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novembro 30, 2020

Programação da Cinemateca em dezembro no MAM, Rio de Janeiro

Dezembro 2020 - Programação online gratuita (www.vimeo.com/mamrio)

SEG 1 – DOM 6 dez
Brasil, um relato de tortura (Brazil, a report on torture) de Haskell Wexler e Saul Landau. EUA, 1971. Documentário. 60’.Legendas em português. Classificação indicativa 16 anos

Diálogo “Relato de uma denúncia”, com Jom Tob Azulay e Hernani Heffner, estará disponível no Vimeo e Youtube do MAM.

TER 8 – SEG 14 dez
Retrospectiva Alê Abreu. Sírius de Alê Abreu. Brasil, 1993, Animação. 13' + Espantalho de Alê Abreu. Brasil, 1998. Animação. 10' + Garoto Cósmico de Alê Abreu. Brasil 2007. Animação. 76'.

TER 15 – SEG 21 dez
Retrospectiva Alê Abreu. Passo de Alê Abreu, 2007, Animação. 4' + Vivi Viravento (episódio piloto) de Alê Abreu, Brasil, 2009. Animação. 11' + O Menino e o Mundo de
Alê Abreu, 2013. Animação. 80'

SEX 18 – QUI 24 dez
Em torno de Hélio Oiticica. Agripina é Roma-Manhattan de Hélio Oiticica, 1972, super-8, 15’. + Battery Park de Hélio Oiticica. 1971, super-8, 3’. + Héliophonia de Marcos Bonisson. Brasil, 2002. Experimental, 14’. + Invenção da Cor de César Oiticica Filho. Brasil, 2008. 7’. Classificação indicativa 16 anos

Publicado por Patricia Canetti às 6:00 PM


Projeto Latitude leva 18 galerias à Miami Art Week

Galerias brasileiras se preparam para a Miami Art Week: 18 galerias nacionais participam das versões digitais das feiras Art Basel Miami Beach, Untitled, Art Miami Beach e Pinta Miami

A partir do dia 2 de dezembro a cidade de Miami, nos EUA, inicia sua semana dedicada à arte contemporânea, conhecida como Miami Art Week. Galerias brasileiras que fazem parte do Projeto Latitude - Platform for Brazilian Art Galleries Abroad, realizado pela Associação Brasileira de Arte Contemporânea – ABACT em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil, já há alguns anos marcam presença na iniciativa e neste ano não será diferente.

Por conta da pandemia do novo coronavírus os eventos terão edições especiais em formato virtual, como a Art Basel, que criou a OVR: Miami Beach; a Untitled, Art Miami Beach, que costuma ser apresentada na praia, terá uma plataforma própria neste ano; e a Pinta Miami, que tem como foco a arte da América Latina, EUA, Espanha e Portugal, também terá um espaço virtual dedicado.

Reunimos abaixo um pouco do que as galerias, com apoio do Latitude, prepararam para a Miami Art Week.

OVR: Miami Beach (2 a 6 de dezembro)

Teremos participação de 12 galerias brasileiras neste evento. São elas: A Gentil Carioca, Bergamin & Gomide, Casa Triângulo, Fortes D’Aloia & Gabriel, Galeria Luisa Strina, Galeria Millan, Galeria Nara Roesler, Mendes Wood DM, Simões de Assis Galeria de Arte, Vermelho e as estreantes no evento Central Galeria e Galeria Kogan Amaro.

No projeto ‘todo poder à praia!’, da A Gentil Carioca, a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, será transformada no espaço expositivo temporário da galeria durante a feira. Através de uma seleção especial de obras dos artistas Aleta Valente, Arjan Martins, Cabelo, Jarbas Lopes, João Modé, José Bento, Laura Lima, Marcela Cantuária, Maria Laet, Maria Nepomuceno, OPAVIVARÁ!, Rodrigo Torres e Vivian Caccuri, a arte irá se interconectar com a cidade e o mar, criando um imaginário convergente entre as praias de Copacabana e Miami.

A Casa Triângulo aposta na reflexão através da arte sobre novos caminhos e visões para enfrentar os problemas decorrentes do atual momento, como o medo e insegurança coletivos por conta da pandemia, e, também, de mudanças no âmbito político, social e climático. As obras selecionadas para o evento, com curadoria de Priscyla Gomes, são dos artistas: Thiago Rocha Pitta, Albano Afonso, Juliana Cerqueira Leite, Alex Cerveny, Ivan Grilo, Eduardo Berliner, Mariana Palma e Sandra Cinto.

A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta um projeto desenvolvido exclusivamente para a feira, o ‘10 artists | 10 films’, que inaugura a fdag-film, uma plataforma dedicada a obras em movimento e filmes. O projeto inclui produções de 2020 por Bárbara Wagner & Benjamin de Burca, Jac Leirner e Tamar Guimarães, além de peças selecionadas de Armando Andrade Tudela, Cristiano Lenhardt, Janaina Tschäpe, Rodrigo Cass, Rivane Neuenschwander e Cao Guimarães, Sara Ramo e Sarah Morris.

Outro destaque vai para a Galeria Luisa Strina, que faz uma viagem às Américas, mostrando diferentes estúdios pelo continente para contextualizar a arte contemporânea latino-americana e celebrar Miami como o ponto de encontro desta rica produção.

Já a Simões de Assis traz uma seleção de trabalhos das décadas de 1980 e 1990, período que ficou conhecido como a ‘volta à pintura’. As obras evidenciam o viés expressionista da produção neste período, com ênfase em uma convivência inédita entre o figurativo e o abstrato. As obras são dos artistas Anna Maria Maiolino, Antonio Malta Campos, Carlito Carvalhosa, Iberê Camargo, Jorge Guinle e Rodrigo Andrade.

A Galeria Vermelho apresenta trabalhos de artistas como Clara Ianni, Angela Detanico & Rafael Lain, Claudia Andujar, Carmela Gross e Dora Longo Bahia, que refletem sobre os conceitos de deslocamento, fronteiras e pertencimento.

