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janeiro 21, 2019

Chiara Banfi + Marilá Dardot + Detanico & Lain na Vermelho, São Paulo

A Vermelho apresenta, de 22 de janeiro a 2 de março, novos projetos de Chiara Banfi e de Marilá Dardot. Essas ações fazem parte de uma série de projetos que a Vermelho receberá ao longo de 2019. São mostras que se caracterizam por apresentar recortes de pesquisa ou series especificas dos artistas do elenco da galeria. Ainda estão previstos projetos de Cinthia Marcelle, Rosângela Rennó e Marcelo Cidade para os próximos meses. Na Sala Antonio de projeção, a Vermelho exibe Timewaves (capítulo II), da dupla Angela Detanico e Rafael Lain. A exibição do trabalho ocorre paralelamente a inauguração da mostra Meterológica, individual de Detanico e Lain que ocupa o Espaço Cultural Porto Seguro, em São Paulo.

The Runout é a sétima apresentação individual de Banfi na galeria. A artista mostra um conjunto de obras que dialogam diretamente com suas duas últimas exposições na Vermelho, “Gravações perdidas”, de 2013 e Notações, de 2016.

A pronúncia do mundo, também é a sétima ocupação individual de Dardot na Vermelho. O projeto compila articulações que Dardot vem realizando com livros publicados em idiomas não dominados por ela desde 2015. As obras de A pronúncia do mundo formulam novas compreensões literárias a partir de edições publicadas em diversas línguas.

Chiara Banfi: The Runout

“Ouvir música depende do reconhecimento dos entre tons, das suas posições e espacialidade.”

Do texto Interaction of color (Interação da cor), 1963, de Josef Albers

Os displays de vinis nas agora quase extintas lojas de discos mostravam paredões com muitas capas e as vezes os próprios discos, os LPs pretos e coloridos. Via aqueles displays como desenhos, como formas, e pensava menos sobre qual a música, qual o som que aqueles discos continham.

Desenhei grupos com discos sem nada gravado e os organizei conforme as qualidades e as informações dos envelopes de papel que protegiam os discos e seus sulcos. Com isso, criei, alguns anos atrás, a série Discos vazios.

Esses trabalhos me levaram ao movimento de retirar todas as outras informações que vem com o LP, a arte das capas e as informações das gravadoras nos envelopes. Queria chegar a ausência do som, desenhando uma imagem do silêncio.

Relacionei capas e discos como um estudo de forma com pontuações de cores e os chamei de “Coleção Albers”, uma referência a Josef Albers e ao seu trabalho que explora a interação cromática entre quadrados sobrepostos.

Montei coleções de ausências com sobreposições de silêncios. São discos transparentes com algumas cores, sem som; ou, discos com o ruído final, conhecido como the runout groove: uma ranhura em espiral que sinaliza o fim. Não é música, é a sonoridade de uma memória de um som que acabou.

Chiara Banfi nasceu em São Paulo, em 1979. Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Banfi já teve seu trabalho exposto em instituições nacionais e internacionais como The National Art Museum of China (Beijing, 2018), Oi Futuro (rio de Janeiro, 2017), Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, 2016), Museu de Arte Moderna (São Paulo, 2016), DHC/Art Foundation for Contemporary Art (Montreal, 2015), Museum of Contemporary Art San Diego (San Diego, 2013), Astrup Fearnley Museet (Oslo, 2013) e Fondation Cartier (Paris, 2005). Sua obra está presente em importantes coleções como Museu de Arte do Rio – MAR (Rio de Janeiro), Pinacoteca do Estado de São Paulo (São Paulo), Harvard University (Cambridge) e Museu de Arte Moderna – MAM RJ (Rio de Janeiro)

Marilá Dardot: A pronúncia do mundo

“Existir, humanamente, é pronunciar o mundo, é modificá-lo. O mundo pronunciado, por sua vez, se volta problematizado aos sujeitos pronunciantes, a exigir deles novo pronunciar.”

Do texto Pedagogia do oprimido, de Paulo Freire, 1968

Desde 2014 tenho feito trabalhos construídos a partir de pedaços de livros. Tudo começou quando fazia uma residência em Viena. Rodeada de livros escritos numa língua que não leio, minha atenção voltou-se para suas partes, para a matéria mesma de que eram feitos. Libertos de suas palavras, daqueles livros eu lia seus corpos: capas, miolos e folhas de guarda; cores, formas e desenhos de tempos e origens diversos. Lá comecei as séries Minha biblioteca e Código desconhecido. Ao longo dos anos pedaços de livros foram se acumulando no meu atelier, e daí vieram outros trabalhos: Investigação, Antologia de Inverno, Flyleaf, A pronúncia do mundo.

