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abril 24, 2017

Seminário A Tropicalização do Norte na EAV Parque Lage, Rio de Janeiro

O seminário A tropicalização do Norte, organizado pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage, se apropria de um problema levantado pela edição 2017 da prestigiosa exposição internacional Documenta, que acontece na cidade de Kassel, na Alemanha, e este ano também em Atenas. O tema da Documenta 14 é “South as a State of Mind” [O Sul como um estado mental], proposto pelo curador Adam Szymcz.

O seminário da EAV Parque Lage busca traçar linhas de confluência com a situação brasileira pós-olimpíadas. Constitui uma plataforma de reflexão coletiva, que culminará em outubro deste ano com jornadas de debates reunindo membros da equipe curatorial da Documenta 14.

24 a 28 de abril de 2017 - programação gratuita e aberta ao público

EAV Parque Lage
Rua Jardim Botânico 414, Rio de Janeiro, RJ
21-2334-4088

PROGRAMAÇÃO

Segunda-feira, 24/04
Palestra de Iole de Freitas
19-21h

Iole de Freitas (Belo Horizonte, 1945). Vive no Rio de Janeiro. Realizou exposições de destaque no Brasil e no exterior, como as Bienais de Paris (1975) e Veneza (1978). Dirigiu o Instituto Nacional de Artes Plásticas (1988-1989). Professora da EAV Parque Lage desde 1994, orienta grupos de análise da produção contemporânea. Sua pesquisa promove diálogos entre elementos arquitetônicos e o espaço expositivo, numa investigação da tridimensionalidade e das tensões do corpo, presentes em seu trabalho desde a década de 1970, na Body Art. Além de várias bienais, participou da documenta 12, com curadoria de Roger Buergel.


Terça-feira, 25/04
Palestra de Anna Maria Maiolino
19-21h

Anna Maria Maiolino (Scalea, Itália, 1942). Vive em São Paulo. Frequentou o Ateliê de Ivan Serpa no Rio e participou dos movimentos Nova Figuração e Nova Objetividade Brasileira. Estudou no Pratt Graphic Center em Nova York (1968-71). Com ênfase no desenho e na materialidade do papel, também realiza obras em vídeo, fotografia, instalação e performance. Na escultura, faz uso recorrente da argila e encontrou na repetição do gesto um método para sua criação. Além de várias bienais, participou da dOCUMENTA (13), com curadoria de Carolyn Christov-Bakargiev.


Quarta-feira, 26/04
Palestra de Dias & Riedweg
19-21h

Maurício Dias (Rio de Janeiro, 1964). Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Formado pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Maurício Dias trabalha em dupla com Walter Riedweg desde 1993, com quem desenvolve documentários e vídeo-instalações. Participaram da 24ª Bienal de São Paulo, com curadoria de Paulo Herkenhoff, e da documenta 12, com curadoria de Roger Buergel.


Quinta-feira, 27/04
Projeção e debate – filmes de Andreas Valentin dos anos 70, sobre Hélio Oiticica
19-21h

Andreas Valentin. Fotógrafo, pesquisador e curador. Doutor em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com uma pesquisa sobre a fotografia amazônica do alemão George Huebner (1862-1935). Mestre em Ciência da Arte pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e graduado em História da Arte e Cinema (Swarthmore College, Pennsylvania, EUA). É professor-adjunto da Universidade do Estado Rio de Janeiro. Em 2014/2015 realizou pesquisa pós-doutoral no Instituto de História da Arte da Freie Universität, Berlim, Alemanha sobre fotografia brasileira e alemã nos anos 1950/1960. Foi aluno e colaborador do artista Hélio Oiticica. É membro efetivo da Associação Brasileira de Antropologia que, em 2004, lhe concedeu o Prêmio Pierre Verger de Fotografia. Em 2015, foi vencedor do Prêmio Marc Ferrez de Fotografia da FUNARTE, com o projeto “Berlin<>Rio: Trajetos e Memórias”.


Sexta-feira, 28/04
Cine Lage – projeção do filme Boi Neon (2015) e debate com o artista e cineasta Gabriel Mascaro
19-22h

Gabriel Mascaro (1983) Vive e trabalha no Recife, Brasil. Artista e cineasta. Seus filmes e instalações foram projetados ou exibidos em festivais e eventos como La Biennale di Venezia – Orizzonti, IDFA, Locarno, Toronto, Rotterdam, Oberhausen, Clermont Ferrand, the Guggenheim, Videobrasil, MACBA- Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, MoMA, Panorama da Arte Brasileira no MAM-SP e Bienal de São Paulo. Mascaro participou das residências artísticas do Videobrasil no Videoformes (FRA) e no Wexner Center for Arts (EUA). Em 2015 foi indicado Prêmio PIPA. Seus filmes ganharam mais de 50 prêmios internacionais e em abril de 2016 teve retrospectivas no Lincoln Center, em Nova York (EUA).

Sexta-feira, 28/04
Lesbian Bar – performance de Fernando Peres
22-00h

Fernando Peres (Rio de Janeiro, 1972). Artista e videografista autodidata, reside em Recife desde 1991. Participou do grupo anárquico performático Molusco Lama. Nos anos 90, produziu cenários, figurines e bonecos de Olinda para Mundo Livre S.A e Nação Zumbi. Com a instalação “Lesbian Bar”, participou da coletiva “Caos e Efeito”, no Itaú Cultural, São Paulo, curada por Paulo Herkenhoff e Clarissa Diniz e do projeto “Metrô de Superfície”, no CCSP, com curadoria de Clarissa Diniz e Bitu Cassundé.

Publicado por Patricia Canetti às 3:49 AM


abril 10, 2017

26º Encontro Nacional da ANPAP: Simpósios aprovados e inscrições de artigos

Memórias e InventAÇÕES, 26º Encontro Nacional da ANPAP, que se realizará na cidade de Campinas, São Paulo, de 25 a 29 de setembro de 2017

A ANPAP informa que está aberta a submissão de artigos para os onze simpósios selecionados, além dos cinco comitês da associação: Curadoria (CC), Educação em Artes Visuais (CEAV), História, Teoria e Crítica da Arte (CHTCA), Poéticas Visuais (CPA) e Patrimônio, Conservação e Restauro (CPCR).

Inscrições de artigos até 28 de maio de 2017

ANPAP - Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas
Ver online edital 2017

DA SUBMISSÃO DE ARTIGO PARA COMUNICAÇÃO

A Submissão deverá ser realizada com o preenchimento e envio da ficha de submissão e do artigo de acordo com as normas e cronograma constantes neste Edital. A ficha de submissão estará DISPONÍVEL em 01 de abril de 2017 no website da ANPAP. Cada pesquisador poderá submeter um artigo como autor, sendo facultada a possibilidade de apresentar mais um artigo como segundo autor, totalizando, no máximo, 2 (duas) participações.

A taxa de submissão refere-se ao artigo submetido para comunicação e não ao número de autores. Portanto, mesmo que seja uma comunicação coletiva, apenas um pesquisador deverá pagar a taxa de submissão.

