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março 16, 2019

Bate-papo com Fabio Cypriano no lançamento do livro Pina Bausch no Sesc Vila Mariana, São Paulo

Há momentos em que a arte revoluciona a linguagem, sintetiza diferentes suportes e formas de expressão, e atravessa o tempo. Como apresenta o pesquisador do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política da PUC-SP, Miguel Chaia, nesta obra o autor Fabio Cypriano desvela a arte de Pina Bausch, expondo os meandros do processo criativo da artista e interpretando minuciosamente o esforço individual e coletivo para a produção da coreografia tendo como base o Brasil − Água.

A peça foi criada a partir de viagens da companhia Tanztheater Wuppertal – fundada pela coreógrafa Pina Bausch – a São Paulo e Salvador, em 2000.

Para a realização deste livro, também foi essencial a parceria com o fotógrafo belga Maarten Vanden Abeele, que acompanhava regularmente a companhia e podia apresentar imagens de praticamente todas as criações. Pina Bausch faz parte do acervo doado pela Cosac Naify à SESI-SP Editora.

PINA BAUSCH

Sua última produção estreou no dia 12 de junho de 2009 e, pouco mais de duas semanas depois, no dia 30 de junho, Pina Bausch morreu, aos 68 anos, surpreendendo o mundo da arte.

Ao contrário de outros coreógrafos que planejam como suas companhias devem ser encerradas, Pina não deixou testamento. Mas não foi necessário. Passados quase dez anos, o Tanztheater Wuppertal, que ela dirigia desde 1973, segue vivo. O agora Tanztheater Wuppertal Pina Bausch apresenta-se com temporadas regulares nos mesmos teatros onde sempre esteve presente em Wuppertal, Paris, Londres e Nova York, além de outras cidades de forma mais esporádica, como São Paulo, Tóquio e Atenas, entre tantas outras.

FUNDAÇÃO E FILME

Em 2009, o filho da coreógrafa, Salomon, criou a Fundação Pina Bausch, sediada em Wuppertal. A instituição dirige desde a organização do arquivo das 53 peças criadas por Pina até a montagem de exposições com o acervo de figurinos, cenários, fotos e outros elementos.

Grande figura da dança alemã no século XX, Pina não foi vista apenas nos palcos. Em 2011, Wim Wenders lançou Pina Bausch, que se tornou um fenômeno nos cinemas, tendo até mesmo concorrido ao Oscar.

SOBRE O AUTOR

Fabio Cypriano é crítico de arte e professor no departamento de Jornalismo da PUC-SP. Fez seu doutorado sobre Pina Bausch com parte da pesquisa realizada em Berlim, entre 1997 e 2000, na Humboldt-Universität. Em 2017, concluiu pós-doutorado, na USP, com o tema A Elite Paulista e a Bienal de São Paulo. Em 2016, foi co-organizador de Histórias das Exposições, Casos Exemplares (Educ); em 2018, organizou Histórias das Exposições, Debates Urgentes (Estação das Letras e Cores).

SOBRE O FOTÓGRAFO

Maarten Vanden Abeele nasceu em 1970 em Bruxelas e foi criado em Antuérpia. Desde 1993, vivendo entre a Bélgica e a França, dedica-se à fotografia e a viajar pelo mundo, realizando reportagens e trabalhos autorais sobre os grandes teatros europeus e japoneses. É autor de Pina Bausch (Éditions Plume, 1996) e coautor de Jan Fabre (Actes Sud, 2005), entre outros.

FICHA TÉCNICA

Título: Pina Bausch
Autor: Fabio Cypriano
Fotógrafo: Maarten Vanden Abeele
Coedição: SESI-SP Editora e Edições SESC São Paulo
Páginas: 176
Preço: R$ 120,00

LANÇAMENTO EM CAMPINAS

Data: 14 de março, quinta-feira
Horário: 19h30
Local: SESC Campinas (Rua Dom José I, 270/333)
Evento: Debate com Fabio Cypriano, Morena Nascimento e Sayô Pereira sobre Pina Bausch. Mediação de Dani Scopin

LANÇAMENTO EM SÃO PAULO

Data: 20 de março, quarta-feira
Horário: 20h
Local: SESC Vila Mariana (R. Pelotas, 141 - São Paulo)
Evento: Bate-papo com Fabio Cypriano