A Mendes Wood DM aproveita a ocasião da feira para comemorar sua primeira década apresentando trabalhos que reúnem os valores e ideias-chave que acompanham a galeria desde sua fundação. Paulo Nazareth, Otobong Nkanga e Rubem Valentim são alguns dos artistas que estarão presentes na apresentação da galeria.

Untitled, Art Miami Beach OVR (2 a 6 de dezembro)

Participam desta feira as brasileiras Portas Vilaseca Galeria e Zipper Galeria.

A Portas Vilaseca Galeria apresenta as produções mais recentes do brasileiro No Martins, que através da arte coloca em foco questões como racismo, violência policial e encarceramento em massa. No Martins é um artista nascido em 1987, e tem sua prática transitando pela pintura, performance, instalação e experimentação com objetos. Seus trabalhos são inspirados por suas pesquisas sobre as relações interpessoais cotidianas em meio aos temas citados acima.

Pinta Miami LIVE (2 a 15 de dezembro)

Entre as 100 galerias presentes no evento, 4 são galerias membros do projeto: Galeria Berenice Arvani, Galeria Zagut, Mul.ti.plo Espaço Arte e Simone Cadinelli Arte Contemporânea.

O estande da Simone Cadinelli reúne na apresentação ‘Entre tempos’ produções sobre identidade, espaço e memória. Os trabalhos dos10 artistas selecionados (Claudio Tobinaga, Gabriela Noujaim, Jeane Terra, Jimson Vilela, Leandra Espírito Santos, PV Dias, Pedro Carneiro, Roberta Carvalho, Úrsula Tautz e Virgínia Di Lauro) trazem questionamentos a respeito de possíveis rupturas do tempo.

A Multi.plo Espaço Arte, traz uma apresentação solo do artista português José Pedro Croft, com curadoria de Roc Laseca. Em formas de esculturas que trabalham como desdobramento do espaço e com conexão com a arquitetura, as obras do artista têm o poder de transformar o lugar em que estão inseridas, com traços poéticos, complexidade, sofisticação e caráter inspirador.

Sobre o Latitude - Platform for Brazilian Art Galleries Abroad

O Latitude é um programa desenvolvido por meio de uma parceria firmada entre a Associação Brasileira de Arte Contemporânea - ABACT e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos - Apex-Brasil, para promover a internacionalização do mercado brasileiro de arte contemporânea. Criado em 2007, conta hoje com 43 galerias de arte do mercado primário, localizadas em sete estados brasileiros e Distrito Federal, que representam mais de 1000 artistas contemporâneos. Seu objetivo é criar oportunidades de negócios de arte no exterior, fundamentalmente através de ações de capacitação, apoio à inserção internacional e promoção comercial e cultural.

O volume das exportações definitivas e temporárias das galerias do projeto Latitude vem crescendo significativamente. Em 2007, foram exportados US$ 6 milhões e, de acordo com a última Pesquisa Setorial Latitude publicada, em 2017 atingiu-se mais de US$ 65 milhões. As galerias Latitude foram responsáveis por 42% do volume total das exportações do setor no ano.

Desde abril de 2011, quando a ABACT assume o convênio com a Apex-Brasil, foram realizadas 48 ações em mais de 26 diferentes feiras internacionais, com aproximadamente 300 apoios concedidos a galerias Latitude. Neste mesmo período, foram trazidos ao Brasil aproximadamente 250 convidados internacionais, entre curadores, colecionadores e profissionais do mercado, em 23 edições de Art Immersion Trips. Além dessas ações, o Latitude realizou cinco edições de sua Pesquisa Setorial, com dados anuais sobre o mercado primário de arte contemporânea brasileira.

Publicado por Patricia Canetti às 10:59 AM


Transbordar: Transgressões do Bordado na Arte no Sesc Pinheiros, São Paulo

Com curadoria de Ana Paula Cavalcanti Simioni, ‘Transbordar: Transgressões do Bordado na Arte’ reúne obras de 39 artistas de diferentes gerações, gêneros e pesquisas, entre os quais, Bispo do Rosário, Karen Dolorez, Leonilson, Teresa Margolles e Rosana Paulino

Público poderá visitar a mostra gratuitamente, mediante agendamento prévio feito na página da unidade na Internet (sescsp.org.br/pinheiros). No Sesc, a retomada de atividades presenciais segue protocolos de órgãos de saúde pública para evitar o contágio e disseminação da Covid-19

Obras de arte históricas e contemporâneas, em sua maioria nacionais, que refletem sobre o lugar do bordado na arte dos séculos XX e XXI compõem a exposição inédita Transbordar: Transgressões do Bordado na Arte, em cartaz no Sesc Pinheiros. Com curadoria de Ana Paula Cavalcanti Simioni, a mostra reúne 39 artistas de diferentes gerações e pesquisas, são nomes como Ana Bella Geiger, Bispo do Rosário, Karen Dolorez, Nazareno Rodrigues, Nazareth Pacheco, Rosana Paulino, Teresa Margolles e Zuzu Angel. Em comum, suas obras apresentam subversões dos sentidos tradicionalmente atribuídos a essa prática, tais como o de obras como sensíveis, delicadas e "femininas".

O público poderá visitar a mostra gratuitamente de terça a sexta, das 13h às 20h, e aos sábados, das 10h às 14h, mediante agendamento prévio pelo portal sescsp.org.br/pinheiros. O uso de máscara facial é obrigatório para todas as pessoas, durante toda a visita.

Historicamente, o bordado foi uma atividade muito semantizada e, tal como ocorreu com diversas outras práticas artísticas, como a tapeçaria, vitrais e mobiliário, foi relegado pelo circuito acadêmico que pulsava na Europa do século XVI à condição de uma "arte menor", ao contrário do que ocorreu com a pintura e escultura que foram, então, nobilitadas como "belas artes".

A exposição discute a ideia do bordado como um ornamento tido como fútil ou pouco funcional por meio de obras que incitam a pensar sobre diversos tipos de violência - contra a população infanto-juvenil, violência de gênero, violência racial, violência manicomial, gordofobia e LGBTQIA - tão disseminados na sociedade contemporânea.

