenagem ao seu pai e seus tios, ao abordar a situação que viveram durante a ditadura espanhola de Francisco Franco (1939-1975), no final dos anos 1960. Entusiastas dos romances de Júlio Verne e fartos de um contexto social e politicamente opressor, eles começaram a visitar as grutas da região, na busca de um lugar onde se esconder da censura e desfrutar de alguns momentos de liberdade. O filme, gravado in situ, segue um grupo de espeleólogos que explora as cavernas nos dias de hoje. Na escuridão, é difícil perceber os contornos do espaço e os desenhos pré-históricos nas paredes. As vozes das pessoas chegam ao espectador de forma difusa, misturando-se ao barulho da água e às canções revolucionárias dos espeleólogos que remontam à época franquista.

Daqui, comissionada pela 34ª Bienal, é uma obra sonora que reconstrói um espaço e uma época decisivos para a arte experimental e a liberdade de expressão no Brasil, ao abordar o papel exercido pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) como lugar-chave para a experimentação artística radical nos anos 1970, durante a ditadura militar no país. Na época, o MAC estava instalado no mesmo prédio onde acontece a Bienal de São Paulo. O áudio é constituído por uma série de entrevistas com artistas, curadores, funcionários da instituição e visitantes assíduos do museu, que foram testemunhas dos acontecimentos. Os relatos e os argumentos se misturam no espaço do pavilhão da Bienal, estabelecendo conexões entre a memória e o lugar. O complexo sonoro funciona como uma história coletiva fragmentada, baseada em memórias pessoais, agregando novos episódios a uma história negligenciada.

Zina Saro-Wiwa

Zina Saro Wiwa (1976, Porto Harcout, Nigéria) é uma artista nigeriana, baseada em Brooklyn, Nova York (EUA). Ela trabalha principalmente com vídeo, mas também com fotografia, escultura, som e alimentação. Fundou, na região do Delta do Níger (Nigéria), a galeria de arte contemporânea Boys’ Quarters Project Space, para a qual frequentemente realiza curadorias. O interesse artísticos de Saro Wiwa reside em mapear territórios sentimentais.

Frequentemente, a artista explora em seus trabalho experiências extremamente pessoais, registrando cuidadosamente suas coreografias, como uma forma de tornar tangível o espaço entre experiências internas e performances externas, bem como as relações transculturais e ambientais/geográficas dessas articulações. No cerne do seu trabalho de videoperformances está a dinâmica instável entre “verdade”, “realidade” e “performance”.

O trabalho de Wiwa pode ser encontrado na Menil Collection (Texas, EUA); Seattle Art Museum (Washington, EUA); Pulitzer Foundation (Missouri, EUA); Moderna Museet (Estocolmo, Suécia); Stevenson Gallery (Cidade do Cabo, África do Sul); Goodman Gallery (Cidade do Cabo, África do Sul); Nikolaj Kunsthal (Copenhague, Dinamarca); Tate Britain (Londres, Inglaterra); Fowler Museum (Los Angeles, EUA); no Brooklyn Museum (Nova Iorque, EUA) e muitas outras instituições. Em 2017, a artista foi contemplada com a Guggenheim Fellowship for Fine Arts.

Publicado por Patricia Canetti às 9:14 AM


outubro 18, 2020

Aula aberta de Anna Bella Geiger e Fernando Cocchiarale inaugura curso on-line na EAV Parque Lage

Na próxima terça-feira, 20 de outubro, às 19h, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage inaugura o curso “Sobre abstracionismos nacionais e internacionais”, ministrado pela artista Anna Bella Geiger e pelo curador Fernando Cocchiarale. A primeira aula será transmitida ao vivo, gratuitamente, através do canal do YouTube da EAV, sem inscrição prévia.

Partindo da pesquisa realizada em 1980 e 1981, que deu origem ao livro 'Abstracionismo geométrico e informal – a vanguarda brasileira nos anos cinquenta', obra fundamental para a história da arte brasileira, lançada pela FUNARTE em 1987, Anna Bella Geiger e Fernando Cocchiarale se debruçam sobre o período do pós 2ª guerra, expandindo o diálogo com a arte internacional. Hoje, 40 anos após esta crucial pesquisa ter sido realizada, a EAV lança o curso on-line Sobre Abstracionismos Nacionais e Internacionais, no qual os professores apresentam uma constelação de obras e artistas dedicados à produção de abstratos desde a década de 1950. O curso retoma conceitos fundamentais para a produção artística, construindo relações com a contemporaneidade e atualizando a importância do pensamento abstrato.

SOBRE O CURSO

Sobre Abstracionismos Nacionais e Internacionais

O curso de Anna Bella Geiger e Fernando Cocchiarale é uma introdução à Arte Abstrata no Brasil e no exterior, durante o pós 2ª Guerra Mundial (anos 1950), que analisará diversas obras daquele período, suas relações e influências nas gerações atuais.