Alguma vez me perguntei por que eu, amante dos livros, ousava destruí-los. Descobri que a bibliofagia, como a antropofagia, podia ser libertadora. Entendi que, para além do prazer que gozo na prática formal dessas experimentações, esses trabalhos sem palavras, mudos à primeira vista, encarnam outras potências e aberturas. Seus silêncios engendram a construção dialógica de novas narrativas, um novo pronunciar do mundo, um ato de criação.

Marilá Dardot nasceu em Belo Horizonte, em 1973. Vive e trabalha em Lisboa, Portugal. Dardot já teve seu trabalho exposto em instituições nacionais e internacionais como Galpão VB (São Paulo, 2018), Seattle Art Museum (Seattle, 2017), Pera Museum (Istambul, 2017), Museu da Cidade (São Paulo, 2016), MAC Lyon (Lion, 2014), Astrup Fearnley Museet (Oslo, 2013) David Rockefeller Center for Latin American Studies (Cambridge, 2012), 29ª Bienal de São Paulo (São Paulo, 2010) e 27ª Bienal de São Paulo(São Paulo, 2016). Sua obra está presente em importantes coleções como Pera Art Museum (Istambul), Pinacoteca do Estado de São Paulo (São Paulo) e Museu de Arte Moderna – MAM SP (São Paulo). Além disso, Dardot tem no Instituto Inhotim (Brasil) um pavilhão instalado de modo permanente com uma de suas instalações, A origem da obra de arte.

Angela Detanico e Rafael Lain: Timewaves (capítulo II)

Em Timewaves, palavras aparecem e desaparecem com o passar do tempo. O movimento, como de ponteiros de relógio, quebra a sintaxe de uma página do livro The Waves, de Virginia Woolf, criando novas leituras. O trabalho marca as horas do local onde é exibido a partir do texto de abertura de cada um dos nove interlúdios do livro de Woolf, que acontecem entre o alvorecer e o anoitecer de um dia.

Apropriando-se do texto de Woolf, Angela Detanico e Rafael Lain provocam o espectador a decifrar novos códigos provenientes da linguagem verbal. Forma e sentido pedem tempo e atenção do observador, que se torna cúmplice da construção da obra.

Angela Detanico e Rafael Lain nasceram em Caxias do Sul, Brasil, em 1974 e 1973, respectivamente.Vivem em trabalham em Paris, França. Detanico e Lain já tiveram seu trabalho exposto em instituições nacionais e internacionais como Musée de l'Abbaye Sainte-Croix (Les Sables-d'Olonne, 2018), Moderna Museet (Estocolmo, 2017), Musée des Arts Décoratifs (Paris, 2017), Garage Museum of Contemporary Art (Moscou, 2015), MAC Lyon (Lion, 2014), Astrup Fearnley Museet (Oslo, 2013) 8ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre, 2011), 10ª Bienal Habana (Havana, 2009) 28ª Bienal de São Paulo (São Paulo, 2008), 52ª Biennale di Venezia – Padiglione Brasile (Veneza, 2007), 27ª Bienal de São Paulo (São Paulo, 2006), 9ª Biennale Internazionale di Architettura (Veneza, 2004), 26ª Bienal de São Paulo (São Paulo, 2004) e Palais de Tokyo (Paris, 2003/ 2002). Sua obra está presente em importantes coleções como Fonds national d'art contemporain -FNAC (Paris), Taguchi Art Collection (Japão), Cifo-Cisneros Fontanals Art Foundation (EUA) Pinacoteca do Estado de São Paulo (São Paulo), Musée des Sables d’Olonne (França) e Museu de Arte Moderna – MAM SP (São Paulo).

Publicado por Patricia Canetti às 3:13 PM


Pedro Moraleida no Tomie Ohtake, São Paulo

Parte da vigorosa e extensa produção de Pedro Moraleida, interrompida precocemente com sua morte aos 22 anos, em 1999, é apresentada pela primeira vez em São Paulo. Desde 2016, o Instituto Tomie Ohtake tem trabalhado para viabilizar a primeira retrospectiva do artista fora de sua cidade, Belo Horizonte.

Em Canção do sangue fervente, o curador Paulo Miyada reúne uma seleção de cerca de 200 trabalhos, de pinturas a poemas, que revelam a singularidade de uma obra que não se encaixou em nenhuma tendência e nem ao seu tempo. Com palavras, figuras, cores e traços, Moraleida construiu, segundo o curador, uma narrativa épica a partir de grandes séries povoadas de alegorias, símbolos e imagens de desejo, castração e violência. ‘Seu leme parece ter sido a decisão de se colocar em desacordo com toda sorte de consenso, fosse ele estético, moral ou comportamental”, destaca Miyada.

