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julho 2, 2020

Cinemateca do MAM Rio celebra 65 anos com duas mostras online

Cinemateca celebra seus 65 anos de atividades no MAM Rio e exibe duas mostras comemorativas através de novo canal on-line

O dia 7 de julho de 1955 é celebrado como marco de fundação da Cinemateca do MAM, quando foi realizada a primeira sessão de filmes na sede da Associação Brasileira de Imprensa, ainda sob a denominação de Departamento de Cinema. No programa, três filmes sobre arte: ‘Escultura holandesa do fim da Idade Média’, ‘A janela aberta’ (evolução da paisagem do séc. XV ao séc. XX) e ‘Van Gogh’.

Assim como muitas de suas congêneres, antes de formar uma coleção, a Cinemateca começou exibindo filmes e formando plateias. A difusão e a formação sempre estiveram no cerne da instituição, entendidas como elementos estruturantes da preservação cinematográfica. Ao longo destas mais de seis décadas, a Cinemateca foi responsável pelo desenvolvimento cultural de diversas gerações de cinéfilos, cineastas, preservadores audiovisuais e daqueles interessados na história e na memória do cinema.

No mês em que celebra 65 anos de atividades, a Cinemateca do MAM dá um passo importante para ampliar suas ações de difusão para o mundo digital com a criação de um canal on-line (www.vimeo.com/mamrio). Nesta plataforma, o público terá acesso a uma programação que pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido no auditório Cosme Alves Netto. Esta sala virtual objetiva ser mais um espaço de divulgação e valorização do patrimônio audiovisual. Além disso, busca-se levar para este novo ambiente as mesmas orientações que norteiam a programação da sala de cinema: um espaço democrático, engajado e aberto para a diversidade da produção audiovisual brasileira, tanto do passado como do presente.

Vale lembrar que a importância e o alcance possibilitado pela internet e pelas tecnologias digitais não devem obliterar a experiência da sala escura. Esta seguirá sendo o único local onde é possível proporcionar um contato com as obras do passado em seus formatos e condições originais. Neste sentido, o canal virtual não vem substituir, mas expandir o espaço da sala de cinema, em particular neste momento tão delicado de crise sanitária que estamos vivendo.

Mostra Petrobras de filmes para crianças

Inaugurando a programação on-line da cinemateca, oferecemos duas mostras. A primeira é a Mostra Petrobras de filmes para crianças, que vai apresentar um conjunto de 26 produções brasileiras voltadas para a primeira infância, selecionadas pela Cinemateca com a colaboração do Dia Internacional da Animação e do CINEAD da Faculdade de Educação da UFRJ. Os filmes estão organizados em três programas, que reúnem animações realizadas com diferentes técnicas e por pequenos filmes denominados “Minutos Lumière”, criados por crianças em um exercício audiovisual que procura recuperar os gestos iniciais dos cinegrafistas da empresa dos irmãos Lumière.

Mostra Cinemateca 65 anos

Para marcar o aniversário da cinemateca, apresentamos também a mostra Cinemateca 65 anos. Em quatro programas, serão três longas e cinco curtas que lembram aspectos e momentos de sua história e de sua missão, tanto na preservação quanto na difusão da memória e da história do cinema brasileiro. Em ‘Tudo por amor ao cinema’, de Aurélio Michiles, celebramos Cosme Alves Netto, figura ímpar da cultura cinematográfica no Brasil e diretor da Cinemateca do MAM por cerca de 30 anos. Em seguida, exibiremos o documentário ‘Humberto Mauro’, de André Di Mauro, que resgata o trabalho daquele que é considerado o patriarca do cinema brasileiro. Em ‘Até onde pode chegar um filme de família’, Rodolfo Junqueira Fonseca parte do filme brasileiro mais antigo preservado, ‘Reminiscências’, para falar da história de sua família e do pioneiro do cinema Aristides Junqueira. Por último, apresentamos um programa concebido pela Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA) que reúne cinco obras conservadas, por diferentes instituições de memória, que simbolizam um pouco do trabalho desenvolvido por elas e sublinham a importância de uma ação coletiva na proteção e valorização do patrimônio audiovisual. Nesta sessão, serão apresentados Gafieira, de Gerson Tavares, Creche-Lar, de Maria Luiza Aboim, Carnaval de Rua – Porto Alegre, produzido pela Wilkens Filmes, Pantera Negra, de Jô Oliveira, e Eclipse, de Antônio Moreno.