Para a curadora Ana Paula Cavalcanti Simioni, "o bordado é uma prática artística carregada de significado. Frequentemente é associado a uma produção feminina, doméstica e artesanal. Essas associações, no entanto, não devem ser vistas como naturais, e sim como fruto de uma história da arte e da cultura que se construiu a partir de divisões e hierarquias que, hoje, precisam e podem ser questionadas".

Estruturada a partir de dois módulos - Artificando o Bordado e Transbordamentos - a exposição traz ao público mais de 100 obras. A disposição dos trabalhos no espaço expositivo é, simultaneamente, histórica e temática. São criações realizadas por artistas mulheres e homens que têm no bordado um meio expressivo e um contestador social.

Entre os destaques da mostra, há criações de Arpilleras, uma técnica chilena usada sobretudo por mulheres durante o período da ditadura como forma de denúncia e resistência.

"O caráter intimista do bordado também é revolvido pelo sentido social que essas obras podem ter. Isso porque elas evocam tradições de um saber fazer, coletivo, anônimo que é aqui apropriado e transformado", explica Simioni. "Essas memórias, individuais e de grupo, são costuradas ou, como bem define Rosana Paulino, suturadas. São obras que transbordam as hierarquias, os limites a que essa prática foi, historicamente, confinada. Em cada uma delas, o bordado demonstra sua potência de encantar e incomodar, seduzir e conscientizar", finaliza a curadora.

Lista completa dos artistas que compõem a mostra

Aldo Bonadei, Anna Bella Geiger, Ana Miguel, AngelaOD, Arpilleras, Beth Moysés, Bispo do Rosário, Brígida Baltar, Caroline Valansi, Edith Derdyk, Fábio Carvalho, Fernando Marques Penteado, Janaina Barros, JeaneteMusatti, Jucélia da Silva, Karen Dolorez, Leonilson, Letícia Parente, Lia Menna Barreto, Nara Amélia, Nazareno Rodrigues, Nazareth Pacheco, Nino Cais, NiobeXandó, Paulo Lima Buenoz, Pedro Luis, Pola Fernandez, Regina Gomide Graz, Regina Vater, Rick Rodrigues, Rodrigo Lopes, Rodrigo Mogiz, Rosana Palazyan, Rosana Paulino, Rosângela Rennó, Sol Casal, Sonia Gomes, Teresa Margolles e Zuzu Angel.

Sobre a curadora

Ana Paula Cavalcanti Simioni é professora no Instituto de Estudos Brasileiros, da Universidade de São Paulo. É também orientadora credenciada junto ao programa "Culturas e Identidades Brasileiras (IEB-USP) e "Interunidades em Estética e História da Arte" (MAC-USP). Desde 2000, dedica-se ao estudo das relações entre arte e gênero no Brasil, destacando entre suas publicações "Profissão artista: pintoras e escultoras acadêmicas brasileiras, 1884-1922", EDUSP/FAPESP, 2008/2019. Foi também curadora da exposição "Mulheres artistas: as pioneiras (1880-1930), com Elaine Dias, na Pinacoteca Artística do Estado de São Paulo em 2015.

Orientações de segurança para visitantes

O Sesc São Paulo retoma, de maneira gradual e somente através da reserva de horário e ingresso virtual - com limite de 4 ingressos por CPF, a visitação gratuita e presencial a exposições em suas unidades na capital, na Grande São Paulo, no interior e no litoral. Para tanto, foram estabelecidos protocolos de atendimento em acordo com as recomendações de segurança do governo estadual e da prefeitura municipal.

Para diminuição do risco de contágio e propagação do novo coronavírus, conforme as orientações do poder público, foram estabelecidos rígidos processos de higienização dos ambientes e adotados suportes com álcool em gel nas entradas e saídas dos espaços. A capacidade de atendimento das exposições foi reduzida para até 5 pessoas para cada 100 m², com uma distância mínima de 2 metros entre os visitantes e sinalizações com orientações de segurança foram distribuídas pelo local.

A entrada na unidade será permitida apenas após confirmação do agendamento feito no portal do Sesc São Paulo. A utilização de máscara cobrindo boca e nariz durante toda a visita, assim como a medição de temperatura dos visitantes na entrada da unidade serão obrigatórias. Não será permitida a entrada de acompanhantes sem agendamento. Seguindo os protocolos das autoridades sanitárias, os fraldários das unidades seguem fechados nesse momento e, portanto, indisponíveis aos visitantes.

Publicado por Patricia Canetti às 9:38 AM


novembro 29, 2020

Programa Curatorial do MAC USP 2020-2024

PROGRAMA CURATORIAL MAC USP 2020-2024
Ana Magalhães e Marta Bogéa

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Com quase seis décadas de existência, e instalado definitivamente em sua nova sede no Parque do Ibirapuera, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) é a mais importante instituição em seu gênero no país, com 10.000 obras de arte moderna e contemporânea internacional. Por ser um museu universitário, no qual as atividades de docência, pesquisa e curadoria estão intimamente interligadas, ao longo de sua história, ele se consolidou como um espaço de reflexão crítica e de formação (especializada e de extensão).

Assim, o programa curatorial da gestão 2020-2024 entende o MAC USP como um museu-laboratório, abrindo-se para o fomento à produção artística, e estimulando o envolvimento de estudantes, e parcerias interdisciplinares entre pesquisadores e docentes, dentro e fora da USP. As atividades de exposições, editais, programação de extensão no sentido mais amplo, de seminários/webinários, e de atividades através de seu site e suas redes sociais aqui propostos partem das premissas de pesquisa e do perfil de seu acervo, para atualizá-los.

Por fim, diante da crise sócio-político-econômica e ambiental em que vivemos, os debates no campo das artes visuais têm se voltado a rever as relações entre cultura e natureza, alinhando-se com a discussão em torno do Antropoceno. Adotaremos aqui a metáfora da floresta e seus elementos para designar os programas que compõem o projeto curatorial do MAC USP. Localizado no Parque Ibirapuera (em tupi, literalmente, mata que já foi mata, ou capoeira), que guarda em seu nome os vestígios da sua primeira ocupação pelas comunidades autóctones Tupi, e estabeleceu-se em torno da coleção histórica de plantas da região de São Paulo, o MAC USP deve ser visto como parte dessa paisagem maior.