DINÂMICA
Aulas expositivas on-line por videoconferência

PÚBLICO
Indicado para pessoas interessadas em conhecer e/ou pesquisar o tema.

QUANDO
20 de outubro a 08 de dezembro, sempre às terças, de 19h às 21h.

VALOR
R$ 760,00 ou 2x de R$ 380,00

MAIS INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
http://eavparquelage.rj.gov.br/sobre-abstracionismos-nacionais-e-internacionais/
cursos@eavparquelage.org.br
whatsapp: 21-99232-8162

SOBRE OS PROFESSORES

ANNA BELLA GEIGER

Nascida no Rio de Janeiro, em 1933. Graduada em Línguas Anglo-Germânicas, pela Faculdade Nacional de Filosofia (UFRJ). Ainda nos anos 1950, estudou História da Arte e Sociologia da Arte com Hanna Levy Reinhardt na New York University e na New School for Social Research. Em 1952 participou da 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata, no Rio de Janeiro, e em 1962 ganhou o Primér Premio Casa de Las Americas, Tava, Cuba. Desde então, tem exposto regularmente, em individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, como em muitas edições da Bienal de São Paulo, Veneza, Bienalle du Jeune (Paris, 1967), II Bienal de Liverpool, 5 éme Bienalle Internationale de Photographie (Liège, 2000), na Trienal Poligráfica de San Juan, e na 11th International Biennial Exhibition of Prints in Tokyo (1979). Seus trabalhos integram coleções como a do MoMA (Nova York), do Centre Georges Pompidou (Paris), Tate Modern e Victoria and Albert Museum (Londres), Getty Institute (Los Angeles), The FOGG Collection (Boston), Hank Hine – TAMPA Museum (Flórida), entre outras. Com Fernando Cocchiarale, publicou o livro “Abstracionismo geométrico e informal” (Funarte, 1987). Ensina no Higher Institute for Fine Arts – HISK (Ghent, Antuérpia), e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (Rio de Janeiro).

FERNANDO COCCHIARALE

Professor de Filosofia do Departamento de Filosofia da PUC-RJ desde 1978, e da Escola de Artes visuais do Parque Lage desde 1990. Autor de livros como “Abstracionismo Geométrico e Informal: A Vanguarda Brasileira dos Anos 50” com Anna Bella Geiger (Rio de Janeiro, MEC/ Funarte, 1987), e “Quem Tem medo da Arte Contemporânea” (Recife, Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2006). Publicou cerca de 200 artigos, textos e resenhas em coletâneas, catálogos, jornais e revistas de arte do Brasil e do exterior tais como o Jornal do Brasil, RJ; Módulo, RJ; Guia das Artes, SP; Galeria e ArtNexus, Colômbia. Foi membro da comissão curadora do Projeto Rumos Visuais de 1999 a 2000; curador-coordenador do mesmo projeto entre 2001/2002 e, de 2000 a 2007, curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Foi curador da Casa de Cultura Laura Alvim (2011/2012), no Rio de Janeiro, e curador das mostras de arte contemporânea do Santander Cultural, Recife (2011). É Doutor em Tecnologias da Comunicação e Estética pela Escola de Comunicação da UFRJ (2012). Em 2016 reassumiu a curadoria do MAM/RJ.

Publicado por Patricia Canetti às 6:08 PM


outubro 11, 2020

Fundação Iberê convida Carol Anchieta e Maxwell Alexandre para um bate-papo sobre “Pardo é papel”

No dia 14 de outubro, quarta-feira, a partir das 19h, a Fundação Iberê promove uma live com o artista carioca Maxwell Alexandre, sobre a exposição “Pardo é Papel”. O bate-papo será comandado pela jornalista Carol Anchieta, pelo Instagram @fundacaoibere. Com passagens por veículos como TV UNISINOS, Canal Futura, Rede Globo e RBS TV, Carol é mestranda em Design Estratégico para Inovação Social, com foco em moda sustentável e Afrofuturismo. Integra o grupo de estudos "Atinuké - Pensamento de Mulheres Negras" e, atualmente, trabalha como assessora de Diversidade da Secretaria de Estado da Cultura.

Aos 29 anos, Maxwell retrata em sua obra uma poética que passa pela construção de narrativas e cenas estruturadas a partir da vivência cotidiana pela cidade e na Rocinha, onde nasceu, trabalha e reside. Com obras no acervo do Museu de Arte do Rio, Pinacoteca de São Paulo, MASP, MAM-RJ e Perez Museu, ele apresenta “Pardo é Papel” em Porto Alegre, de 17 de outubro a 17 de janeiro, após levar sua primeira exposição individual ao Museu de Arte do Rio e ao Museu de Arte Contemporânea de Lyon, na França. “Ao visitar a exposição de Maxwell Alexandre no MAR, tive a certeza da importância de

“Pardo é Papel” em Porto Alegre pela visão social de sua obra e, também, pela oportunidade de abrir nossas portas para a nova geração de artistas que se destacam internacionalmente”, destaca Emilio Kalil, diretor-superintendente da Fundação Iberê.