O arquivo da ficha de submissão deverá ser nomeado para envio da seguinte forma: ficha_palavra_preliminar.docx
Atenção 1: A "palavra-preliminar" corresponde a primeira e/ou segunda palavra do título do artigo enviado
Atenção 2: Sendo que a palavra preliminar DEVE SER A MESMA do arquivo do artigo

* Ver informações complementares no edital

SIMPÓSIOS APROVADOS PARA O 26º ENCONTRO DA ANPAP 2016

Simpósios | 26º ENCONTRO ANPAP 2017

SIMPÓSIO1. História do ensino das Artes Visuais: convergências e divergências entre políticas públicas e privadas nas memórias e inventAÇÕES
Ana Mae Barbosa [USP e UAM], Rejane Galvão Coutinho [UNESP], Fernando Antonio Gonçalves de Azevedo [UFRPE]

Dando continuidade ao processo de busca de interpretação da história do ensino das Artes Visuais no Brasil, tendo em vista os desafios do presente, propomos ampliar as discussões sobre os princípios epistemológicos, metodológicos e políticos na confluência entre a experiência do passada e os dilemas atuais. O próprio tema do Congresso – Memórias e inventAÇÕES – nos desafia nessa direção, especialmente, quando somos impulsionados a rever a epistemologia colonizadora que dominou e ainda domina o campo das Artes Visuais. Isso na busca de inventar ações descolonizadoras, portanto, reinventar teorias e metodologias. Movidos, nesse sentido, pelo desejo de explicar o presente e de revelar os processos construtivos e identitários de nossa profissão, pesquisadoras e pesquisadores estão produzindo valiosos textos para entendermos que os tempos se intercomunicam. O hoje tem ramificação de vários ontens. História não é apenas o estudo do passado, mas o aqui e agora já é História que, se organiza nos intervalos da tessitura entre a interpretação, a imaginação e a plausibilidade. Propomos, assim, nesta 26ª edição do Encontro da ANPAP, este simpósio que se abre para explorar a historicidade da nossa profissão, numa perquirição acerca do tempo em uma perspectiva epistemológica descolonizadora: o tempo heterogêneo e contínuo, capaz de propor saltos sociais, culturais, políticos e também induzir retrocessos e provocar destruições culturais. Acreditamos que nas convergências e nas divergências entre as políticas públicas e projetos privados podem-se abrir fissuras desestabilizadoras.

Palavras-Chave. história do ensino das Artes Visuais; epistemologias descoloniais; arte/educação.

SIMPÓSIO2. Memórias na/da formação de professores de artes visuais: heranças e mediações
Maria Cristina da Rosa Fonseca da Silva [UDESC], Consuelo Alcioni Borba Schlichta [UFPR], Gerda Margit Schutz Foerste [UFES]

Memórias fazem parte da Formação de Professores de Artes Visuais, não apenas enquanto heranças, mas enquanto processos sociais que engendram novas práticas, instrumentos e materiais. Problematizamos a memória como sinônimo de passado, daquilo que se guarda ou armazena, mas também questionamos as diferentes formas de ocultação e esquecimento a que são submetidas as memórias de grupos minoritários, entre eles os professores de arte. Nos perguntamos, como se produz socialmente a memória? Desta forma, o conceitos de memória é por nós revisitado na dimensão histórica (LeGoff, 1994), social (Halbwachs, 1994, 2006) , cultural (Eagleton, 2005) e política (Marx & Engels, 2010) que assume. A memória como reflexão/ação do presente, em cultivo do passado e projeção do futuro. Conforme Gilberto Velho (1994, p.101), “se a memória permite uma visão retrospectiva mais ou menos organizada de uma trajetória e biografia, o projeto é a antecipação no futuro dessas trajetória e biografia, na medida em que busca, através do estabelecimento de objetivos e fins, a organização dos meios através dos quais esses poderão ser atingidos”. Nesse sentido, os estudos e investigações realizadas pelos professores, artistas e pesquisadores que integram o Observatório da Formação de Professores de Artes Visuais analisam as diferentes mediações das memórias e história na formação docente. O simpósio aqui proposto fomenta reflexões sobre os lugares de memória enquanto espaços da formação docente. Ao mesmo tempo, propõe discussões contextualizadas acerca das memórias enquanto espaços de conflitos sociais (Bosi, 1987 e Pollak, 1989), com afirmações e ocultamentos. Destacamos em nossa interlocução as contribuições da Pós-Graduação na sistematização de estudos sobre espaços expositivos na formação docente, sobre a utilização da fotografia, vídeos, objetos e instalações no cultivo da memória docente de artes. Interessa ao debate do simpósio aproximar a academia de escolas, museus, centros de memória e institutos históricos para refletir sobre a formação docente e os diferentes contextos de produção de memórias. O debate se estabelece a partir das diferentes perspectivas epistemológicas de inventariar, cultivar e publicar para projetar criar e recriar a sociedade.

Palavras-Chave. memórias de professor; artes visuais; pós-graduação.

SIMPÓSIO3. Passados presentes: a temporalidade heterogênea na história da arte
Ana Maria Albani de Carvalho [UFRGS], Ana Maria Tavares Cavalcanti [UFRJ], Luiz Cláudio da Costa [UERJ]

A história da arte tem buscado novos modelos de temporalidade. A imagem do tempo já não condiz com as ideias de origem e linearidade provenientes do historicismo positivista de Ranke e do idealismo universalista de Hegel. Embora a concepção de uma evolução linear do tempo permaneça presente nas narrativas da cultura de massa, as concepções críticas da temporalidade que tiveram início no século XX no âmbito da teoria da história tendem a ser retomadas. Os discursos da Pós-modernidade colaboraram para novas concepções de tempo, mas o momento foi de perda da historicidade. Seja na crítica de Jean-François Lyotard às grandes narrativas, seja na complexa arquitetura do tempo de Gilles Deleuze, a história foi posta sob suspeita. Todavia, distanciando-se do Pós-modernismo, a história da arte busca novos modelos de temporalidade histórica. Autores como Aby Warburg e Walter Benjamin, bem como conceitos da Psicanálise e da Antropologia vêm sendo recuperados para pensar a história da cultura sob a perspectiva de modelos temporais heterogêneos. As reflexões de Michel Foucault e de Jacques Derrida sobre a noção de arquivo como prova e origem da verdade também têm sido de grande proveito para as reflexões da história. O próprio arquivo já não é prova de uma origem. Ele é vestígio, traço da memória esquecida, a ser não decifrado, mas interpretado. As imagens não são apenas formas da semelhança com a origem, mas sintomas da dessemelhança, dos deslocamentos, das transformações. Enquanto o passado sobrevive no presente, o presente torna-se anacrônico. Novos lugares para a história da cultura, incluindo o trauma e os sofrimentos de grupos singulares, têm aberto o discurso da história da arte a outros modelos de verdade e de temporalidade. As instituições de arte têm incorporado narrativas de grupos marginalizados, cultural ou economicamente. As memórias individuais, as histórias familiares, as vozes marginais contribuem para a construção de uma história coletiva da cultura. Neste simpósio, propomos seis eixos para pensar novos modelos de temporalidade histórica no campo da arte: 1. Modos de perceber o tempo nas artes visuais; 2. Memórias individuais, histórias coletivas; 3. O inatual, o anacrônico e o intempestivo na história da arte; 4. Arte e trauma; 5. Tempos expostos: relatos curatoriais e histórias narradas nos espaços de exposição; 6. Condições de elaboração do discurso histórico: a pesquisa em arte contemporânea.