SOBRE A SESI-SP EDITORA

Em poucos anos de vida, a SESI-SP Editora já acumula mais de 60 prêmios das mais renomadas instituições. São onze Prêmios Jabuti, três HQ Mix (Melhor Livro do Ano 2014 e Melhor Editora 2017), entre muitos outros. Em 2018, o livro Infâncias – Aqui e Além Mar recebeu o prêmio de Livro do Ano pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), além de mais de 30 livros do catálogo terem recebido o Selo de Altamente Recomendável da instituição durante os últimos anos. A Editora recebeu também o Selo Cátedra 10 da Unesco por três livros, entre outras premiações, no ano passado. Fundada em 2011, a SESI-SP Editora tem mais de mil livros em catálogo, sendo referência na edição de HQs nacionais e europeias. Em 2016, recebeu da Cosac Naify a doação de 900 obras, que serão editadas no decorrer dos próximos anos. Conheça nossas publicações no site: www.sesispeditora.com.br.

SOBRE AS EDIÇÕES SESC SÃO PAULO

Pautadas pelo conceito de educação permanente e acesso à cultura, as Edições SESC São Paulo publicam livros em diversas áreas do conhecimento. Em diálogo com a programação do SESC, a Editora apresenta um catálogo variado, voltado à preservação e à difusão de conteúdos sobre os múltiplos aspectos da contemporaneidade. Além dos títulos impressos, que estão disponíveis nas Lojas SESC, na livraria virtual do Portal do SESC e nas livrarias físicas e virtuais, as Edições SESC vêm convertendo seu catálogo em e-books, que podem ser adquiridos em lojas virtuais como Livraria Cultura, Livraria Saraiva e Amazon, e em aplicativos do Brasil e do mundo como Google Play e Apple Store.

Publicado por Patricia Canetti às 12:25 PM


Auguste Rodin no Instituto CPFL, Campinas

Acervo completo de Auguste Rodin da Pinacoteca será exibido, pela primeira vez, ao público do interior paulista

Mostra é organizada em parceria com o Instituto CPFL e levará o mais representativo conjunto do escultor francês para Campinas e, em seguida, para Botucatu

A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e o Instituto CPFL apresentam, de 20 de março a 29 de junho de 2019, pela primeira vez ao público do interior paulista, Figura e modernidade: Rodin no acervo da Pinacoteca de São Paulo, que reúne a coleção completa da Pinacoteca referente ao artista francês. Com curadoria de Valéria Piccoli, curadora-chefe do museu, o conjunto de 10 esculturas originais e 76 fotografias documentais da vida do artista será exibido gratuitamente no Instituto CPFL, em Campinas e, em seguida, no Fórum das Artes, em Botucatu, novo espaço cultural reformado pelo Governo de São Paulo.

A Pinacoteca é o único museu no Brasil a possuir um acervo representativo deste artista, o que faz dessa itinerância uma iniciativa de grande interesse para o público dos museus e espaços culturais do interior do estado. Reafirma também o próprio papel da instituição enquanto equipamento do Estado. “A exposição oferece ao público paulista uma oportunidade única de conhecer um grupo de obras de um artista que é, reconhecidamente, um precursor da escultura moderna. A Pinacoteca cumpre cada vez mais, por meio desta iniciativa, sua missão de promover a experiência do público com a arte, estimular a criatividade e a construção do conhecimento para além de sua sede na cidade de São Paulo”, resume o diretor-geral do museu, Jochen Volz.

Sobre a coleção atual do museu, Valéria Piccoli comenta que “trata-se de fundições recentes de obras clássicas do artista, realizadas sob supervisão do museu francês”. Fazem parte também da coleção da Pinacoteca um conjunto de 76 fotografias em que o artista aparece trabalhando em seu ateliê, acompanhado de modelos de suas esculturas ou mesmo de amigos e mecenas. “Esse material é constituído de fac-símiles de itens dos arquivos do Musée Rodin e ajudam a compor um percurso cronológico pela vida do artista, mostrando outros artistas e intelectuais que ele admirava e com quem se relacionava. Mais curioso é que algumas dessas fotos revelam como Rodin utilizava a fotografia no processo de composição de suas esculturas ”, completa ela.

A parceria entre o Instituto CPFL e a Pinacoteca se iniciou em 2012, quando ambos organizaram, na sede da segunda, a exposição Gênese e Celebração, com coleção de peças tradicionais africanas. Em 2013, foi a vez da mostra 100 de anos Arte Paulista, que aconteceu na sede do Instituto CPFL, em Campinas, e apresentou ao público 50 obras de artistas atuantes entre 1912 e 2012, como Di Cavalcanti, Portinari, Pancetti e Tomie Ohtake.