Clareira (térreo)
Curadoria: Ana Magalhães e Marta Bogéa

A clareira de uma floresta (em tupi, Baependi) é uma área de pouca vegetação, ou de vegetação rasteira localizada no interior de uma floresta ou de um bosque. Sua conformação é fundamental para a renovação da floresta e para sua diversidade, pois elas funcionam como verdadeiros celeiros. No caso da floresta amazônica, por exemplo, são áreas nas quais grupos indígenas nômades estabelecem assentamentos temporários.

A clareira do MAC USP está localizada no térreo do prédio do museu, junto ao acolhimento de seu público. Sua programação anual envolve várias formas de manifestação artística, no diálogo com as artes visuais, para qual estão convidados músicos, performers, bailarinos, escritores, atores, com apresentações aos sábados à tarde, que procuram trazer questões candentes da contemporaneidade, de modo a abrir novas possibilidades de leitura do acervo do Museu.

Floresta (andares de exposições)

Em língua tupi, chama-se uma floresta virgem de Caaguaçu, isto é, uma vegetação abundante, frondosa, com árvores de grande porte, capazes de nos dar a ver as camadas históricas do território original. O programa de exposições do Museu, que trabalha prioritariamente com seu acervo, constitui portanto nossa premissa, e é visto como essa grande floresta.

O programa de exposições está distribuído entre o prédio principal do Museu e seu Anexo Expositivo. O prédio principal possui 6 andares de galerias, alguns deles, se mantém divididas em duas alas, cada um com um ciclo expositivo, outros, serão tratados na integralidade dos andares. Além dos andares do prédio principal, retomaremos o espaço do Anexo Expositivo, fechado desde 2015 para reformas e que será reaberto a partir de 2021 Descrevemos a seguir como tal programa foi pensado.

Mostra Permanente de Acervo (2022-2026) - 7o e 6o andares
Curadoria: Ana Magalhães e Helouise Costa

A base de toda a pesquisa curatorial do MAC USP está fundamentada no estudo de seu acervo artístico. Sendo assim, a mostra permanente de acervo do Museu pode ser entendida como as raízes (em tupi, Apó) das grandes árvores que formam o conjunto de nossa floresta virgem. Os 7o e 6o andares estão dedicados à exposição do acervo artístico do MAC USP, de modo a apresentar novas leituras da arte do século 20 que ele é capaz de suscitar. Com uma periodicidade de 4 anos, a curadoria deve trabalhar nas especificidades do acervo, a partir de seu perfil e de suas linhas de pesquisa em história, teoria e crítica da arte. Assim, não partimos da pretensão de abarcar uma história global da arte do século 20, e sim revelar uma certa história que seu acervo, irrigado a partir das questões atuais, é capaz de contar.

Novas Aquisições(2021-2023 e 2023-2025) - 5o andar
Curadoria: Ana Magalhães, Marta Bogéa e Helouise Costa

O 5o andar do prédio possui uma periodicidade menor que os andares mencionados acima, pois ele deve apresentar a arte do século 21 no acervo do Museu, dentro das mesmas premissas da apresentação das coleções do século 20. Propomos assim que sua periodicidade seja de 2 anos, uma vez que sua curadoria mobiliza as doações recentes do MAC USP.

A exposição se construirá em 3 etapas na ala maior do 5o andar, com o convite a artistas a trabalharem com a curadoria do MAC USP. A partir da seleção prévia de 11 obras do acervo do Museu, seus autores serão convidados a fazer a seleção de uma obra adicional de outro artista presente no acervo, para dialogar com sua obra escolhida. Essa dinâmica é repetida mais uma vez, trazendo na terceira rodada uma obra nova, de modo a construir uma leitura e gerar produções coletivamente do acervo de arte do século 21 do Museu.

Exposições em parceria com outras instituições Rede São Paulo (2021, 2022, 2023 e 2024) - 5o andar
Curadoria: curadores convidados
- 2021: Marta Bogéa e Cauê Alves (MAM)
- 2022: Rodrigo Queiroz (MAC USP e FAU USP) e Cláudio Mubarac (ECA USP)

Na galeria expositiva menor do 5o andar, propomos um programa de exposições anuais que trabalham com o conceito de paisagem a partir de várias disciplinas. Aqui, conversam as artes visuais, a arquitetura, ecologia, meio-ambiente entre outros.

É neste setor que o MAC USP se abre mais concretamente ao entorno do Parque do Ibirapuera e em que a curadoria do Museu se propõe a estabelecer parcerias com outras unidades da USP e outras instituições para pensar em leituras transversais do conceito de paisagem. Para tanto, serão convidados colegas colaboradores no que chamamos da Rede São Paulo, que construímos a partir dos webinários de processos curatoriais realizados entre setembro e outubro de 2020.

Exposições Resultantes de Projetos de Pesquisa (2022 e 2024)
Curadoria: pesquisadores

O 4o andar é dedicado à extroversão da pesquisa curatorial realizada no MAC USP com recortes pontuais de acervo, também com periodicidade de 2 anos na ala A da galeria, podendo sua ala B ser utilizada para projetos curatoriais mais pontuais que envolvam os grupos de pesquisa do museu ou pesquisadores convidados, como por exemplo, pós-doutorandos.

Para 2021, há dois projetos já aprovados:
1. Video_MAC - curadoria de Roberto Cruz (Pós-Doutorando do MAC USP, 2017-2019)
2. Projetos para um cotidiano moderno no Brasil, 1920-1960 (Grupo de Pesquisa CNPq Narrativas da Arte do Século XX)
Sidney Amaral - curadoria Claudinei Roberto da Silva

Edital de Exposições de Artistas Emergentes (2021 e 2022)
Coordenação: Helouise Costa (Presidente CCEx) e Rodrigo Queiroz

A ala menor do 3o andar é reservada ao Edital de Exposições para Artistas Emergentes do MAC USP. Criado em 2019, tem ciclo de 3 exposições selecionadas, com duração de 4 meses cada. Para tanto, constitui-se uma comissão de seleção dos projetos inscritos através de um edital público. Deverão ser realizados dois editais com ciclos de 1 ano e meio (entre montagem e desmontagem das exposições dos 3 artistas selecionados).