Palavras-chave. temporalidades heterogêneas; histórias coletivas; arte e trauma

SIMPÓSIO4. Visualidades contemporâneas: memórias e aprendizagens em rede
Alice Fátima Martins [UFG], Aline Nunes da Rosa [UDESC], Lara Lima Satler [UFG]

Tendo em vista os princípios das aprendizagens colaborativas, dos processos de criação compartilhados, tendência de um contexto digital de rede 2.0, neste simpósio propõe-se discutir pesquisas em andamento voltadas para a produção de imagens, a invenção de narrativas, em conexão com a memória. A noção de memória, aqui, não reporta possíveis experiências (ultra)passadas, mas território de atualização de experiências, de movimentação de novas relações, de conformação do sujeito em contínua autorrecriação, um sujeito que não para de se produzir, inventar, torcer, em termos deleuzianos. A exemplo do documentário Jogo de cena (2007), de Eduardo Coutinho, a memória não pretende representar uma realidade. Ao contrário, faz sentido pensar nela como uma fabulação, uma invenção das participantes que, ao narrar suas histórias ao cineasta, reinventam-se, em um processo dinâmico. Também o artista plástico Cao Guimarães, na obra intitulada Memória (2008), propõe uma metáfora para ela: a pequena imagem do que ficou para trás exposta em um retrovisor colado em um parabrisa de um carro onde se vê a paisagem do que ainda está por vir. Este diálogo entre presente passado e futuro expresso por meio de imagens em movimento exige pensar no processo de ir e vir das janelas do lembrar. Assim, a memória pode ser entendida como um acionador de narrativas, de experiências que agenciem imagens e sentires, que nos ajudem a dar conta de viver e sobreviver em nosso cotidianos. Nesses termos, a memória, em tensionamento com as visualidades, propicia também a produção de sentidos e reinvenção da experiência, em narrativas e processos de aprendizagem deflagrados tanto nos ambientes de educação formal, quanto por onde os sujeitos aprendentes disponham-se a modificar-se, em diálogo com o ainda não sabido. E diálogo supõe encontro com o outro, o estabelecimento de conexões. Redes de relações mediadas por narrativas entre memórias, aprendizagens, negociações. Narrativas encharcadas de experiências do já vivido, em processo de atualização contínua. Fluxos de visualidades atravessando memórias. Fabulações.

Palavras-Chave. visualidades; memórias; aprendizagens em rede.

SIMPÓSIO5. História das Exposições
Lisbeth Ruth Rebollo Gonçalves [USP], Bruna Wulff Fetter [UFRGS]

No campo das artes visuais, as exposições constituem um lugar para se pensar e discutir a arte. Funcionam como espaço de ativação e experienciação estética, mas também como espaço de construção conceitual, que pode interferir na prática historiográfica e na elaboração de teorias. Considerando o crescente interesse de pesquisadores e demais atores do campo artístico pela temática da história das exposições, o presente simpósio objetiva reunir pesquisas que observam, analisam e refletem sobre como artistas e obras tem sido incorporados à história da arte a partir de elementos, relações de poder e intenções que extrapolem a questão estética por si só. Dessa forma, a proposta é abrigar discussões que apresentem diferentes perspectivas sobre como a história social da arte, ou a história das instituições e exposições tem contribuído para a legitimação da produção artística e sua inserção na escrita de histórias da arte no Brasil, na América Latina e no mundo. Considerando as atuais configurações do sistema da arte, seus mecanismos, atores e instâncias de legitimação, a intenção é debater tópicos que questionem - a partir da análise de exposições emblemáticas, bienais, projetos curatoriais inovadores e mesmo feiras - a noção contemporânea de autonomia; a geração de novos cânones curatoriais, críticos e expositivos; as estratégias de visibilidade e circulação em um âmbito global; bem como as narrativas que englobam a assimilação de práticas artísticas tanto por instituições quanto pelo mercado.

Palavras-Chave. história das exposições; processos de legitimação; sistema da arte.

SIMPÓSIO6. Historiografia da Arte no Brasil: memórias e invenções
Vera Pugliese [UnB], Patricia Corrêa [UFRJ]

O simpósio propõe uma discussão sobre a historiografia da arte no Brasil, voltando-se a explorações da escrita da história da arte no país. A proposta se alinha ao tema do 26º Encontro da ANPAP, concernente à articulação de memória e história da arte, bem como à "inventio" em dois sentidos: o de inventário, na acepção expandida de arquivo, e o de inventar, como elaboração ou reelaboração de objetos, problemas e sentidos da arte no Brasil/brasileira. Trata-se de uma discussão ainda recente e exígua, porém de crescente importância. Nossa historiografia da arte tem sido marcada por precariedades institucionais, pelo isolamento dos regionalismos e especialidades ou pela dificuldade de organização de uma memória artística ancorada em narrativas mais abrangentes, mesmo que sob o modelo historicista da construção da singularidade nacional pela identificação de seu caráter artístico. O simpósio pretende acolher trabalhos que estimulem o pensamento e o debate sobre os limites e potencialidades da produção historiográfica da arte no Brasil. Interessam especialmente textos que abordem:
Conceitos operativos e a historicidade de seus usos no Brasil: barroco, acadêmico, moderno, contemporâneo etc.; período e estilo; derivação e inovação – tensões entre perspectivas regionais e nacionais ou locais e globais.
Questões metodológicas e teóricas específicas da história da arte, sua recepção e desenvolvimento no Brasil – teorias e métodos interpretativos; filiações e deslocamentos; contextualização de debates; contribuições intelectuais.
Construção de nexos e paradoxos entre matrizes eruditas e populares, europeias, indígenas e africanas na historiografia da arte brasileira – invenção e desconstrução do nacional; tensões entre modelos “hegemônicos” e “marginais”; colonialidade do discurso histórico da arte.
Produção de narrativas e temporalidades na historiografia da arte no país: continuidade e causalidade; memória, tradição e identidade; ruptura, “saltos dialéticos” e montagem; repetição, sobrevivência e esquecimento.
Biografia como problematização historiográfico-artística – revisão e reelaboração de percursos de artistas, críticos, historiadores e pensadores da arte no Brasil.

Palavras-Chave. historiografia da arte no Brasil; arte no Brasil; problemas teórico-metodológicos.

Simpósio7. História e os Percursos da Arte e Tecnologia Digital no Brasil
Nara Cristina Santos [UFSM], Priscila Arantes [PUC São Paulo, UAM], Cleomar Rocha [UFG]

O simpósio aborda a História e os percursos da Arte e Tecnologia Digital, com foco na produção brasileira, sua repercussão e presença no mundo. Busca resgatar ações que construíram a vertente tecnológica da arte no Brasil, desde os pioneiros até nossos dias, a partir do olhar de quem as protagonizou, testemunhou ou investigou. Ao tematizar os percursos, o lastro se estrutura nos artistas, nas obras e projetos, nas exposições e festivais, nos veios poéticos e estéticos que consolidaram a área. Nesse sentido, interessa ao simpósio não exatamente o escrutínio histórico, mas as investigações que permeiam a História e Teoria da Arte, a Crítica e Curadoria, a Educação e Arte, a Conservação e as Poéticas Artísticas, em abordagens transversais que, juntas, revelam a complexidade das ações que tecem a memória recente da arte e tecnologia no país.