PROGRAMAÇÃO (com transmissões gratuitas em www.vimeo.com/mamrio):

Mostra Cinemateca 65 anos (disponível online)

- 10/julho a 16/julho
Filme: Tudo por amor ao cinema de Aurélio Michiles. Brasil, 2014. Documentário, 98'.

- 17/julho a 23/julho
Filme: Humberto Mauro de André Di Mauro. Brasil, 2018. Documentário, 90'.

- 24/julho a 30/julho
Filme: Até onde pode chegar um filme de família de Rodolfo Junqueira. Brasil, 2018. Documentário, 75'.

- 31/julho a 6/agosto
Sessão ABPA 2019. Gafieira de Gerson Tavares. Brasil, 1972. 12' + Creche-Lar de Maria Luiza Aboim. Brasil, 1978. 9'. + Carnaval de Rua – Porto Alegre de Wilkens Filmes Ltda. Brasil, 1959. Documentário 5'. + Pantera Negra de Jô Oliveira. Brasil, 1968. 3'. + Eclipse de Antonio Moreno. Brasil, 1984. 12'.

Mostra Petrobras de filmes para crianças (disponível online)

- 13/julho a 13/agosto
Filme: Minutos Lumière de Estudantes da Escola de Cinema CINEAD do CAp UFRJ Nelson Pereira dos Santos. Brasil, 2013-2019. Documentário. 5'30'' + Nimbus, o Caçador de Nuvens de Marco Nick. Brasil, 2016. Animação, 16'40''.

- 20/julho a 13/agosto
Filme: Minutos Lumière de Escolas de Cinema CINEAD de Educação Básica. Brasil, 2013-2019. Documentário, 15'.

- 27/julho a 13/agosto
Filmes: As Aventuras do Chauá de Alunos da Escola Municipal Santo Antônio do Norte. Brasil, 2016. Animação, 4'. + No Caminho da Escola de Alunos do Projeto Animação Instituto Marlin Azul. Brasil, 2017. Animação, 9'18''. + Space Scape de Bruno Monteiro. Brasil, 2017. Animação, 3'56''. + O Fim da Fila de William Côgo. Brasil, 2016. Animação, 2'47''. + Macacada de Thomas Larson. Brasil, 2016.Brasil, 2016. Animação, 4'05''. + Caminho dos Gigantes de Alois Di Leo. Brasil, 2016. Animação, 11'52''.

Mostra Petrobras de filmes para crianças (lançamento 13 | julho)

A Mostra Petrobras de filmes para crianças vai apresentar um conjunto de 26 produções brasileiras voltadas para a primeira infância, selecionadas pela Cinemateca do MAM Rio, para serem apresentadas em seu canal on-line. São filmes para crianças e/ou criados por crianças. A escolha das obras foi realizada em parceria com o Dia Internacional da Animação e o projeto CINEAD/LECAV da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A mostra se organiza em dois grupos: Animações e Minutos Lumière. Além disso, serão apresentados vídeos com os curadores exibindo a seleção e contextualizando as obras para o público.

Em parceria com Marcelo Marão e com o Dia Internacional da Animação, selecionamos seis obras que abarcam diferentes técnicas de animação, que vão do desenho quadro a quadro ao Stop Motion com utilização de bonecos, massinhas ou recortes, passando pela animação em 3D e a pixilation. Os filmes exploram uma diversidade de narrativas que abordam temáticas do folclore, da música, das tradições populares e do universo dos games.