“Para nós, é um imenso prazer voltar a trabalhar com a Pinacoteca, uma instituição centenária, a exemplo da CPFL Energia, em um país onde tal longevidade não é a tradição”, comenta Mário Mazzilli, diretor-superintendente do Instituto CPFL.

A relação da Pinacoteca com o escultor Auguste Rodin (1840-1917) se iniciou em 1995, no contexto das exposições Rodin: Esculturas e Rodin e a Fotografia, realizadas em parceria com o Museu Rodin, de Paris. As mostras receberam, juntas, mais de 183 mil pessoas e marcaram também o início das exposições internacionais de grande porte na instituição.

Naquele ano, o museu conseguiu, graças à campanha de doação junto ao público, adquirir A Musa Trágica (1890-92). Em seguida, seria a vez de O Gênio do Repouso Eterno (1899-1902), doada ao museu pelo Shopping Center Iguatemi no mesmo ano. Trata-se da 11ª cópia disponível no mundo e considerada uma das mais monumentais do artista, com cerca de dois metros de altura e 500 quilos. Até o ano de 2005, o museu incorporaria ainda mais oito esculturas: Torso masculino do Beijo (c. 1886), Torso do filho de Ugolino (1882), Bacanal (1880-1990), Musa de Whistler - Estudo para o monumento "Tipo C” (c. 1905-1906), Torso da Sombra (1880), Toalete de Vênus e Andrômeda (c.1890-1987), A sacerdotisa (c. 1899-1995) e Homem que caminha sobre coluna (1877-1990).

Em 2001, a Pinacoteca organizou mais duas mostras dedicadas ao escultor: Auguste Rodin: esculturas e fotografias e a espetacular A Porta do Inferno, que recebeu mais de 300 mil visitantes. O título da última faz referência a uma obra monumental, considerada uma das mais icônicas na carreira de Rodin, que, de certa forma, revela a “admiração do artista pela arquitetura gótica, a Renascença italiana e o poder do qual o artista dotou o corpo humano”, segundo a conservadora-chefe do Museu Rodin, Antoinette Le Normand-Romain. Aquela foi a primeira vez que a obra foi exibida na América Latina. Além da Porta, a Pinacoteca apresentou ainda 43 esculturas em bronze, 25 desenhos e 10 fotografias.

De 3 de agosto a 15 de dezembro, a exposição Figura e modernidade: Rodin no acervo da Pinacoteca de São Paulo será recebida pelo Fórum das Artes, que marca também a inauguração deste novo espaço cultural no interior paulista. Localizado na cidade de Botucatu, terá um andar inteiro para a Pinacoteca e abrigará também o museu municipal Itajaí Martins.

AÇÃO EDUCATIVA

As duas exposições contarão com recursos educativos, desenvolvidos pelo NAE – Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca, para uso autônomo, que estimulam a participação do público de todas as idades, criando novas relações com as obras. Também serão realizados dois encontros de formação para professores, um em cada município. Monitores estarão no local para atender o público, e o agendamento de visitas pode ser feito por e-mail monitoriainstitutocpfl@gmail.com ou pelo telefone (19 3757 8000).

Publicado por Patricia Canetti às 11:33 AM


Cobogó lança livro de Iole de Freitas no Rio de Janeiro e São Paulo

Iole de Freitas – corpo/espaço apresenta estudos, desenhos e textos da artista elaborados durante seu processo criativo ao longo de 40 anos de carreira

Iole de Freitas – corpo/espaço apresenta um panorama da obra e da linguagem da artista, ao longo de 40 anos, em imagens, textos e outros materiais que antecedem ou acompanham o processo da criação de suas obras. São eles estudos, esquemas, esboços, anotações e desenhos. O livro, que conta patrocínio do Icatu Seguros, será lançado pela Editora Cobogó no dia 20 de fevereiro na Livraria da Travessa de Ipanema às 19h. Em São Paulo, o livro será lançado no dia 20 de março, na Galeria Raquel Arnaud, que representa a artista, onde acontecerá uma conversa da artista com Paulo Venancio Filho. “O trabalho de Iole de Freitas surge numa época de eventos radicais e conturbados afetando várias esferas da vida e da sociedade modernas e em novo centro artístico europeu: a Milão dos anos 1970. Naquele momento histórico, surgem práticas heterodoxas, inovadoras, experimentais que vão caracterizar a arte contemporânea. Nada está proibido, tudo é permitido. É um contexto estimulante ao qual Iole responde, se integra e é aí uma participante efetiva dessa renovação artística de vanguarda europeia, escreveu Paulo Venancio Filho, em ensaio inédito para o livro.