Palavras-Chave. arte e tecnologia; arte digital; história da arte.

SIMPÓSIO8. Inventariar a guerra entre mundos: arte moderna, realismo e padrões culturais em disputa
Marcelo Mari [UnB], Daniela Pinheiro Machado Kern [UFRGS]

Se a Semana de Arte Moderna foi no campo da produção simbólica consequência necessária da sociedade de economia cafeeira, com a crise da Velha República, o surgimento e irradiação das novas ideias políticas revolucionarias da Europa, onde o confronto entre fascismo e comunismo se intensificaria na década de 1930, o debate brasileiro nas artes visuais ganharia partidarizações, visões de mundo dispares e muitas vezes conflitantes. Como diria Mário Pedrosa em "Entre a Semana e as Bienais", seu célebre texto sobre o projeto moderno no Brasil, “o ambiente de alta tensão social e de crise institucional não permitia mais as explosões puramente estéticas ou culturais da Semana”. De fato, a revolução de 1930 e a consolidação do golpe da ditadura estadonovista em 1937 abririam espaço para os realismos estéticos e para uma volta à ordem no sentido, às vezes, mais problemático do termo. Este estado de coisas esteve conjugado a posturas ambíguas como a adesão de uma parte dos modernistas históricos, tais como Manuel Bandeira, Mário de Andrade, Lúcio Costa, entre outros, ao establisment, ao passarem a colaborar com o Estado Novo. Nos anos que se seguiram até o início dos anos de 1940, parte importante de nossa produção visual e arquitetônica ganhou reconhecimento internacional por via da política pan-americanista no continente. Dois nomes se destacaram: Candido Portinari e Oscar Niemeyer. Com a abertura política no pós-Segunda Guerra, especialmente entre 1945 e 1951, cresce a disputa no Brasil sobre seu lugar específico no reordenamento mundial produzido pelas zonas de influência determinadas pelos Estados Unidos e pela União Soviética. Deriva daí o debate do projeto moderno no Brasil e no mundo. Este simpósio pretende recuperar e inventariar a memória das relações entre crítica de arte e militância política a partir dos anos de 1930 até 1950, que se cristalizaram em uma tradição ligada à crítica dos modernismos e também dos realismos, como manifestações vigentes de políticas culturais estabelecidas no Brasil e no Mundo.

Palavras-Chave. padrões de modernismo em disputa; realismos versus modernismos; guerra entre mundos.

Simpósio9. História da Arte e memórias marginais. Esquecimentos, contradições, fluxos e contra/narrativas.
Carlos Henrique Romeu Cabral [Université Toulouse II e IFPE], Madalena de Fatima Zaccara Pekala [UFPE]

A História da Arte é um campo de conhecimento um tanto antigo se considerarmos os primeiros procedimentos metodológicos utilizados por Vasari em meados do século XXVI. Ao pensarmos sobre o desenvolvimento desse campo, passados alguns séculos desde sua emergência, nos confrontamos com uma historiografia construída por meio do dialogo com diversas áreas de conhecimento e marcados por campos discursivos em disputas. Os resultados desses cruzamentos têm aproximado cada vez mais o campo da História da Arte de outras ciências como a Filosofia, a Psicanálise, a Sociologia, a Arqueologia, a Antropologia, a Crítica, etc... A História da Arte hoje, pode considerar-se como um campo plural, híbrido, em trânsito, aberto para dialogar com novas formas de produção de conhecimento e com o constante objetivo de investigar a dimensão teórica dos fenômenos estéticos. Entre os diferentes modelos metodológicos que caracterizam as inúmeras correntes teóricas da historiografia da arte, é evidente na contemporaneidade, o advento de novos fazeres que se constroem a partir de perspectivas individuais e sintetizadoras. Essas recentes experiências revelam a possibilidade de construir memórias e narrativas históricas inovadoras, baseadas em novos olhares sobre os objetos de estudo e novos modos de operação sobre as fontes de pesquisa. A abertura do campo da História da Arte para o dialogo com outras ciências tem distanciado alguns pesquisadores de perspectivas então consideradas como lineares e formalistas. Isso tem gerado uma produção científica cada vez menos comprometida com modelos canônicos de trabalho e marcada pela individualidade e liberdade de escolhas. A ampliação das possibilidades de transitar entre domínios científicos e a liberdade em pensar de forma não linear, tem aproximado o historiador da arte de questões que anteriormente poderiam ser consideradas como irrelevantes ou ate mesmos tabus dentro do seu campo de trabalho. Essas fissuras têm o seu terreno construído a partir de novas geografias, de novas políticas, de eixos não hegemônicos, de trocas, de ambiguidades e de contradições. São processos geralmente traumáticos, hiatos de memórias esquecidas daquilo que esta à margem, nas bordas do proibido, do periférico. Considerando o supracitado, este simpósio está aberto para pesquisadores que identifiquem em suas pesquisas relações entre as dimensões teóricas da arte e os sujeitos e práticas considerados à margem dos seus contextos. Serão aceitas comunicações que abordem essas questões e que possam contribuir para o domínio da História da Arte através da construção de outras memórias e narrativas discursivas. Atentas para os esquecimentos, os fluxos, as recusas, as interdições, as transgressões e o não dito, essas novas experiências de pesquisa deverão contribuir para a construção de uma vitrine das zonas de conflito e de tensão em diferentes períodos.

Palavras-Chave. memórias; esquecimento; contra/narrativas.

Simpósio10. Memórias, Experiências e InventAÇÕES Pedagógicas: compartilhando pesquisas narrativas em artes visuais
Raimundo Martins [UFG], Luiz Carlos Pinheiro Ferreira [UnB], Erinaldo Alves do Nascimento [UFPB]

São diversas as abordagens metodológicas que orientam o processo de formação docente e seus desafios epistemológicos. As histórias de vida contribuem para ampliar e aprofundar interesses de investigação que incluem as ciências humanas, a educação e, no caso, as artes visuais. De modo transdisciplinar, a pesquisa narrativa utiliza grafias que vão desde as biografias e autobiografias até as fotografias, fotobiografias, vídeografias, cinebiografias, webgrafias, manifestações e registros nos quais o sujeito é ao mesmo tempo objeto e instaurador de reflexão. As vidas de professores, suas histórias, memórias e experiências, funcionam como dispositivos de reflexão para as práticas de formação docente e para a pesquisa. A capacidade humana de se apropriar de marcas/recursos ideográficos, herdados culturalmente, por meio dos quais os sujeitos se colocam como centro do discurso narrativo ou situam o ‘outro’ como personagem de um enredo é a principal característica da pesquisa narrativa. Ela explora o enlaçamento entre grafias, pensamento e prática social oferecendo a possibilidade de integrar, organizar e interpretar espaços, temporalidades e experiências que configuram aspectos da trajetória de sujeitos e seus contextos histórico-culturais. Indagamos: pesquisas no campo da educação em artes visuais tem examinado momentos de construção do sujeito em interação dialógica com o contexto social e a vida/espaço pessoal? Como pensar, compartilhar memórias e experiências a partir de registros narrativos e autobiográficos? Como interligar pesquisa narrativa e inventAÇÕES pedagógicas? Experiências constituídas ao longo de diferentes etapas da vida profissional são guardadas na memória como representações construídas através de interações humanas. Elas se transformam, modificam, acompanham as mudanças sociais e o desenvolvimento dos sujeitos adequando-se aos lugares e instituições por onde passam. Associadas à construção de identidades e à docência, as experiências se movimentam e evocam questionamentos acerca dos modos de produzir conhecimento que vazam da esfera pessoal e permeiam a vida cotidiana. Esta proposta de simpósio convida pesquisadores a refletir sobre aspectos de sua própria história de vida, sua genealogia profissional e pedagógica e as práticas docentes. Manifesta o desejo de investigar, compartilhar e compreender como sujeitos/docentes pensam sobre si, sobre outros, sobre percursos profissionais, sobre o mundo, conferindo sentido às suas ações e deslocamentos.