Já os Minutos Lumière foram selecionados pela professora Adriana Fresquet, coordenadora do Grupo CINEAD/LECAV, Laboratório de Educação, Cinema e Audiovisual. No total, serão apresentados 20 filmes criados em oficinas realizadas em escolas públicas do Rio, desde 2007. Os Minutos Lumière buscam recuperar o gesto dos primeiros operadores cinematográficos, de realizar registros de até 60 segundos de duração, com uma composição de quadro fixa. Esses filmes compõem o Acervo dos Minutos Lumière do Brasil, conservado pela Cinemateca do Museu de Arte Moderna.

Esta programação integra o Petrobras Cultural para Crianças.

Os filmes:

Nimbus, o Caçador de Nuvens de Marco Nick. Brasil, 2016. Animação, 16'40''.
Sinopse: Numa pequena vila rodeada por uma densa floresta, há um pequeno habitante conhecido como Nimbus, o Caçador de Nuvens, um garotinho esforçado que é capaz de materializar seus sonhos em belos balões que flutuam todo o tempo. Quando uma grande tempestade toma conta do vilarejo, Nimbus precisa iniciar uma fantástica aventura pela floresta para capturar as grandes e furiosas nuvens.

As Aventuras do Chauá de Alunos da Escola Municipal Santo Antônio do Norte. Brasil, 2016. Animação, 4'.
Sinopse: O filme apresenta um alerta sobre a importância da preservação ambiental e do Papagaio Chauá, espécie nativa da Mata Atlântica, ameaçada de extinção.

No Caminho da Escola de Alunos do Projeto Animação Instituto Marlin Azul. Brasil, 2017. Animação, 9'18''.
Sinopse: No caminho da escola, uma menina faz uma viagem alucinante por planetas imaginários e perde a primeira aula.
Space Scape de Bruno Monteiro. Brasil, 2017. Animação, 3'56''.
Sinopse: Cadete espacial precisa lutar para conseguir sair de um labirinto que oferece uma coisa pior que a própria morte.

O Fim da Fila de William Côgo. Brasil, 2016. Animação, 2'47''.
Sinopse: Baseada em um premiado livro de imagem, a animação nos apresenta vários animais brasileiros em fila indiana, dia após dia. Conforme passa o tempo, surgem novos motivos para que os animais sigam em frente, sempre enfileirados – incluindo a aparição de um conhecido personagem do folclore. Afinal, o que tem no fim da fila? A linguagem gráfica evoca a arte indígena brasileira.

Macacada de Thomas Larson. Brasil, 2016. Brasil, 2016. Animação, 4'05''.
Sinopse: Clipe da canção “Macacada” do grupo de música para crianças “Angudadá”. Era uma vez um menino solitário que sonhava em alçar vôos mais altos. Com a ajuda dos amigos macacos, descobre novas formas de brincar e de perceber o mundo.

Caminho dos Gigantes de Alois Di Leo. Brasil, 2016. Animação, 11'52''.
Sinopse: Em uma floresta de árvores gigantes, Oquirá uma menina indígena de seis anos, vai desafiar o seu destino e descobrir o ciclo da vida.

Minutos Lumiere
Minutos Lumière de Estudantes da Escola de Cinema CAp UFRJ. Brasil, 2013-2019. Documentário, 20'. Seleção de 20 filmetes criados em oficinas realizadas em escolas públicas do Rio, desde 2007. Os Minutos Lumière buscam recuperar o gesto dos primeiros operadores cinematográficos, qual seja o de realizar registros de até 60 segundos de duração, com uma composição de quadro fixa. Esses filmes compõem o Acervo dos Minutos Lumière do Brasil conservados pela Cinemateca do MAM.