Os contemporâneos do artista na Universidade Federal de Minas Gerais, na década de 1990, surpreenderam-se por sua dedicação à pintura numa época tomada pelo conceitualismo e pelas instalações. “Pedro Moraleida rebelou-se contra o conformismo de sua geração e contra os atalhos ‘inteligentes’ que lhe pareciam estar em pauta no ensino da arte contemporânea. Decidiu que a arte precisava ser sempre um grito, um gozo, uma pústula, uma canção do sangue fervente. Alimentar-se de nossos desejos e traumas inconfessáveis, ao invés de polir a superfície cromada dos ambientes sofisticados”, afirma Miyada.

Nesta exposição, todo o esforço foi feito pelo curador para que as obras aparecessem com sua potência disruptiva e, ao mesmo tempo, amplamente contextualizadas pelas ideias e pulsões do artista. Entre os trabalhos estão diversos conjuntos de desenhos e pinturas, entremeados a textos, histórias em quadrinhos, listas, fotografias e poemas, com destaque para Faça você mesmo sua Capela Sistina, a mais ambiciosa de suas proposições, ocupando quase uma sala inteira. “Encontram-se do retrato passional da amizade até a escatologia visceralmente lançada sobre todo e qualquer símbolo de poder, passando por desabafos de inadequação social e por desaforos ao bom mocismo intelectualóide, com inúmeras referências ao sexo, invariavelmente combinadas com sinais de violência, mutilação e morte – obsessão por um prazer que por algum motivo permanece interditado”, ressalta Miyada. Para o curador ainda, toda provocação emanada pela obra de Moraleida foi antes de tudo vivida por ele, em uma trajetória de excessos e angústias. “Era ele mesmo quem não aceitava se assentar em qualquer senso comum ou atenuação da arte e da vida. Essa intensidade custou sua vida”.

Após a morte do artista, seus pais Luiz Bernardes e Nilcéa Moraleida convidaram o jovem professor Gastão Frota e colegas – Cinthia Marcelle, Emílio Maciel, Pedro Bozzolla e Sara Ramo – para fazer o primeiro levantamento da obra de Moraleida e a curaradoria de uma exposição que ocupou todas as salas de um antigo hospital infantil abandonado, em Belo Horizonte com uma ampla seleção de suas mais de 450 pinturas, 1450 desenhos, 400 textos e 100 experimentos sonoros.

Desde então, pesquisadores e curadores como Marcos Hill, Rodrigo Moura, Camila Bechelany, Maria Inês Coutinho, Solange Pessoa, Augusto Nunes Filho, Adriano Gomide, Walter Sebastião e Veronica Stigger debruçaram-se sobre seu trabalho em mais de uma ocasião. Ainda assim, este só circulou amplamente há pouco tempo, primeiro quando Juliana Cintra mostrou seus trabalhos, na 5ª Edição da “Exposição de Verão” da Galeria Box 4, em janeiro de 2008, no Rio de Janeiro, mas, principalmente, quando Cinthia Marcelle indicou a participação de Moraleida na mostra itinerante Imagine Brazil (Oslo, Lyon, Doha, Montreal e São Paulo, entre 2013 e 2015). No ano passado, uma mostra retrospectiva no Palácio das Artes em Belo Horizonte cativou amplo debate público.

Publicado por Patricia Canetti às 12:41 PM


Marcia Beatriz Granero na Darling's Attic, Reino Unido

Darling Pearls & Co convidou Márcia Beatriz Granero e Jaque Jolene para residência artística no Darling’s Attic em dezembro de 2018 para produzir um novo corpo de trabalho como parte de sua primeira exposição individual no Reino Unido. A curadora Alessandra Falbo, fã de Jaque, queria ser a pioneira nessa aventura.

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Jaque Jolene foi inicialmente relutante em aceitar o convite, devido ao clima de Londres. Márcia convenceu Jaque de que o espaço que ficaria é quente, seguro e silencioso no qual paparazzi não iria encontrá-la. Mas não foi o que aconteceu!

Darling Pearls recebeu a celebridade brasileira, que participou de muitos eventos especiais além de trabalhar em quatro diárias de filmagem e fotografias. Ela esteve nessa turnê em Londres em grande estilo!

Pining for Pearls reúne, neste contexto, três Pérolas [Pearls] [1], peças de videoarte, acompanhadas por série de fotografias que, em sua maioria, registram alguns momentos que os paparazzis perseguiram Jaque Jolene em Londres.

Marcia Beatriz Granero vive e trabalha em São Paulo como artista visual e produtora independente. Seus projetos exploram a criação do personagem Jaque Jolene, gravado em vídeos e fotografias. Jaque é o centro do trabalho, uma entidade fictícia que habita o corpo de Marcia Beatriz. A artista colabora com a criação em ações performativas que resultam em vídeos, fotografias e instalações. A linguagem cinematográfica é explorada não para minar as falácias de construções cinematográficas, mas como um dispositivo para investigação e apresentação de seus arredores.