Exposições Temporárias Externas

A ala maior do 3o andar é reservada a receber propostas de exposições externas, geralmente financiadas pelos próprios proponentes e selecionadas tendo como base a política de exposições do MAC USP. As exposições temporárias aceitas pelo MAC USP são sempre acompanhadas por um curador do Museu, para mediar as equipes externas e suas curadorias nas relações com o MAC USP.

Reserva em obras
Marta Bogéa em diálogo com curadoria, acervo, documentação, biblioteca

Pretende-se que a ala maior do 3o andar seja também utilizada alternadamente como espaço de exposições que deem a ver os bastidores do MAC USP. A exemplo do que o Museu realizou em 2011, com a exposição MAC em obras, a ideia de Reserva em Obras é criar um projeto expográfico no qual trabalhos de documentação e conservação possam ser realizados publicamente.

Reserva Técnica Visível
Desde 2018, o 2o andar está ocupado como parte da reserva técnica do Museu, que neste programa curatorial, será entendida como uma reserva técnica visível para o público. Tal estratégia, adotada em museus no mundo inteiro, visa a reforçar a curadoria como uma cadeia de recepção, guarda e identificação de obras, que não se resume apenas às atividades de extensão.

Laboratório de Curadoria (2021 e 2023)
Coordenação: Ana Magalhães, Marta Bogéa e Edson Leite

Programa de fomento à formação de jovens pesquisadores como curadores, expresso na forma de verbetes sobre uma obra Através de uma convocatória, alunos de pós-graduação de qualquer programa do Estado de São Paulo poderão se inscrever para propor verbetes ou ações sobre uma obra ou conjunto de obras que integram as exposições do 6º e 7º andar (mostra permanente de acervo) e uma obra ou o conjunto das obras que constituem a exposição de esculturas (1º andar). A cada edição, serão selecionados sete textos curatoriais através de uma comissão de pesquisadores/curadores convidados. Pretendemos realizar duas convocatórias entre 2020 e 2024. Este programa é fundamental para a função de formação do MAC USP no que tange à curadoria e ao diálogo das artes visuais com outras formas de manifestação artística, promovendo assim a pesquisa artística e curatorial realizada dentro dos programas de pós-graduação locais.

MAC USP Online
Coordenação: Ana Magalhães e Marta Bogéa

Em 2020, demos início a uma série de ações através das redes sociais do Museu (sobretudo YouTube, Instagram e Facebook), bem como seu website. Essa programação online que se intensificou durante a pandemia de Covid-19 mostrou as potencialidades do mundo virtual para as atividades do MAC USP. Nosso programa curatorial entende que será fundamental dar continuidade e reforço a essas ações, que envolvem séries de lives, webinários, ação educativa e cursos de extensão - cujo alcance é muito maior através dos meios digitais.

Iniciamos com as séries MAC USP Bastidores (sobre mostras em fase de projeto e montagem) e MAC USP depoimento ( com curadores e diretores). Retomaremos o projeto MAC USP encontra os artistas (iniciado em 2013), agora em versão online através do canal do Museu no YouTube.

Em agosto de 2020, inauguramos nossa primeira exposição virtual (ver exposição “Video_MAC”). Ainda em formato quase de documentação e em plataforma Wordpress, esta primeira experiência abriu possibilidades para pensarmos em ações expositivas e artísticas, que podem explorar outros modos de interação entre o museu e seu público. Também trabalhamos com uma proposta com um artista, que uso nossa conta no Instagram e no Facebook para realizar uma ação - que chamamos de “infiltração”. Assim, teremos um projeto anual de ações expositivas no site do museu e um projeto anual de mesma natureza nas redes sociais do MAC USP.

Seminários/Webinários
Coordenação geral: Ana Magalhães e Marta Bogéa

Em 2020, demos início a um série de webinários do MAC USP, cujo tema principal são os processos curatoriais. Num primeiro momento, convidamos curadores/pesquisadores trabalhando dentro de instituições da USP e da cidade de São Paulo, na perspectiva de articularmos uma rede de colaboração com esses agentes. Além disso, um ponto central dos webinários de setembro e outubro de 2020 foi a abordagem da prática curatorial como metodologia de pesquisa.

Pretendemos dar continuidade a este programa de webinários, realizando-os anualmente, focado em tópicos candentes para a pesquisa curatorial. O de 2021 será dedicado ao estudo de práticas curatoriais e pesquisa decoloniais, ligados sobretudo à investigação de artistas e agentes afrodescendentes no Brasil.

Os webinários de 2022 e 2023 deverão ser parte dos projetos de exposição e disciplinas vinculados, respectivamente, aos tópicos de reavaliação da Semana de Arte Moderna de 1922 e dos 60 anos do MAC USP.

Publicações - Continuação Coleção MAC Essencial

Daremos continuidade à série “MAC Essencial”, dos quais já temos 17 exemplares no Portal de Livros Abertos da USP. Inicialmente financiados através de projetos da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, a série ‘MAC Essencial” foi criada em 2013, com o objetivo de realizar publicações que documentam o acervo do Museu, através da pesquisa qualificada. Assim, ela era dividida em quatro categorias: Exposições (catálogos de exposição), Seminários/Simpósios/Congressos (anais de eventos acadêmicos realizados pelo Museu), Pesquisa e Acervo. Por vezes, as publicações resultaram em uma combinação dessas categorias.

Em 2021, inauguraremos a linha “Arte Educação”, para a qual a equipe de educadores do MAC USP preparará uma coletânea de ensaios sobre os programas já realizados pelo Serviço Educativo do Museu nos últimos anos. A série terá continuidade através das exposições e eventos acadêmicos programados pelo MAC USP até 2024, e deverá também prever um volume especial sobre a história do Museu para 2023.

Música no MAC
Coordenação: Edson Leite

O programa Música no MAC existe desde 2018 e terá continuidade no mesmo dia e horário, com programação ao longo do ano para o público do Museu. Atualmente, em formato online, deve voltar ao formato presencial a partir de fevereiro de 2021. A seleção dos grupos musicais e programas que se apresentarão é feita com base em parcerias pré-estabelecidas com instituições e grupos locais com curadoria de Edson Leite.