Mostra Cinemateca 65 Anos (lançamento 10 | julho)

Programa 1:

Tudo por amor ao cinema de Aurélio Michiles. Brasil, 2014. Documentário, 98'.
Sinopse: Tudo por Amor ao Cinema é um documentário sobre um dos personagens mais importantes da história do cinema brasileiro: Cosme Alves Netto (1937-1996). Mais conhecido como o “Cosme da Cinemateca” do MAM, esteve presente, entre as décadas 50 a 80, em vários episódios da história do cinema brasileiro e latino-americano, sobretudo na luta por sua divulgação e preservação. O filme revela a intimidade da vida deste "amazonense-de-todo-mundo" e homenageia o cinema por meio da cinebiografia de Cosme Alves Neto e suas aventuras e peripécias para preservar e difundir filmes. O único documentário brasileiro sobre a “cinefilia” e a arte de programar filmes.

Programa 2:

Humberto Mauro de André di Mauro. Brasil, 2018. Documentário, 90’.
“Humberto Mauro” é um documentário feito para homenagear o cineasta Humberto Mauro, considerado o pioneiro do cinema brasileiro e latino-americano, dirigido por seu sobrinho neto, André di Mauro. O filme mostra a vida de Humberto Mauro através de seus filmes em uma narrativa composta por entrevistas com ele realizadas nos anos 60. “Humberto Mauro” é um amplo painel dinâmico e humano sobre a criatividade e o cinema de Mauro, expondo as soluções técnicas incomuns para fazer seus filmes e diante das adversidades inerentes ao trabalho pioneiro no início do século XX em uma pequena cidade latino-americana. A voz de Mauro permeia o filme, contando histórias e falando sobre a vida, seu estilo cinematográfico e suas descobertas. De cena a cena vemos seus filmes se misturarem na edição criando uma visão ampla do que é seu cinema, com planos e seqüências de tirar o fôlego que nos remetem à uma viagem no tempo desvelando a própria história do cinema, nunca esquecendo a sua definição sobre o cinema: “o cinema é cachoeira”.

Programa 3:

Até onde pode chegar um filme de família de Rodolfo Junqueira Fonseca. Brasil, 2018. Documentário, 75'.
Sinopse: Reminiscências (1909-1926), filme de família de Aristides Junqueira, acervo da Cinemateca do MAM e Cinemateca Brasileira, é desvendado em suas histórias e pontos de vista na forma de um ensaio fílmico com materiais de arquivo, cenas de família, film footage, entrevistas e voz off para contar a biografia desconhecida de um pioneiro do cinema.

Programa 4:

1) Gafieira de Gerson Tavares. 1972, 35mm, cor, 12'.
Em 2014, o “Projeto Resgate da obra de Gerson Tavares” preparou, digitalizou e recolocou em circulação a produção do cineasta fluminense Gerson Tavares. Gafieira foi produzido pelo Instituto Nacional de Cinema (INC) e registra uma noite de sábado na tradicional Gafieira Elite, na praça Tiradentes, no Centro do Rio de Janeiro. Fotografado por Lauro Escorel, o curta traça o painel de um típico salão de baile que já então desaparecia da cidade. A cópia em 35mm do curta-metragem, matriz da presente digitalização, está depositada na Cinemateca Brasileira, São Paulo.

2) Creche-Lar de Maria Luiza Aboim. 1978, 16mm, cor, 9'.
Nos anos 1970, Maria Luiza Aboim integrava o Centro da Mulher Brasileira (CMB), uma organização feminista centrada na reflexão sobre a condição da mulher na sociedade. A ausência de creches, e a necessidade urgente de criar condições para que as mães pudessem ter apoio no cuidado com filhos, eram temas frequentes. Creche-Lar, o primeiro filme da diretora, parte dessa busca e retrata uma experiência de creche comunitária em Vila Kennedy, no Rio de Janeiro, onde trabalham mães residentes no bairro. A cópia do filme está depositada, em regime de comodato, no Arquivo Nacional, Rio de Janeiro.

3) Carnaval de Rua – Porto Alegre de Wilkens Filmes Ltda. 1959, 35mm, pb, 5'.
Em 2018, o Museu da Comunicação Social Hipólito José da Costa realizou o projeto “Do fotograma ao cinema” e digitalizou parte do seu acervo. O projeto incluiu os materiais da produtora Wilkens Filmes, empresa cinematográfica de Carlos Wilkens (1913-1977) e de Heitor Baptista Wilkens (1921-1993), que noticiou a vida social e política do Rio Grande do Sul nas décadas de 1950 e 1960. Carnaval de Rua – Porto Alegre registra as festividades que, na época, ocorriam no coração da cidade, no encontro da Rua dos Andradas e a Avenida Borges Medeiros. Tais imagens compõem importante registro da história local e do filme de não-ficção no Brasil.