A sensibilidade da realidade social do Rio de Janeiro - “Em maio de 2017, num desses dias de ateliê em que você vai sem saber muito o que fazer, eu pintei três autorretratos em folhas de papel pardo que estavam perdidas por ali. No dia seguinte, quando olhei as pinturas penduradas na parede, percebi que realmente havia uma sedução estética muito potente, mas somente quando fui fazer a quarta pintura me dei conta do ato político e conceitual que eu estava articulando ao pintar corpos negros sobre papel pardo, uma vez que a cor parda foi usada durante muito tempo para velar a negritude. A designação “pardo” encontrada nas certidões de nascimento, em currículos e carteiras de identidade de negros do passado foi necessária para o processo de redenção – em outras palavras, de clareamento – da nossa raça. Porém, nos dias de hoje, com o crescimento dos debates, a tomada de consciência e reivindicações das minorias, os negros passaram a projetar sua voz, a se entender e se orgulhar, assumindo seu nariz, seu cabelo e construindo sua autoestima por enaltecimento do que se é, de si mesmo. Esse fenômeno é tão forte e relevante que o termo “pardo” ganhou uma conotação pejorativa dentro dos coletivos negros. Dizer a um negro hoje que ele é moreno ou pardo pode ser um grande problema”, diz o artista.

Publicado por Patricia Canetti às 4:07 PM


Webinário Processos curatoriais no MAC USP, São Paulo

Processos curatoriais: reconhecer a rede São Paulo

Entre 22 de setembro e 27 de outubro, às terças-feiras, o MAC USP realiza série de webinários para discutir a questão curatorial, tendo como base o Projeto Temático FAPESP "Coletar, Identificar, Processar, Difundir. O Ciclo Curatorial e a Produção do Conhecimento", com sede no próprio Museu, que envolve a pesquisa e preparação para a reformulação da mostra permanente de acervo, prevista para o segundo semestre de 2021.

Os encontros pretendem ampliar a compreensão de curadoria para além do momento de extroversão dos acervos, mas também como processo de produção de conhecimento que envolve diversos saberes. A curadoria reconhecida como um conjunto de ações que se desenvolve em diversas etapas e abrange desde a aquisição/coleta de obras, passando pela documentação, catalogação, conservação, pesquisa, educação e extroversão por diferentes meios.

Participam das mesas pesquisadores que se utilizam de práticas curatoriais na extroversão de seus objetos de estudo, contribuindo para a reflexão sobre o ciclo curatorial e sua interação com as equipes técnicas. São representantes de uma rede de instituições na cidade de São Paulo, com a qual o Museu pretende trabalhar colaborativamente em projetos de pesquisa em processos curatoriais.

PROGRAMAÇÃO
às terças-feiras, no canal do YouTube do MAC USP

14H30 — 15H30
Palestras (MESA 1)
15H30 — 16H00
Debate [a partir das perguntas do público]
16H00
Intervalo
16H30 — 17H30
Palestras (MESA 2)
17H30 — 18H00
Debate final [a partir das perguntas do público]

COMISSÃO DE COORDENAÇÃO E EDIÇÃO
Ana Gonçalves Magalhães [MAC USP]
Edson Leite [MAC USP]
Helouise Costa [MAC USP]
Marta Bogéa [FAU USP / MAC USP]
Rodrigo Queiroz [FAU USP / MAC USP]
Bianca Mantovani [Discente / PPGMus]

22 de setembro de 2020 - O ciclo curatorial no MAC USP
Essa sessão abordará o projeto curatorial da mostra de longa duração Visões da Arte no Acervo do MAC USP. Serão apresentadas ações das diferentes equipes, desde a definição do conceito curatorial, conservação, documentação, educação até a produção e o suporte da biblioteca.

14H00 (ABERTURA)
Ana Magalhães [MAC USP]
14H30 (MESA 1)
Helouise Costa [Curadoria]
Rejane Elias [Conservação]
Fernando Piola [Documentação]
16H30 (MESA 2)
Evandro Nicolau [Educativo]
Lauci Bortoluci [Biblioteca]
Ana Farinha [Produção]

MEDIADORA Beatriz Cavalcanti [MAC USP]
DEBATEDORES Julia Abs e Josias Padilha [PGEHA]
RELATORA Marisa Bueno [PPGMus]

29 de setembro de 2020 - Pesquisa e curadoria de arte na USP
Essa sessão tratará o modo pelo qual acervos, arquivos e coleções embasam projetos de pesquisa e em que medida esses projetos empregam estratégias curatoriais.