CURATORIAL PROGRAM MAC USP 2020-2024
Ana Magalhães e Marta Bogéa

With almost six decades of existence, and permanently installed in its new venue in Ibirapuera Park, the Museum of Contemporary Art of the University of São Paulo (MAC USP) is the most important institution of its kind in the country, with 10,000 works of international modern and contemporary art. Because it is a university museum, in which teaching, research and curatorial activities are closely intertwined, throughout its history, it has consolidated itself as a space for critical reflection and education (specialized and extension).

The 2020-2024 curatorial program proposed by this directorship understands MAC USP as a museum-laboratory, opening up to foster artistic production, and encouraging student engagement, and interdisciplinary partnerships between researchers and teachers, inside and outside USP. The activities of exhibitions, open calls, extension programming in the broadest sense, seminars / webinars, and activities through its website and social networks proposed here start from the research premises and the profile of its collection, to update them.

Moreover, in the face of the socio-political-economic and environmental crisis in which we live, the debates in the field of visual arts have turned to review the relations between culture and nature, aligned with the discussion around the Anthropocene. Here we will adopt the metaphor of the forest and its elements to designate the programs of MAC USP curatorial program. Located in Ibirapuera Park (in Tupi, literally, forest that was once as forest, or capoeira), which keeps in its name the vestiges of its first occupation by indigenous Tupi communities, and settled around the historical collection of plants of the region of São Paulo, MAC USP should be seen as part of this larger landscape.

Glade (groung floor)
Curator: Ana Magalhães and Marta Bogéa

The glade of a forest (in Tupi, baependi) is an area of grassy vegetation, or undergrowth, located inside a forest or woodland. Their conformation is fundamental for the renewal of the forest and for its diversity, as they function as true granaries. In the case of the Amazon rainforest, for example, these are areas in which nomadic indigenous groups establish temporary settlements.

The MAC USP glade is located on the ground floor of the museum building, next to the reception of its public. Its annual program involves various forms of artistic expression, in dialogue with the visual arts, to which musicians, performers, dancers, writers, actors are invited, with presentations on Saturday afternoons, which seek to bring up burning issues of contemporary times, in order to open new possibilities for reading the Museum's collection.

Forest (exhibition floors)

In the Tupi language, a virgin forest is called caaguaçu, i.e., abundant vegetation, leafy with large trees, able to make us see the historical layers of the original territory. The Museum's exhibition program, which works primarily with its collection, is therefore our premise, and is seen as this great forest.

The exhibition program is distributed between the main building of the Museum and its Exhibition Annex. The main building has 6 floors of galleries, some of which are divided into two wings, each with an exhibition cycle, others will be treated in their entirety. In addition to the floors of the main building, we will retake the space of the Exhibition Annex, closed since 2015 for renovations and which will be reopened from 2021 onwards.

Permanent Show of Collection (2022-2026) - 7th and 6th floors
Curator: Ana Magalhães and Helouise Costa

The basis of all curatorial research at MAC USP is the study of its artistic collection. Therefore, the permanent collection of the Museum can be understood as the roots (in Tupi, apó) of the large trees that form our virgin forest. The 7th and 6th floors are dedicated to the exhibition of MAC USP artistic collection, in order to present new readings of 20th century art. With a duration of 4 years, the curatorship must work on the specificities of the collection, based on its profile and lines of research in history, theory and art criticism. Thus, we do not intend to represent a global history of 20th century art, but reveal a certain history that its collection, irrigated

New Acquisitions (2021-2023 and 2023-2025) - 5th floor
Curator: Ana Magalhães, Marta Bogéa and Helouise Costa

The 5th floor of the building has a shorter duration than the floors mentioned above, as it must present the art of the 21st century in the Museum's collection, within the same premises of the presentation of the collections of the 20th century. We propose its duration being of 2 years, as its curatorship mobilizes recent donations from MAC USP.

The exhibition will be built in 3 stages in the largest wing of the 5th floor, with an invitation to artists to work with the curatorship of MAC USP. From the previous selection of 11 works from the Museum's collection, their authors will be invited to make the selection of an additional work by another artist present in the collection, to converse with their chosen work. This dynamic is repeated once again, bringing a new work in the third round, in order to build a collective reading of the Museum's 21st century art collection.

Exhibitions in Partnership with Other Institutions São Paulo Network (2021, 2022, 2023 and 2024) - 5th floor
Curator: invited curators
- 2021: Marta Bogéa and Cauê Alves (MAM)
- 2022: Rodrigo Queiroz (MAC USP and FAU USP) and Cláudio Mubarac (ECA USP)

In the smaller exhibition gallery on the 5th floor, we propose a program of annual exhibitions that work with the concept of landscape from various disciplines. Here, the visual arts, architecture, ecology, environment and others feed each other.

It is in this sector that MAC USP opens up more concretely to the Ibirapuera Park area, and in which the Museum's curatorship proposes to establish partnerships with other USP institutes and schools, and other institutions to think about transversal readings of the landscape concept. To that end, fellow collaborators will be invited in what we call the São Paulo Network, which we built from the curatorial process webinars held between September and October 2020.

Exhibitions Resulting from Research Projects (2022 and 2024)
Curator: research curators

The 4th floor is dedicated to present the curatorial research carried out at MAC USP with specific sets from the collection, also with a duration of 2 years in wing A of the gallery, and its wing B can be used for curatorial projects involving research groups from the museum or guest researchers, such as postdoctoral students.

For 2021, there are two projects already approved:
- Video_MAC - curated by Roberto Cruz (Postdoctoral fellow at MAC USP, 2017-2019);
- Projects for a modern daily life in Brazil, 1920-1960 (CNPq Research Group Narratives of 20th Century Art)
Sidney Amaral - curated by Claudinei Roberto da Silva

Open Call for Exhibitions of Emerging Artists (2021 and 2022)
Coordination: Helouise Costa and Rodrigo Queiroz

sThe smaller wing of the 3rd floor is reserved for the MAC USP Emerging Artists Exhibition Open Call. Created in 2019,the program has a cycle of 3 selected exhibitions, lasting 4 months each. To this end, a selection committee for the applied projects is created through a public notice. Two open calls with cycles of 1 year and a half will be undertaken.