Palavras-Chave. histórias de vida; memória; pesquisa narrativa.

Simpósio11. O político, o estético, o crítico: dimensões da arte e do artista no contemporâneo
Luiz Sérgio de Oliveira [UFF], Mauricius Martins Farina [UNicamp], Marta Luiza Strambi [UNicamp]

Algumas questões deflagram inquietações diante de complexidades que banham a produção de arte contemporânea: se a arte se fez política, o que esperar das relações entre política e arte? Qual o teor de arte nas manifestações recentes de arte política? Muito da produção de arte contemporânea apresenta perspectivas e escopo políticos, nos quais arte e artistas assumem características e atitudes que parecem negligenciar ou mesmo apostar na superação da dimensão estética da arte. Na medida em que a produção de arte política proclama sua condição para justificar sua presença e para afirmar-se como fenômeno contemporâneo pareado aos bastiões das vanguardas, essa produção parece distanciar-se de uma vocação crítica imprescindível para qualquer arte que se quer política. Quando, ao contrário, a arte assume sua inclinação crítica se credencia para enfrentar a problematização das condições que norteiam e rodeiam as intenções, os comprometimentos e a eficácia da arte política, assim como a própria natureza da arte. Neste sentido, os debates em torno do político, do estético e do crítico na arte contemporânea parecem afirmar a urgência de um enfrentamento inadiável. Para além de modelos autorreferenciados e excludentes, a arte que se faz crítica não se furta em avocar para si o escrutínio das relações entre arte e política, levado a cabo no interior do próprio campo da arte, entendido como campo de instauração da arte e de atuação do artista, ressaltando-se que esse processo autocrítico não se fecha sobre si nem tampouco se basta, pareando com a ampliação do território da arte a transbordar no campo do real. Neste cenário de encontros, de escrutínios, de crítica e de autocrítica, o artista se lança em processos dialéticos de diálogo e de contaminação com o outro, sem que renuncie às singularidades que o constituem. Um cenário de encontros entre diferentes, eventualmente opostos, que afirmam suas autobiografias enquanto reconhecem que um contém o outro, um outro que, por sua vez, está contido naquele um. Com frequência crescente, o artista contemporâneo tem se lançado nas aventuras e nas seduções das coletividades, ora com seus pares, ora em manifestações que se projetam em noções ampliadas de experiências. Neste cenário de encontros e de contaminações, os debates em torno de questões que circundam a afirmação do sujeito, das autobiografias, dos encontros, do artista e do outro afirmam uma urgência cujo enfrentamento não pode ser postergado.

Palavras-Chave. arte crítica; arte política; coletividades, singularidades, autobiografias.

Publicado por Patricia Canetti às 1:33 AM


março 22, 2017

Oficinas Paisagem em movimento com Adriano Guimarães e Fernando Guimarães no DF

Funarte promove oficinas de intervenção urbana no DF: Atividades têm inscrições gratuitas e serão coordenadas pelos artistas Adriano e Fernando Guimarães

Inscrições até 27 e 29 de março de 2017, para Taguatinga e Brasília, respectivamente

ATENÇÃO: Oficinas ‘Paisagem em movimento’ são adiadas no Distrito Federal - Novas datas e locais serão confirmados ainda esta semana. Inscrições continuam abertas

Segundo os organizadores da iniciativa, as novas datas, locais e horários já estão sendo acertadas com as instituições que abrigarão os eventos e serão divulgadas no próximos dias. Até lá, as inscrições gratuitas para o processo seletivo continuam abertas, pelo e-mail oficinasmonumento@gmail.com. Os currículos recebidos até o momento permanecem válidos e participantes, não é preciso enviar novamente.

Oficinas de intervenção urbana Paisagem em movimento
Com: Adriano Guimarães e Fernando Guimarães

Dia 28 de março| Terça, das 16 às 20h
Inscrições: até 27 de março, por e-mail: Enviar currículo resumido, mencionando no título a palavra ‘Taguatinga’
Público-alvo: professores de artes das redes pública e privada de ensino do Distrito Federal, artistas, designers, arquitetos, profissionais e estudantes de artes em geral
Faixa etária: acima de 18 anos
Gratuito
Local: Sesc Taguatinga/Teatro Paulo Autran. Taguatinga Norte, CNB12 AE 2/3 – Taguatinga

Dia 30 de março | Quinta, das 18h às 22h
Inscrições: até 29 de março, por e-mail: Enviar currículo resumido, mencionando no título a palavra “Brasília”
Público-alvo: professores de artes das redes pública e privada de ensino do Distrito Federal, artistas, designers, arquitetos, profissionais e estudantes de artes em geral.
Faixa etária: acima de 18 anos
Gratuito
Local: Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Sala 307. Conic, SDS, Brasilia.

Intervenção Monumento
De Adriano Guimarães, Fernando Guimarães e Ismael Monticelli
De 16 de fevereiro a 2 de abril | Terça a domingo, das 10h às 21h
Entrada franca
Classificação etária: livre
Local: Marquise/Entorno do Complexo Cultural Funarte Brasília. Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural (entre a Torre de TV e o Centro de Convenções) | Brasília/DF

Os artistas visuais Adriano e Fernando Guimarães, contemplados com o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2015 – Atos Visuais, realizam dias 28 e 30 de março (terça e quinta) duas oficinas gratuitas de intervenção urbana, com o tema Paisagem em movimento. As atividades, sediadas em Taguatinga (DF) e em Brasília (DF), terão quatro horas de duração cada e dirigem-se a professores de artes das redes pública e privada de ensino, artistas, designers, arquitetos, profissionais e estudantes de artes em geral.

As inscrições para ambos os encontros já estão abertas, por e-mail, e podem ser feitas até os dias 27 (Taguatinga) e 29 (Brasília). Cada oficina vai receber até 30 participantes.

Obra premiada
Adriano e Fernando Guimarães, ao lado do artista visual e pesquisador porto-alegrense Ismael Monticelli, receberam o Prêmio Atos Visuais da Funarte pela intervenção Monumento, em exposição até dia 2 de abril na Marquise/Entorno do Complexo Cultural Funarte Brasília. Pensado especialmente para o espaço, o trabalho usa como matéria-prima restos de veículos acidentados e elementos que evocam a própria história de Brasília, construída em plena fervura do desenvolvimento da indústria automobilística nacional.