Para a construção do livro, Iole mergulhou em seu acervo pessoal, hoje depositado no arquivo do Instituto de Arte Contemporânea (IAC), em São Paulo. Dentre os materiais, mais de dez mil peças produzidas entre 1972 e 2018, em que estão presentes o interesse primordial pelo corpo e a reinvenção do espaço. “Sempre tive a preocupação de acompanhar e registrar em fotografias as obras de escala grande”, diz a artista. Juntamente com Paulo Venancio Filho e a designer Rara Dias, sua filha, o passo seguinte foi costurar imagens e textos de maneira que o livro tivesse fluidez na passagem de um momento a outro da carreira da artista.

Além dos ensaios de Venancio, e da curadora Elisa Byington, escritos especialmente para o livro, a publicação traz textos históricos de Lucy Lippard, Sônia Salzstein e Paulo Sergio Duarte, escritos na época em que cada trabalho foi realizado. “Com esse livro, passo a ter uma possibilidade reflexiva sobre o meu trabalho que nunca tive, e desenvolver um raciocínio contínuo. Posso voltar a um momento anterior, que não existe mais, com a contundência dos textos e das imagens”, explica a artista. “Descubro coisas novas a partir do olhar do outro e isso me ajuda a seguir adiante em novos trabalhos”, completa.

Iole de Freitas nasce em 1945, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Com seis anos, muda-se para o Rio de Janeiro, onde inicia sua formação em dança contemporânea. Estuda na Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A partir de 1970, vive por oito anos em Milão, Itália, onde trabalha como designer no Corporate Image Studio, da Olivetti, sob a orientação do arquiteto Hans Von Klier, entre 1970 e 1971. Passa a desenvolver e expor seu trabalho em artes plásticas a partir de 1973. Entre as exposições individuais destacam-se: 9a Bienal de Paris (1975); 15a Bienal de Arte de São Paulo (1981); exposição itinerante Cartographies (1993), em Nova York, Ottawa, Winnepeg, Bogotá, Caracas e Madri; a individual O corpo da escultura: a obra de Iole de Freitas, curada por Paulo Venancio Filho, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Paço Imperial do Rio de Janeiro (1997); e a 5a Bienal do Mercosul (2005), em Porto Alegre. Em 2007, Iole foi convidada a desenvolver um projeto inédito para a Documenta 12, de Kassel, na Alemanha. Em 2017, participou da exposição Modos de ver o Brasil: Itaú Cultural 30 anos, em São Paulo.

Publicado por Patricia Canetti às 11:12 AM


Chico Tabibuia na Estação, São Paulo

Com curadoria de Thais Rivitti, esta exposição é uma oportunidade rara de se ver reunido um conjunto numeroso de obras de Chico Tabibuia, cuja produção celebrada vinda de mãos não eruditas, foi uma das pioneiras a habitar a cena da arte contemporânea atraída por críticos como Frederico Morais, Maria Alice Milliet e Emmanoel Araujo.

As esculturas de Francisco Moraes da Silva (1936-2007), nascido em Aldeia Velha, no município de Silva Jardim, mas registrado em Casemiro de Abreu, também no Rio de Janeiro, surpreendem pela força de suas representações. Frequentemente são configurações de imagens arquetípicas, que fundem o masculino e o feminino, cujos padrões fálicos, principalmente em seus Exus, imprimem a presença explícita de Eros. O tema da entidade teve origem ao artista frequentar um terreiro de Umbanda, dos 13 aos 17 anos, mas foi a partir de 1986, já como integrante da Assembleia de Deus, que viria a representá-la em suas várias faces e com grande frequência.

Tabibuia encontra seus exus, sacis, pretas velhas e animais embutidos na natureza, nos troncos e raízes de árvore. Da madeira maciça, sem encaixes, com raros acréscimos, nascem seus seres imaginários. Segundo Rivitti, o que o artista faz é menos inventá-los e mais encontrá-los, um modo análogo a um médium, numa sessão de umbanda, quando recebe um Exu. “ Ao contrário do escultor moderno, Tabibuia revela o que já habita a sua matéria, os limites formais de suas obras estão dados a priori.”

A curadora destaca que as esculturas de Tabibuia chamam a atenção pelo erotismo e ao mesmo tempo aludem ao sagrado. “Não é apenas o falo das imagens que aponta vetorialmente para a frente ou para baixo, mas as esculturas, monolíticas e aprumadas como um todo apresentam a mesma rigidez do membro ereto. Somava-se a isso a certeza de que estamos diante de objetos de culto. Havia algo na presença dessas obras que, mesmo no interior do cubo branco da galeria, me falava do contexto religioso”, escreva Rivitti.