Temporary Exhibitions

The largest wing of the 3rd floor is reserved to receive proposals of temporary exhibitions, usually financed by the proponents themselves and selected based on the MAC USP exhibition policy. Temporary exhibitions accepted by MAC USP are always accompanied by a curator from the Museum, to mediate external teams and their curators with MAC USP staff.

Reserve in Works
Marta Bogéa in dialogue with curators, collections, documentation, library

It is intended that the largest wing of the 3rd floor is also used interchangeably as an exhibition space that gives an insight into the backstage of MAC USP. Similar to what the Museum accomplished in 2011, with the exhibition MAC in works, the idea of Reserve in Works is to create an exhibition design in which documentation and conservation works can be carried out publicly.

Visible Storage Room

Since 2018, the 2nd floor has been occupied as part of the Museum's storage room, which in this curatorial program, will be understood as visible to the public. This strategy, adopted in museums worldwide, aims to reinforce curatorship as a chain of procedures in managing, researching and preserving the collections, not only limited to exhibition making.

Curatorial Laboratory (2021 and 2023)
Coordination: Ana Magalhães, Marta Bogéa and Edson Leite

This program aims to foster the training of young researchers as curators, expressed in the form of entries on a work through a call that graduate students from any program in the State of São Paulo will be able to apply to propose entries on a work or set of works that are part of the 6th and 7th floor exhibitions (permanent collection show) and a work or set of works that integrate the sculpture exhibition (1st floor). In each edition, seven curatorial texts will be selected through a committee of invited researchers / curators. We plan to hold two calls between 2020 and 2024.

This program is critical to the MAC USP role of education regarding the curatorial and visual arts dialogue with other forms of artistic expression, thus promoting artistic and curatorial research conducted within the local graduate programs.

MAC USP Online
Coordination: Ana Magalhães and Marta Bogéa

In 2020, we started a series of activities through the Museum's social networks (mainly YouTube, Instagram and Facebook), as well as its website. This online programming that intensified during the Covid-19 pandemic showed the potential of the virtual environment for the activities of MAC USP. Our curatorial program understands that it will be essential to continue and reinforce them, which involve series of lives, webinars, educational activities and extension courses - whose reach is much greater through digital media.

We started with the MAC USP Backstage series (about exhibitions under preparation) and MAC USP testimonials (with curators and directors). We will resume the project MAC USP meets artists (started in 2013), now in an online version through the Museum's YouTube channel.

In August 2020, we inaugurated our first virtual exhibition (see exhibition “Video_MAC”). Still in an almost documentation format and on a Wordpress platform, this first experience opened up possibilities for us to think about exhibition and artistic actions, which can explore other modes of interaction between the museum and its audience. We also work with a proposal with an artist, who uses our Instagram and Facebook account to carry out an action - which we call “infiltration” (working title). Thus, we will have an annual project of exhibition actions on the museum's website and an annual project of the same nature on the social networks of MAC USP.

Seminars / Webinars
General coordination: Ana Magalhães and Marta Bogéa

In 2020, we started a series of MAC USP webinars, whose main theme is curatorial practices. At first, we invited curators / researchers working within USP institutions and in the city of São Paulo, with the perspective of articulating a collaboration network with these agents. In addition to this, a central point of the September and October 2020 webinars was the approach to curatorial practice as a research methodology.

We intend to continue this program of webinars, holding them annually, focused on contemporary topics for curatorial research. In 2021, our webinar will be dedicated to the study of curatorial practices and decolonial research, linked mainly to the investigation of artists and Afro-descendant agents in Brazil.

The 2022 and 2023 webinars should be part of the exhibition projects and disciplines linked, respectively, to the revaluation topics of the 1922 Week of Modern Art and MAC USP's 60th anniversary.

Publications - MAC Essential Collection

We will continue with the “MAC Essential” series, of which we already have 17 titles on USP's Open Book Portal. Initially financed through projects of the Dean of Culture and Extension, the ‘MAC Essential” series was created in 2013, with the aim of producing publications that document the Museum's collection, through qualified research. Thus, it was divided into four categories: Exhibitions (exhibition catalogs), Seminars / Symposia / Congresses (proceedings of academic events held by the Museum), Research and Collection. Sometimes publications have resulted in a combination of these categories.

In 2021, we will inaugurate the “Art Education” category, for which the team of educators at MAC USP will prepare a collection of essays on the programs already carried out by the Museum in recent years. The series will continue through the exhibitions and academic events scheduled by MAC USP until 2024, and should also provide for a special volume on the history of the Museum for 2023.

Music at MAC
Coordination: Edson Leite

The Music at MAC program has existed since 2018 and will continue on the same day and time, with programming throughout the year for the Museum's audience. Currently, in online format, it should return to its traditional format as of February 2021. The selection of musical groups and programs to be performed is based on pre-established partnerships with local institutions and groups.

Publicado por Patricia Canetti às 1:05 PM


Pro Helvetia na América do Sul e o festival Open Ended Encounters

A Fundação Suiça para Cultura Pro Helvetia abrirá um escritório na América do Sul em 2021, com funcionários localizados no Chile, Argentina, Brasil e Colômbia, dando seguimento ao bem sucedido programa «COINCIDÊNCIA – Intercâmbios culturais Suíça-América do Sul». O programa foi lançado em 2017 e apoiou inúmeros projetos de artistas suíços na América do Sul, possibilitando colaborações envolvendo profissionais e instituições culturais suíças e sul-americanas. O novo escritório permitirá que a Pro Helvetia consolide as relações internacionais já existentes e acrescente uma sétima região importante àquelas já cobertas por sua rede global de escritórios no exterior.

Contextualizado na Declaração de Política Cultural 2016-2020 do governo suíço «Kulturbotschaft», o programa «COINCIDÊNCIA – Intercâmbios culturais Suíça-América do Sul» foi lançado com o intuito de promover a disseminação da arte e cultura suíças na América do Sul e fortalecer o intercâmbio cultural suíço-sul-americano. Cerca de 250 projetos, incluindo exposições, concertos e turnês teatrais, visitas de leitura e residências, foram realizados desde 2017 aprofundando colaborações entre profissionais e instituições culturais na Suíça e seus parceiros em dez países sul-americanos.