Sob o acompanhamento crítico das curadoras Daniela Name (RJ) e Marília Panitz (DF), a obra dialoga também com os significados da palavra monumento – construção que busca perpetuar a memória de pessoas ou acontecimentos relevantes – e sua estreita relação com Brasília – uma cidade de monumentos. O carro batido, visto pelos artistas como uma escultura do acaso, convida a um questionamento sobre as rotas da produção em massa, distribuição acelerada e descarte. “Adriano, Fernando e Ismael estão lidando com um anticarro e transformando estes restos de velocidade em jardim. Lampejo de poesia”, afirma a curadora Daniela Name.

Para Marília Panitz, ao separarem o carro de sua funcionalidade os artistas também fustigam a ideia de “retomar um devir que nasceu fadado ao descarte”. A estrutura de Monumento traz analogias com os jardins japoneses, que carregam a ideia de morte não como saudade ou memória, mas como forma de contemplação sobre a existência. Para Panitz, esta é uma experiência estética de lidar com a ausência, que deve ser observada e sentida. “Não existem detalhes a observar e apreender, e sim outro tempo de visão que se permitir’, considera.

O projeto oferecerá ao público, além das oficinas, o lançamento de um catálogo ao fim da exposição, com uma conversa seguida de visita ao trabalho, conduzida por Marília Panitz e pelos artistas.

Sobre Adriano e Fernando Guimarães
Artistas visuais, diretores e professores. Atuam desde 1989 com teatro, performance, artes visuais e dança. Realizaram diversas exposições individuais como: Quase nunca sempre o mesmo (Alfinete Galeria, Brasília/DF, 2014); Cheio/vazio (Künstlerhaus Mousonturm, Frankfurt/Alemanha, 2013); No singular. Nada se move, curadoria de Marília Panitz (Galeria 3, Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília/DF, 2013); Rumor, curadoria de Marília Panitz (Oi Futuro Flamengo, Rio de Janeiro/RJ; Galeria 3, Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília/DF; SESC Belenzinho, São Paulo/SP. 2012-2013); Juegos – Performances (MARCO, Museo de Arte Contemporânea de Vigo, Espanha, 2005); Dupla exposição, curadoria de Marilia Panitz (Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília/DF, 2003); e Felizes para sempre, curadoria de Marilia Panitz (Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo/SP; Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro/RJ; Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília/DF; Solar do Barão, Curitiba/PR. 2001-2000).
Participaram de diversas exposições coletivas no Brasil e no exterior como: Frestas – Trienal das Artes, curadoria de Josué Mattos (SESC Sorocaba, São Paulo/SP, 2014); Transperformance, curadoria de Lilian Amaral (Oi Futuro Ipanema, Rio de Janeiro/RJ, 2011); Brasília síntese das artes, curadoria de Denise Mattar (Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília/DF, 2010); HiPer>relações eletro//digitais, curadoria de Vitoria Daniela Bousso (Santander Cultural, Porto Alegre/R, 2004); Panorama da Arte Brasileira 2003 – Desarrumado 19 desarranjos, curadoria de Gerardo Mosquera (Museu de Arte Moderna, São Paulo/SP; Paço Imperial, Rio de Janeiro/RJ. Museu de Arte Moderna Aloísio de Magalhães, Recife/PE; MARCO, Museo de Arte Contemporânea, Vigo/Espanha; Museo de Arte Del Banco de La República, Bogotá/Colômbia; 2003-2008); A trajetória da luz na arte brasileira, curadoria de Paulo Herkenhoff (Itaú Cultural, São Paulo/SP, 2001); The theatre of installation, curadoria de Nicolas de Oliveira e Nicola Oxley (Museum of Installation, Londres/Reino Unido, 2000); e 21ª Bienal Internacional de São Paulo, curadoria de João Cândido Galvão (Fundação Bienal de São Paulo, São Paulo/SP, 1991).

Publicado por Patricia Canetti às 9:38 PM


março 19, 2017

Cursos de outono na Casa seLecT, São Paulo

Programação cursos de outono

Eixos temáticos: Cursos e palestras que acompanham as estações do ano e os quatro eixos temáticos da revista seLecT ao longo do ano.

Eixos extra-temáticos e práticos: Técnicas, história e teoria da arte são abordados em cursos e palestras com o objetivo de ampliar o repertório e o conhecimento em arte e cultura contemporânea.

Professores: Ana Gonçalves Magalhães, Artur Lescher, Daniela Bousso e Lucia Santaella, Felipe Martinez, Ludovic Carème, Rafael Vogt Maia Rosa, Guto Lacaz e Ricardo van Steen.

Público alvo

Artistas e estudantes de arte
Acompanhamento de processos criativos e leitura crítica de portfólios, desenvolvidos para atender a necessidade de interlocução e troca entre artistas e críticos.

Interlocutores e amantes da arte
Cursos voltados para quem quer dialogar com a arte: colecionadores, curadores (experientes ou iniciantes), educadores, estudantes de arte, produtores culturais e público interessado.

Início dos cursos a partir de 24 de março de 2017

Casa seLecT
Rua Itaquera 423, Pacaembu, São Paulo, SP
Inscrições pelo email casaselect423@gmail.com
A/C de Mônica Saraiva e Marcelo Rainho

CURSOS EXTRA-TEMÁTICOS

Artur Lescher: Discurso visual
O curso tem como finalidade desenvolver a consciência dos discursos visuais, priorizando as relações construtivas assim como a escolhas dos materiais, considerando suas propriedades físicas e suas possibilidades de significação. Através de exercícios específicos, discutiremos as questões relacionadas: Suporte informado; Construção tridimensional; Elaboração de um discurso visual; Expansão para o espaço. O participante deverá trazer materiais diversos (em grande quantidade) de todos os tipos, tais como: plásticos, madeiras, tecidos, roupas usadas, jornais velhos, arames, barbantes, metais e papéis, além de material básico para desenho.

Artur Lescher é escultor. Lecionou escultura na Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, de 1991 a 2016. Em sua produção escultórica, utiliza materiais diversos, como metal, pedra ou madeira, e cria obras que evocam o design e lembram objetos conhecidos, mas destituídos de sua função. Nas instalações o artista mantém diálogo com o espaço arquitetônico. Publicou pela Cosac Naify os livros Artur Lescher, em 2002, com textos de Aracy Amaral, Rafael Vogt e Artur Nestrovski, e Rios, em 2013, a partir de uma parceria com a APC.

*Curso prático de até 15 alunos

Inscrições pelo email casaselect423@gmail.com
A/C de Mônica Saraiva e Marcelo Rainho

Inicio 27 de março
Horários Segundas, das 17h às 19h30
Carga horária 10 horas (4 encontros em 27/3, 3/4, 10/4 e 17/3)
Investimento R$ 400,00

Lucia Santaella e Daniela Bousso: Transmutações da Fotografia
O curso abrange a evolução da fotografia desde os seus primórdios, quando foi ferramenta para a pintura e para o cinema, até a sua emancipação nos dias atuais, onde ela protagoniza por sua capacidade de transformar a realidade. São quatro aulas de 2h30 em duas semanas.