4) Pantera Negra de Jô Oliveira. 1968, 16mm, cor, 3'.
Pantera Negra ganhou menção honrosa no IV Festival de Cinema Amador JB/Mesbla, em 1968. Um filme musical pintado à mão, foi a primeira experiência com cinema de animação do artista e ilustrador Jô Oliveira, na época integrante do grupo Fotograma, organização que reunia o trabalho de diversos artistas e promovia o cinema de animação no Brasil. O filme foi digitalizado em 2019, o que permitiu a sua redescoberta como um material importante para história do cinema experimental no Brasil. O material original, com as cores pintadas em nanquim, está sob os cuidados do artista.

5) Eclipse de Antonio Moreno. 1984, 35mm, cor, 12'.
Eclipse é considerada a obra mais marcante de Antônio Moreno. Nascido em Fortaleza e radicado no Rio de Janeiro, o cineasta e professor foi um dos fundadores do grupo Fotograma, marco da animação experimental no Brasil. A partir de 1972 realizou 15 curtas-metragens. Eclipse, filme-ensaio experimental sobre os 21 anos de ditadura no Brasil, foi realizado através de animação direta na película, tendo ganhado menção honrosa no XIII Festival de Gramado em 1985. Foi digitalizado em 2019 através da iniciativa do Urubu Cine, cineclube dedicado ao curta-metragismo brasileiro. Os negativos originais em 35mm, matrizes desta digitalização, encontram-se depositados em regime de comodato no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro. A cópia 35mm, utilizada como referência, encontra-se depositada na Cinemateca do MAM.

Publicado por Patricia Canetti às 3:46 PM


Cristina Canale na Silvia Cintra + Box 4, Rio de Janeiro

Inaugura no dia 1 de julho No Espelho a nova mostra individual da pintora Cristina Canale. Com 7 pinturas e 2 aquarelas, a exposição tem como tema central a figura feminina, desde o seu uso para personificar mitos até questões de identidade tão relevantes no mundo digital atual.

Essas figuras são por vezes reduzidas a pequenos detalhes, como penteados, lábios sedutores, olhares. São pequenos fragmentos narrativos, alguns até com “bolhas” de pensamentos e diálogos, que lembram a linguagem dos quadrinhos. As imagens são colagens e superposições de referências cinematográficas, revistas e até mídias sociais.

Canale, com sua típica paleta colorida, continua fiel a linguagem que vem desenvolvendo desde a década de 80, usando a tensão entre a figuração e a “situação abstrata” para potencializar a imagem e gerar instabilidade no olhar.

Segundo a artista “No Espelho, é uma exposição que prioriza a pintura como linguagem e diálogo com o mundo de imagens que nos rodeia diariamente.”

Morando desde 1993 em Berlim, Cristina Canale é uma das expoentes da pintura brasileira. Sua carreira teve início nos anos 80, quando participou da icônica mostra “Como Vai Você Geração 80” no Parque Lage no Rio de Janeiro. Desde então, Canale tem mostrado seu trabalho com frequência em instituições nacionais e internacionais de prestígio.

Publicado por Patricia Canetti às 9:10 AM


junho 18, 2020

Grupo p.art.ilha finaliza primeira ação com saldo positivo

Projeto impulsionou vendas em boa parte das galerias de arte participantes, beneficiando quase 100 artistas, além de contribuir com doações para cinco instituições

O projeto p.art.ilha se apresenta como uma estratégia de fortalecimento do mercado de arte diante da crise sanitária e econômica mundial, criando também uma rede de apoio a comunidades em situação de vulnerabilidade.