14H30 (MESA 1)
Tadeu Chiarelli [ECA USP]
Agnaldo Farias [FAU USP]
Ricardo Fabbrini [FFLCH USP]
16H30 (MESA 2)
Dária Jaremtchuck [EACH USP]
Rogério de Almeida [FE USP]
Eduardo Morettin [ECA USP]

MEDIADORA Marta Bogéa [FAU USP / MAC USP]
DEBATEDORES Antonio Herci [PGEHA] e
Gustavo Brognara [PPGMus]
RELATOR Daniel Tapia [PGEHA]

6 de outubro de 2020 - Pesquisa e curadoria em museus e coleções da USP
Essa sessão discutirá o papel da pesquisa e da curadoria nos museus estatutários e coleções da USP, bem como em um de seus institutos e duas unidades de ensino. Serão apresentadas, também, algumas das modalidades de extroversão de seus respectivos acervos.

14H30 (MESA 1)
Paulo César Garcez Marins [MP USP]
Camilo Mello Vasconcellos [MAE USP]
Maria Isabel Landim [MZ USP]
16H30 (MESA 2)
Ana Paula Cavalcanti Simioni [IEB USP]
Mônica Junqueira de Camargo [FAU USP]
Elizabeth Azevedo [ECA USP]

MEDIADOR Rodrigo Queiroz [FAU USP / MAC USP]
DEBATEDORAS Juliana Bittencourt Bovolenta
[PPGMus] e Mélodi Ferrari [PGEHA]
RELATOR Demócrito Mangueira Nitão Júnior [PPGMus]

13 de outubro de 2020 - Pesquisa e curadoria em museus da cidade de São Paulo
Essa sessão terá como foco as especificidades do ciclo curatorial em diferentes museus da cidade de São Paulo. Os curadores convidados compartilharão suas experiências com acervos institucionais de diferentes tipologias e exposições de longa duração.

14H30 (MESA 1)
Felipe Chaimovich [FAAP / MAM SP]
Fernando Oliva [MASP]
Valéria Piccoli [Pinacoteca SP]
16H30 (MESA 2)
Daniel Rincon Caires [Museu Lasar Segall]
Henrique Siqueira [Museu da Cidade de São Paulo]
Márcio Farias [Educador Independente]

MEDIADORA Helouise Costa [MAC USP]
DEBATEDORAS Isabel Rodrigues [PPGMus] e
Joseane Alves Ferreira [PGEHA]
RELATOR Antonio Rodrigues [PGEHA]

20 de outubro de 2020 - Pesquisa e curadoria em institutos culturais
Essa sessão reunirá instituições culturais, de caráter museológico, que mobilizam seus arquivos para conceber um programa curatorial de exposições temporárias. As apresentações devem contribuir para uma reflexão na qual a história/memória institucional e/ ou tais arquivos definem um programa curatorial, ou são a fonte primordial de uma proposta de exposição.

14H30 (MESA 1)
Heloísa Espada [Instituto Moreira Salles SP]
Priscila Arantes [Paço das Artes / PUC SP]
Ana Pato [Memorial da Resistência]
16H30 (MESA 2)
Sofia Fan [Itaú Cultural]
Juliana Braga de Mattos [SESC SP]
Jacopo Crivelli Visconti [Fundação Bienal
de São Paulo]

MEDIADORA Ana Gonçalves Magalhães [MAC USP]
DEBATEDORES Luiza Giandalia Ramos
[PPGMus] e Diogo Gomes dos Santos [PGEHA]
RELATOR John Keven Nunes Silva [PPGMus]

27 de outubro de 2020 - Pesquisa e curadoria nas Instituições de Ensino Superior
Essa sessão tratará da produção acadêmica dos programas de graduação e pós-graduação na tradução estética que possibilita a criação de um campo reconhecível para a curadoria na pesquisa centrada ou não em acervos.

14H30 (MESA 1)
Sônia Salzstein Goldberg [ECA USP]
Gabriel Zacarias [UNICAMP]
Letícia Coelho Squeff [UNIFESP]
16H30 (MESA 2)
Sérgio Romagnolo [UNESP]
Cauê Alves [PUC SP / MAM SP]
Jane de Almeida [PUC SP /
Universidade Mackenzie]

MEDIADOR Edson Leite [MAC USP]
DEBATEDORAS Luciene Aranha Abrunhosa
[PPGMus] e Beatriz Helena Silva [PPGMus]
RELATORA Juliana Caffé [PGEHA]

REALIZAÇÃO
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo

Publicado por Patricia Canetti às 10:51 AM