Tendo em vista o grande potencial cultural e o sucesso do trabalho de base, a Pro Helvetia decidiu estabelecer uma presença permanente na América do Sul a partir de 2021, após o encerramento do programa «COINCIDÊNCIA» que durou quatro anos. O objetivo é continuar as parcerias estabelecidas pelo programa nas áreas artísticas que Fundação Suiça para a Cultura apoia, que abrangem artes visuais e interdisciplinares, música, literatura, design e mídia interativa. O novo escritório também iniciará colaborações em conexão com o novo foco da Pro Helvetia nas artes, ciência e tecnologia, assim como residências e viagens de pesquisa.

A Pro Helvetia se esforça para promover um diálogo construtivo e crítico entre a Suíça e as regiões culturais em que estão localizados seus escritórios, promovendo a diversidade das perspectivas artísticas e sociais dos participantes envolvidos. «As relações multilaterais também são de grande importância no mundo da cultura. A abertura de um escritório da Pro Helvetia na América do Sul é um enriquecimento marcante da nossa rede global. A consolidação de nosso diálogo cultural com o continente sul-americano neste momento turbulento representa uma grande oportunidade para a produção cultural tanto na Suíça como nas regiões em que estamos representados», disse Philippe Bischof, Diretor do Conselho Suíço de Artes Pro Helvetia.

Tendo em vista a extensão geográfica e a diversidade do continente, o escritório será composto por quatro locais: Santiago do Chile (administração), São Paulo, Buenos Aires e Bogotá. Os seis funcionários locais têm um conhecimento profundo e excelentes conexões com os cenários culturais de sua região, e ajudarão a forjar parcerias entre os praticantes culturais locais e suíços. Eles são, além disso, todos falantes nativos – português para o Brasil e espanhol para os demais países.

Com sua presença na América do Sul, a rede global da Pro Helvetia passará a abarcar sete grandes regiões ao redor do mundo. Elas são, além da América do Sul: os países árabes (escritório no Cairo), África Austral (Johannesburg), Rússia (Moscou), Sudeste Asiático (Delhi), China (Xangai) e o Centre culturel suisse em Paris.

«Open Ended Encounters» reflete sobre a natureza dos encontros e as atuais formas de convivência que, nos últimos meses, migraram em massa para a internet. Como essa mudança de condição na coletividade influencia a estética e a tecnologia?

Encontros são potenciais gatilhos do imprevisível, possibilitando afetar e transformar nossas subjetividades; estar aberto ao outro potencializa a imaginação para novas realidades e mundos «Open Ended Encounters» é um ciclo de encontros que propõe refletir sobre noções radicais de alteridade em associação com outros organismos, tecnologias, espécies, saberes, partindo do desejo de permeabilidade e informado pela recente experiência coletiva de drástico isolamento social, mas também de reconfiguração das formas de encontro.

«Open Ended Encounters» apresenta sessões ao vivo online nas quais artistas refletem em apresentações e performances sobre seus objetos de estudo e também sobre o próprio formato virtual. O evento será mediado por uma plataforma/ponto de encontro/trabalho feito por O grupo inteiro em http://www.open-ended-encounters.aarea.cov, e contará com traduções simultâneas em português e inglês para todas as atividades.

Participantes: Chus Martínez & Vitória Cribb, Dorota Gawęda & Eglė Kulbokaitė, O grupo inteiro, Ignacio Acosta & Ina Neddermeyer, Jorgge Menna Barreto, Jota Mombaça, Jup do Bairro, Luiza Crosman, Maya Minder, Orgie & El Plvybxy, pedro frança & Darks Miranda. Curadoria: aarea. «Open Ended Encounters» é um projeto da Fundação suíça para a cultura Pro Helvetia e do aarea no contexto do programa na América do Sul «COINCIDÊNCIA».

PROGRAMA

4 de dezembro, sexta-feira

ESTRÉIA NO SITE
GRAVIDADE
CRIAÇÃO: O GRUPO INTEIRO
MAIS INFORMAÇÃO: OPEN-ENDED ENCOUNTERS

ESTRÉIA NO INSTAGRAM
Entre 4/12 e 11/12
THE TONGUE THAT BRIGHTENS THE PLANET
CRIAÇÃO: CHUS MARTINEZ E VITÓRIA CRIBB
MAIS INFORMAÇÃO: INSTAGRAM

5 de dezembro, sábado

[BR] 10 H
[CH] 2 PM

YGRG170 (Workshop)
CRIAÇÃO: DOROTA GAWĘDA & EGLE KULBOKAITĖ
INSCREVA-SE NO FORMULÁRIO: YGRG

[BR] 11 H
[CH] 3 PM
IBIRITAQUERA PEDRA FANTASMA
CRIAÇÃO: PEDRO FRANÇA & DARKS MIRANDA

[BR] 14 H
[CH] 6 PM
A MULHER DO TEMPO
CRIAÇÃO: LUIZA CROSMAN
[BR] 16 H
[CH] 8 PM
O QUE NÃO TEM ESPAÇO ESTÁ EM TODO LUGAR
CRIAÇÃO: JOTA MOMBAÇA

[BR] 18 H
[CH] 10 PM
TALLER DE MECÁNICAS
CRIAÇÃO: ORGIE + EL PLVYBXY

6 de dezembro, domingo

[BR] 11 H
[CH] 3 PM
ARCHAEOLOGY OF SACRIFICE
CRIAÇÃO: IGNACIO ACOSTA

[BR] 14 H
[CH] 6 PM
STERILE ENCOUNTERS (Workshop)
CRIAÇÃO: MAYA MINDER
INSCREVA-SE NO FORMULÁRIO: Sterile Encounters

[BR] 16 H
[CH] 8 PM
PALADAR TRIDIMENSIONAL
CRIAÇÃO: JORGGE MENNA BARRETO

[BR] 18 H
[CH] 10 PM
CRIAÇÃO: JUP DO BAIRRO
Uma performance baseada em programas matinais de televisão.

Publicado por Patricia Canetti às 12:39 PM