1ª aula O nascimento da fotografia, seu impacto sobre a arte pictórica, sua incorporação às vanguardas e sua autonomia como forma de arte (Daniela Bousso)

2ª aula Os três paradigmas da imagem: pré-fotográfico, fotográfico e pós-fotográfico, suas características, suas transições e o impacto do pós-fotográfico sobre a fotografia analógica (Lucia Santaella)

3ª aula O papel indispensável da fotografia nos happenings, no movimento Fluxus, na Land arte e na arte conceitual (Daniela Bousso)

4ª aula A fotografia expandida na contemporaneidade. O apagamento das fronteiras entre foto e vídeo, foto e cinema de exposição, no quarto paradigma da imagem (Lucia Santaella)

As professoras

Lucia Santaella é pesquisadora 1 A do CNPq, professora titular na pós-graduação em Comunicação e Semiótica e na pós-graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (PUCSP). Doutora em Teoria Literária pela PUCSP e Livre-docente em Ciências da Comunicação pela USP. Já levou à defesa 240 mestres e doutores. Publicou 42 livros e organizou 15, além da publicação de perto de 400 artigos no Brasil e no exterior. Recebeu os prêmios Jabuti (2002, 2009, 2011, 2014), o prêmio Sergio Motta (2005) e o prêmio Luiz Beltrão (2010).

Daniela Bousso é curadora, crítica de artes visuais, pensadora. É doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC, com mestrado em arte brasileira pela ECA-USP. Foi diretora do Paço das Artes de 1997 a 2011, e também a responsável pela renovação do MIS-SP, que dirigiu em simultaneidade com o Paço das Artes, de 2007 a junho de 2011. Foi responsável pela concepção e formatação do Premio Sergio Motta de Arte e Tecnologia e pela curadoria das suas sete primeiras edições. Coordenou e realizou a curadoria da primeira edição do projeto Rumos Visuais do Itaú Cultural em 1997 e 1998. Entre as suas principais curadorias, estão: Salas Dennis Oppenheim e Tony Oursler, 24 Bienal de SP, 1998, curadoria da primeira edição do projeto Rumos Itaú Cultural, SP, 1998/1999, III Bienal do Mercosul, Sala Rafael França, POA, 2000, “Rede de tensão”, 50 anos da Bienal de SP, 2001-Pipilotti Rist, retrospectiva, Paço das Artes e MIS, SP, 2010. Prêmios APCA “Curadora revelação”, 1992 e “melhor programação do ano”, APCA, 2004, projeto “Ocupação”, Paço das Artes SP.

*Curso prático de até 20 alunos

Inscrições pelo email casaselect423@gmail.com
A/C de Mônica Saraiva e Marcelo Rainho

Inicio 28 de março
Horários Terça-feira e quinta-feira, das 17 às 19h30
Carga horária 10 horas (4 encontros em 28/3, 30/3, 4/4 e 6/4)
Investimento R$ 400,00

Rafael Vogt Maia Rosa: Oficina de crítica e escrita sobre arte
A oficina pretende introduzir a crítica de arte através de exercícios práticos de escrita, leitura de textos e de obras de arte consagradas e recentes. O objetivo é aproximar o participante da reflexão e apreciação da arte, a partir de uma relação direta e compatível com a sua experiência e cultura, ampliando-a e possibilitando, assim, uma transição de uma dimensão pessoal para o contexto da publicação. Como conclusão do curso, a redação da revista seLecT selecionará um dos textos produzidos em aula para publicar na próxima edição da revista.

Rafael Vogt Maia Rosa é crítico de arte, pesquisador e dramaturgo. Graduado em Linguística, mestre e doutor em literatura comparada pela USP, foi, por duas vezes, pesquisador convidado na Yale University, em 2010/11 e 2013/15. Suas curadorias, ensaios e palestras procuram investigar relações entre arte e vida no contexto brasileiro das décadas de 1960 e 1970 e suas ressonâncias na atualidade. Publicou entrevistas dispersas com escritores e artistas como Paulo de Carvalho Neto, Alan Pauls, José Resende, Nelson Leirner e Tunga, entre outros. Iniciou, em 2001, um ciclo de palestras sobre arte contemporânea brasileira que vem ministrando em museus, instituições e galerias de arte. Atualmente, é pós-doutorando no Departamento de Artes Plásticas da ECA, USP, onde realiza pesquisa sobre a biografia e obra de Wesley Duke Lee.

*Curso prático de até 15 alunos

Inscrições pelo email casaselect423@gmail.com
A/C de Mônica Saraiva e Marcelo Rainho

Inicio 30 de março
Horários Quinta-feira, das 20h às 22h30
Carga horária 10 horas (4 encontros em 30/3, 6/4, 13/4 e 20/4)
Investimento R$ 400,00

Guto Lacaz: Oficina de pop-up
Também conhecido como origami arquitetônico, o pop-up é uma técnica que permite criar cartões que, quando abertos, constroem pequenas cenas tridimensionais, que produzem encantamento quando presenteadas. Material incluído no valor da inscrição: papel, revistas, tesoura, estilete, tábua para corte, régua de aço, esquadros, compasso, colas, fita tipo crepe, lápis, borracha e clips.

Guto Lacaz é artista multimídia, ilustrador, designer, desenhista e cenógrafo. Forma-se em eletrônica industrial pelo Liceu Eduardo Prado, em 1970, e em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São José dos Campos, São Paulo, em 1974. Foi editor de arte das revistas Around/AZ e Via Cinturato. Entre 1978 e 1984, lecionou comunicação visual e desenho de arquitetura na Faculdade de Artes Plásticas da Pontifícia Universidade Católica – PUC, de Campinas. Em São Paulo, lecionou no Colégio Iadê, no curso de arquitetura na Faculdade de Belas Artes e no curso livre Artur Cole, entre 1981 e 1984. Em 2005, publicou o livro Desculpe a Letra, que reúne desenhos realizados para a coluna da jornalista Joyce Paschowith, no jornal Folha de S. Paulo.

*Curso prático de até 15 alunos

Inscrições pelo email casaselect423@gmail.com
A/C de Mônica Saraiva e Marcelo Rainho

Inicio 29 de março
Horários Quarta-feira, das 17h às 21h
Carga horária 4 horas (1 encontro)
Investimento R$ 200

Ricardo van Steen: Pensar em camadas – aquarela módulos I e II
Primeira e segunda partes de um curso com quatro módulos que propõe a aproximação ao tema através da experimentação das técnicas já desenvolvidas com aquarela ao longo dos tempos.

Módulo I – Exposição de 100 aquarelas feitas entre 2000 a.C. e 2000 d.C. Os alunos são apresentados às imagens sem indicação do período em que foram feitas e convidados a sugerir uma cronologia, que aos poucos é ajustada pelo professor. Em seguida, os alunos escolhem dentre as reproduções 4 tipos bem diferentes de uso da técnica e a partir daí seguem-se 4 sessões de pintura assistida. Ao final de cada sessão os alunos e o professor conversam sobre os resultados.