Lançado em maio, reuniu 17 galerias de arte de diversas cidades do Brasil, incluindo duas de Curitiba, que durante todo o mês realizaram um evento virtual chamado p.art.ilha: ação#1, em que cada obra vendida dava ao comprador um crédito de igual valor para novas aquisições de outros artistas da mesma galeria.

Saldo da ação#1

Ao final dos 31 dias desta primeira ação, foi contabilizado um total de 209 obras comercializadas, de 99 artistas e a destinação de R$ 11.000 doados para cinco instituições comunitárias geridas ou que privilegiam o atendimento de artistas e minorias em situação de vulnerabilidade: Casa Chama (SP), Lá da Favelinha (MG), Lanchonete (RJ), Por Nossa Conta (SP) e Salvando Vidas (SP).

O projeto tem continuidade com uma nova ação coletiva em junho, com mais galerias participantes e ao final doará parte do valor arrecadado para a A.C.A.H. – Ação Coletiva Art Haldler´s, uma associação de montadores de exposições – classe que ficou descoberta devido à pandemia do novo coronavírus.

O p.art.ilha trabalha para que mais artistas, agentes do campo da arte e colecionadores possam se beneficiar de suas ações, em um círculo virtuoso de união, solidariedade e amor à arte.

Galerias participantes

aura (sp)
@galeria_aura
aura.art.br

b_arco (sp)
@galeria.b_arco
barco.art.br

c.galeria (rj)
@c.galeria
www.cgaleria.com

carcara photo (SP)
@carcaraphotoart
carcaraphotoart.com

casanova (sp)
@casanovaartecultura
casanovaarte.com

desapê (sp)
@des_ape
desape.com

eduardo fernandes (sp)
@galeriaeduardofernandes_
galeriaeduardofernandes.com

janaina torres (sp)
@janainatorresgaleria
janainatorres.com.br

karla osorio (df)
@galeriakarlaosorio
karlaosorio.com

mamute (poa)
@galeriamamute
galeriamamute.com.br

mapa (sp)
@galeriamapa
galeriamapa.art.br

lume (sp)
@galerialume
galerialume.com

oma (sbc)
@omagaleria
omagaleria.com

periscópio (bh)
@periscopioarte
periscopio.art.br

sé (sp)
@segaleria
segaleria.com.br

soma (ctba)
@somagaleria
somagaleria.com

ybakatu (ctba)
@ybakatu
ybakatu.com

Instagram do grupo @p.art.ilha

Publicado por Patricia Canetti às 10:27 AM


junho 17, 2020

Centenário León Ferrari, exposição online na Nara Roesler

A Galeria Nara Roesler orgulha-se em comemorar o centenário de León Ferrari com exposição virtual León Ferrari em São Paulo com curadoria de Luis Peréz-Oramas. A mostra acontece à partir de 4 de junho de 2020 no Artsy e no website da Galeria.

[scroll down for English version]

Entre 1976 e 1991, León Ferrari (1920-2013) se exilou em São Paulo. Durante esse período, o artista pode renovar sua produção ao conceber tipologias formais previamente inexistentes em seu trabalho, enquanto sistematizava sua crítica sarcástica e radical ao poder e à religião.

1976 foi o ano infame em que o golpe militar impôs um longo período de ditadura na Argentina. Sentindo ameaças sobre si e sua família, Ferrari decidiu se instalar em São Paulo. Os primeiros anos após o golpe foram marcados pelo medo e a ansiedade em relação ao paradeiro de seu filho Ariel, ativista político que, junto com sua esposa, havia sido seqüestrado, aprisionado ilegalmente e assassinado pelas forças militares na Argentina. León e Alicia Ferrari jamais puderam enterrar os restos de seu filho. Uma longa luta pela justiça iniciou-se. Ferrari incessantemente buscou auxílio de inúmeras organizações e instituições internacionais, reivindicando justiça para seu filho. Surpreendentemente, é nesse momento decisivo de sua vida que Ferrari revisita sua prática de desenho abstrato, técnica que havia dominado com maestria no início da década de 1960.