Ao se debruçar sobre a obra do artista, a curadora destaca que o desafio do trabalho de Tabibuia e de outros artistas neste momento atual do mundo da arte que parece querer dissolver fronteiras é de grandes proporções. “É necessário recusar categorias estanques e incluir o que já foi visto como “arte popular” nas exposições de museus de arte contemporânea. Mas, para isso, é preciso repensar como as obras de Tabibuia operam (e como podem estar) dentro de museus e galerias. Necessário também recolocar a importância – para aqueles que vão conviver com seu trabalho – de se aproximarem do pensamento de matriz africana e indígena, pois tudo isso está em jogo e é relevante para sua compreensão de mundo. Há muito a ser feito, mas foi dada a partida para essa iniciação”, conclui.

Publicado por Patricia Canetti às 10:24 AM


março 15, 2019

Diego Castro + Marcelo Masagão no Maria Antonia, São Paulo

Maquinaria, de Marcelo Masagão, explora os diferentes suportes de exibição da imagem, e Enfoque, de Diego Castro, a crítica à mídia por meio da cor

O Centro Universitário Maria Antonia inaugura, no dia 21 de março, a partir das 19 horas, duas exposições com entrada gratuita. O público pode conferir as exposições de terça a domingo, e feriados, das 10 às 18 horas.

Maquinaria, de Marcelo Masagão, é composta por imagens exibidas em dois suportes desenvolvidos pelo artista. “Desde 2016, me dedico à fotografia, em especial aos suportes de exibição de imagens. A Foto Escultura Moebius reúne em um só objeto dois tipos de circularidades: da Banda de Moebius e a das fotos panorâmicas. Já o Foto-Livro-Papiro recupera uma experiência milenar de visualização de livros: o papiro”, explica Masagão.

Nesta exposição, as obras avançam para além do espaço expositivo do edifício Joaquim Nabuco e ocupam também a Praça Sem Nome do centro cultural. “Tenho o interesse de deslocar as obras para outros ambientes diferentes do museu: prédios, praças, árvores, água e o vento podem ser singulares ambientes para a exibição de imagens.”

Giselle Beiguelman, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e curadora de Maquinaria, enfatiza que “o que está em jogo na exposição são formas de ver o mundo e de estar na cidade. Não é possível visitá-la apenas com os olhos. É preciso que se mobilize o corpo na sua integralidade”.

Já Diego Castro traz a exposição Enfoque, que aborda os percursos da informação na mídia por meio do tratamento e inserção de cores nas imagens. Segundo o artista, o trabalho se inicia no arquivamento sistemático de materiais encontrados nos meios impressos e digitais de comunicação.O critério seletivo é guiado pela repetição e o contexto no qual se veicula a informação. “As imagens de manifestações e conflitos -como objetos associados à noção de autoridade nos meios de comunicação, por exemplo-, são reduzidos a um contraste cromático vibrante, mas identificáveis como ícones familiares por sua presença constante como imagem nos dias atuais”, descreve.

Diego Castro é bacharel no curso de Artes Plásticas pela Faculdade Santa Marcelina e mestre em Poéticas Visuais pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Inicia sua trajetória artística com a apropriação das imagens, com intuito de descaracterizar o seu significado e os meios onde essas estão inseridas. A manipulação visa explorar a espacialidade, a cor e a repetição.

Pesquisador de imagens, Marcelo Masagão estudou Psicologia e História. Criador da TV CUBO e Rádio XILIK (1985), é coautor do livro Rádios Livres, A Reforma Agrária no Ar (Brasiliense, 1986). Realizou exposições como artista plástico, entre elas Adote um Satélite (1989) e VideoBrasil no MIS (Museu da Imagem e do Som) de São Paulo. Criador e curador do Festival do Minuto (1991- 20…). Realizou filmes de curta e longa metragem, entre eles Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos (1999), Um Pouco Mais um Pouco Menos (2001) e Ato, Atalho e Vento (2015). Desde 2016 se dedica à fotografia.

SERVIÇO

Abertura – 21 de março, quinta-feira, das 19 às 22 horas
Maquinaria - até 18 de agosto
Enfoque - até 23 de junho
Centro Universitário Maria Antonia - Edifício Joaquim Nabuco
Rua Maria Antonia 258, Vila Buarque,São Paulo, SP

Publicado por Patricia Canetti às 5:59 PM