Módulo II – Novas imagens são escolhidas no acervo de reproduções e a pesquisa de linguagem avança, sempre misturando mão na massa com análise dos resultados. O aluno adquire confiança e bons motivos para assumir o uso desta ou aquela técnica aprendida.

Módulo III – Nesta etapa alunos desenvolvem a aquarela de observação em campo, em uma viagem para o Saco do Mamanguá, perto de Paraty.

Módulo IV – Já habituados a pensar em camadas, os alunos experimentam os recursos aprendidos na ferramenta digital Photoshop. Partindo da escolha de imagens em alta definição obtidas após uma pesquisa, parte-se do zero para criar uma fusão de imagens impactante.

Ricardo van Steen é artista multimídia e tem como principais meios de expressão: o cinema, a aquarela e a fotografia. Produz aquarelas e fotos desde 1970 e realizou exposições individuais nas galerias Paulo Figueiredo, Millan, Vermelho e atualmente é representado pela Zipper. Participou de diversas coletivas no Paço das Artes, na Bienal do Mercosul, no Memorial da América Latina e no Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp). É diretor de arte da revista seLecT de arte e cultura contemporâneas. Links para trabalhos: issuu.com/ricardovansteen

*Curso prático de até 15 alunos

Inscrições pelo email casaselect423@gmail.com
A/C de Mônica Saraiva e Marcelo Rainho

Inicio 31 de março
Horários Sexta-feira, das 17h às 19h30
Carga horária Cada módulo tem 10 horas (4 encontros em 31/3, 7/4 sextas, 12/4 e 19/4 quartas)
Investimento R$ 400,00

CURSOS TEMÁTICOS

Ana Magalhães: Colecionar arte moderna e contemporânea
Quando tem início o colecionismo de arte moderna? Em quê ele difere do colecionismo de arte contemporânea? Quem eram as figuras que começaram a colecionar arte moderna e quais são as grandes coleções de arte contemporânea hoje? Que relação há, hoje, entre essas coleções e os museus aqui e no mundo?

Aula 1 Da coleção privada ao museu de arte: a formação de alguns acervos importantes de arte moderna e contemporânea e suas relações com as práticas tradicionais de colecionismo

Aula 2 O sistema das artes e o museu: a relação intrínseca entre a galeria, o museu e as exposições no século XX

Aula 3 Mulheres colecionadoras de arte moderna: partindo de exemplos como os de Gertrude Stein, Peggy Guggenheim, Luisa Casati di Stampa e outras, analisaremos como o ambiente modernista criou um espaço para o protagonismo dessas personagens

Aula 4 Museus nacionais x museus privados: a ascensão de museus corporativos e museus de um colecionador só.

Ana Gonçalves Magalhães é historiadora da arte, professora livre-docente e curadora do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP). Foi coordenadora editorial da Fundação Bienal de São Paulo entre 2001 e 2008. Membro do Comitê Brasileiro de História da Arte (CBHA) desde 2000. Possui bacharelado em História pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP, 1992), mestrado em História da Arte e da Cultura pela mesma universidade (1995), doutorado em História e Crítica da Arte pela Universidade de São Paulo (USP, 2000), e a livre-docência pela Universidade de São Paulo (2015). É docente do Programa de Pós-Graduação Interinidades em Estética e História da Arte e do Programa de Pós-Graduação em Museologia, ambos da Universidade de São Paulo (USP).

* Curso teórico de até 20 alunos

Inscrições pelo email casaselect423@gmail.com
A/C de Mônica Saraiva e Marcelo Rainho

Inicio 27 de março
Horários Segunda-feira, das 20h às 22h
Carga horária 8 horas (4 encontros em 27/3, 3/4, 10/4 e 17/4)
Investimento R$ 400,00

Felipe Martinez: Arte e Mercado
Ao contrário do que normalmente se acredita, arte e mercado estão intimamente ligados. Para entender a arte contemporânea, é fundamental que se entenda a dinâmica do mercado de arte na modernidade. Mais do que somente uma maneira de vender a produção de um artista, o mercado é um forte componente na criação do gosto, e historicamente foi fundamental para própria ideia de liberdade criativa. Em quatro encontros, será visto como o atual sistema de produção de venda de obras de arte, marcado pelas importantes feiras de arte e pela proximidade com curadores e críticos, é um desdobramento da própria lógica da arte na modernidade. Por fim, o curso abordará como o mercado de arte é um importante indicativo da concentração de renda do século XXI. O curso abordará os seguintes tópicos:

Antecedentes históricos: i) Rembrandt – liberdade criativa e mercado; ii) Arte moderna e advento do capitalismo – os marchands e o impressionismo.
Arte contemporânea e mercado: i) A fuga da mercadoria objeto; ii) Arte conceitual e o grupo Fluxus.
O mercado de arte no final do século XX: i) A pop art e suas implicações para o mercado; ii) Jeff Koons; iii) Damien Hirst e os Young Britsh artists.
O mercado no século XXI: i) As grandes feiras, os índices e a sofisticação do mercado. ii) Curadores e críticos e sua relação com o mercado. iii) O mercado de arte como termômetro da concentração de renda.

Felipe Martinez é economista e doutorando em História da Arte, pela UNICAMP. Colabora como professor nos principais museus de São Paulo, como o MAM e o MASP, onde também atua como pesquisador. Participou de publicações acadêmicas sobre os períodos impressionista e pós-impressionista, explorando a relação de tais períodos com o nascimento do mercado moderno de arte. Foi pesquisador visitante do Museu Van Gogh, em Amsterdã.

*Curso teórico de até 20 alunos

Inscrições pelo email casaselect423@gmail.com
A/C de Mônica Saraiva e Marcelo Rainho

Inicio 28 de março
Horários Terça-feira, das 20h às 22h
Carga horária 8 horas (4 encontros em 28/3, 4/4, 11/4 e 18/4)
Investimento R$ 400,00

Publicado por Patricia Canetti às 12:49 PM


Convocatória para aulas experimentais com Laura Lima na piscina do Parque Lage, Rio de Janeiro

Aulas experimentais com Laura Lima na piscina do Parque Lage

Os encontros são ensaios preparatórios da ação “H”, exposição da artista de junho a setembro na Fondazione Prada (Milão, Itália). Os detalhes serão explicados por Laura Lima, junto com Emanuel Aragão. Nenhuma experiência prévia é necessária. Serão escolhidos cerca de 15 voluntários para aulas experimentais que acontecerão nos dias 20, 21 e 22 de março. Trazer roupa de banho.

20 de março de 2017, segunda-feira, às 17h

Escola de Artes Visuais do Parque Lage - Pátio da piscina
Rua Jardim Botânico 414, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ

Laura Lima (Governador Valadares, 1971) estudou na EAV Parque Lage e é graduada em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Constrói obras com a participação de seres vivos. Expôs em diversas mostras nacionais e internacionais, entre elas duas Bienais de São Paulo (1998 e 2006) e a Biennale de Lyon de 2011.

Emanuel Aragão (Rio de Janeiro, 1982) é ator, diretor e escritor. Lida com a desconstrução de narrativas e seus possíveis espaços de crise e esvaziamento.

Publicado por Patricia Canetti às 12:37 PM