Ao repetir a forma característica das línguas de fogo, combinada com um traçado gestual completamente original, ele concebe uma nova tipologia abstrata. Admiravelmente, esses desenhos, testemunhos de uma das experiências mais dramáticas na vida do artista, figuram como metáforas abstratas do inferno judaico-cristão realizadas por alguém que, mais tarde em sua vida, dirigiria uma carta ao Papa exigindo o cancelamento da noção do Inferno.

Em São Paulo, Ferrari também alcançou um dos ápices de sua prática escultórica ao utilizar emaranhados de arame na produção de estruturas prismáticas que remetem a gaiolas, ou a jaulas em volumes modulares; algumas delas, em escala monumental, foram desenhadas como elementos para eventos participativos, performáticos e sonoros.

A sujeição à cidade esmagadora contribuiu também para um novo conjunto de trabalhos conhecidos como 'Arquitetura da loucura', manifesto em desenhos e gravuras, e desdobrado através de diversas técnicas reprodutivas, como xeroxes, plantas arquitetônicas, cianotipias, etc., nas quais enfatizou o absurdo da vida cotidiana e a alienação das massas. Seu duradouro interesse pela linguagem também se apresenta em desenhos e colagens onde bestiários, alfabetos, séries numéricas e linhas emaranhadas ecoam suas esculturas e fazem colidir diversos conjuntos herméticos, eróticos e irônicos de codificação.

O legado mais interessante da produção brasileira de Ferrari está ligado às suas releituras da Bíblia e à denúncia dos horrores políticos e da violência institucional. Através da apropriação de imagens de guerras, da história e da história da arte, Ferrari reinventou completamente a colagem, voltando-a para a desconstrução do poder – como se verifica no “Juízo Final” de Michelangelo, que, submetido à defecação de pássaros, exemplifica uma de suas grandes e maduras composições performáticas, assim como a conjunção de figurações cristãs com imagens eróticas orientais.


León Ferrari (1920-2013) lived in exile in São Paulo from 1976 to 1991. During this period the artist was able to renovate his production, conceiving new formal typologies previously unseen in his work while systematizing his radical, sarcastic, critique of Power and Religion.

1976 was the infamous year when a military coup imposed a long period of dictatorship in Argentina. Sensing danger for him and his family, Ferrari decided to settle in São Paulo. The initial years were tainted by fear and anxiety related to the whereabouts of his son Ariel, a political activist who, alongside his wife, had been abducted, illegally imprisoned and murdered by the military forces in Argentina. León and Alicia Ferrari would never have the possibility to bury the remains of their sons. A long struggle for justice began, as Ferrari ceaselessly reached out to numerous international organizations and institutions claiming justice for his son. Strikingly, it was at this crucial moment in life that Ferrari revisited his abstract drawing practice, which he had masterfully dominated in the early 1960s.

Repeating a signature shape resembling tongues-of-fire, using a completely new gestural tracing, he then conceived a new typology of abstraction. Strikingly, these drawings, testimony one of the most dramatic experiences in the life of the artist, appearing like abstract metaphors of Judeo Christian hell by someone who, later-on in life, would address a letter to the Pope demanding the cancellation of the notion of Hell.

In São Paulo Ferrari also reached a peak in his sculptural practice using tangled metal wire to produce prismatic-like sculptures resembling cages, or modular, jail-like volumes, some of them monumental in scale and designed as elements for participatory, performative and sound-based events.

The exposure to the overwhelming city contributed to a new set of works labeled as 'architecture of madness', manifest in unprecedented drawings, prints and unfolding into various reproductive techniques such as Xeroxes, blueprints, cyanotypes, etc.in which he stressed the absurdity of ordinary life, the alienation of multitudes. His long-lasting interest in language is also present in drawings and collages where Bestiaries, Alphabets, numeric series, and tangled lines echo his sculptures and collide in various hermetic, erotic, ironic sets of codification.

Ferrari's most compelling legacy within his Brazilian production relates to his re-reading of the Bible and the denunciation of political horrors and institutional violence. In appropriating images of war, history and art history Ferrari entirely re-invented collage for the purposes of his deconstruction of Power - such as Michelangelo's Final Judgment that was submitted to the defecation of birds in a major mature performative work - as well as conflating Christian imagery with Oriental erotic images.

Galeria Nara Roesler is proud to celebrate León Ferrari's centennial anniversary with this virtual show featuring his landmark Brazilian production.

Publicado por Patricia Canetti às 5:08 PM


junho 14, 2020

Papo Petrobras Cultural em Live no Facebook no Theatro Municipal do Rio

Papo Petrobras Cultural convida três grandes nomes da cultura carioca: Danielle Barros, Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do RJ, Aldo Mussi, Presidente do Theatro Municipal do RJ e Fabio Szwarcwald , Diretor- executivo do MAM Rio em Educar através da Cultura

15 de junho de 2020, segunda-feira, às 17h

Theatro Municipal do Rio de Janeiro - Live no Facebook

Sobre Danielle Barros

Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.Funcionária de carreira da educação do município do Rio de Janeiro, Danielle Barros é professora e atuou em todo estado do Rio como Delegada Federal de Desenvolvimento Agrário, conhecendo todos os 92 municípios e suas particularidades.Apaixonada por toda cultura fluminense e seus museus, quilombos, festivais e artes, está há seis meses na função de Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa com a missão de redemocratizar o acesso à cultura, dando oportunidade para todos acompanharem peças, teatros, filmes e demais movimentos artísticos e aumentando a geração de emprego e renda com uma economia criativa e pulsante em todos os municípios.

Sobre Aldo Mussi

Aldo Mussi Lopes Teixeira vem somando à sua carreira de gestor público, direcionada em sua maior parte para a área cultural, cargos assumidos com destacada atuação na área de marketing e de gerência executiva. Natural de Macaé, Mussi, de 54 anos, foi secretário municipal de Cultura e Turismo de sua cidade. Como empresário, tornou-se diretor da Rádio 95 FM Macaé. Exerceu a diretoria de marketing da TurisRio e foi subsecretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro antes de tornar-se vice-presidente da Fundação Teatro Municipal, função que acumulou com a presidência interina do dia 1º de janeiro de 2019 até o dia 1º de fevereiro, quando foi efetivado como presidente da FTM. Nesse período, Mussi também ocupou o cargo de diretor-geral da Sala Cecília Meireles até 16 de setembro de 2019. Bacharel em Artes pela Universidade do Rio de Janeiro (UniRio), apaixonado por música erudita e ópera, Aldo igualmente direcionou sua vocação artística para incentivar a atividade cinematográfica fluminense. Foi fundador do Festival de Cinema de Búzios e diretor do Centro Cultural Rio Cine e do Rio Cine Festival. Colaborou, como consultor, na implantação do Centro Cultural Cesgranrio, que desde 2013 concede um dos mais importantes prêmios teatrais do país. Em sua bagagem internacional estão a coordenação da mostra de cinema “It’s time for Brazil”, em Nova York, evento realizado pela Embratur; da mostra de filmes brasileiros nos festivais internacionais de Dresden e Leipzig, na Alemanha; e a realização da I Mostra Mercosul de Dança.

Sobre Fabio Szwarcwald

É formado em Economia pela UERJ, com MBA em Finanças pelo IBMEC, em gestão empresarial pela FGV, e análise de conjuntura econômica pela UFRJ. Trabalhou no mercado financeiro por 22 anos. Foi Diretor da EAV Parque Lage de 2017-2019 (2 anos e 8 meses), e desde 13 de janeiro deste ano assumiu a Diretoria Executiva do MAM Rio. É do Conselho internacional do New Museum de NY. Foi do conselho da EAV Parque Lage por 7 anos, da Residência Capacete por 3 anos e do conselho de aquisição do MAM Rio por 6 anos. Foi jurado do Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça em 2019.

Publicado por Patricia Canetti às 12:03 PM