[1] O termo vídeo Pérolas foi escolhido pela artista como desvio do termo “vídeo-pílula”.

[2] Tablóide neste caso é referência à palavra “Tabloid”, usada inicialmente por uma companhia farmacêutica inglesa quando esta começou a comercializar remédios em forma de cápsulas e, ao mesmo tempo, ao sentido da palavra adquirido no contexto do jornalismo no começo da década dos anos mil e novecentos. O “The Sun” é um exemplo atual de jornal tablóide.


Darling Pearls & Co invited Márcia Beatriz Granero and Jaque Jolene for a residency @Darling’s Attic in December (2018) to produce a new body of work as part of their first solo UK exhibition. They are an established duo in Brazil that has been collaborating in performances for over eight years. Reflections about the sites in which these take place as well as about class, gender and the self are inherent to their practice.

Jaque Jolene was initially reluctant to accept the invitation due to the London weather. After all, her country of origin is tropical. Márcia convinced her that the attic is warm and very private, a safe and silent location in which paparazzi would not find her. Márcia has also dedicated some time looking at and showing to J.J. the origin of tabloids and the news about the Royal Family as presented by Brazilian media outlets. She states that J.J. and Di would have been great friends and confidants as they are, in many ways, similar. These two have in common a history of winning the day with a hat trick!

As Jaque Jolene finally agreed to the trip, Darling Pearls is happy to announce that the speechless Brazilian celebrity is booked to attend a few special meetings. She will be touring London in style!

On December 15th there will be a meet and greet with her at Darling’s Attic. At the event, exclusive Pearls will be presented. These will be short films and photographs that document Jaque Jolene’s path and discoveries about herself in London. We’re looking forward to seeing you at the ceremony which will also include jars of Hard Christmas Candy.

A note from Alessandra Falbo, the curator:

Darling Pearls has been a fan of Jaque Jolene since she saw a couple of pieces in which she features at the event and exhibition Carnaval at Belli Fuori (London, UK)[1]. From different backgrounds, the cat and J.J. share a certain love for luxury and are constantly receiving jeweled gifts. They’ve been pining for their fabulous encounter while Márcia and I work day and night to ensure their safety in this joint venture.

[1] Belli Fuori is Darling’s favourite beauty salon. Its first branch, where Carnaval took place by Giovanna Distefano’s invitation, is located on Chatsworth Rd., just five minutes walk away from Darling’s Attic. The artworks there shown were soon also included in the exhibition Southern Revelries (Athens, Greece). And, on the following year, Darling presented a screening of three of the artist’s films at Topologies of an Ad Hoc Future (Athens, Greece). Darling reached the amazing people and businesses involved in J.J.’s exhibitions this far for help and/or advice. She has also partnered with Paper Dress Vintage, best store she’s seen in Hackney for “vintage garments sourced from the UK from 1900-80’s”, meeting, in this way, J.J.’s outfit and accessories needs. Special thank you to all of you who made J.J.’s visit possible !!!!!

Marcia Beatriz Granero is a Brazilian artist and independent producer currently based in São Paulo. Her projects explore the creation of the character, Jaque Jolene, recorded in videos and photographs. Jaque is the centre of the work, a fictional autobiographical entity who from time to time inhabits Márcia Beatriz Granero’s body. The artist collaborates with her creation in performative actions as they visit historic buildings where cultural institutions are established. These performances result in videos, photographs and installations. In them, cinematic language is explored not in order to undermine the fallacies of cinematic constructions but as a device for investigation and presentation of their surroundings. (www.marciabeatrizgranero.com)

Publicado por Patricia Canetti às 11:37 AM


Daniela Antonelli na Mul.ti.plo, Rio de Janeiro

Daniela Antonelli volta à Mul.ti.plo a partir de 22 de janeiro explorando diferentes elementos em sua pesquisa

Recorrendo à figuração e à mistura de cores, Daniela Antonelli exibe na Mul.ti.plo Espaço Arte, no Leblon, sua individual Las equivocaciones se págan, de 22 de janeiro a 9 de março. Casas, bonecos, árvores, pirâmides, peixes e frases surgem sobre papel e telas aguadas de nanquim criando composições que geram certo estranhamento e curiosidade. Nesta exposição, sua visão de mundo e referências aparecem de forma mais direta, em um universo que reúne cerca de 25 desenhos em pequenos formatos feitos com nanquim e pigmentos sobre papel algodão, juntos a duas telas em maior formato e alguns objetos. Os trabalhos foram selecionados dentre uma centena deles, realizados ao longo de 2018, num contexto pessoal e sócio-político de alguma luz, muitas sombras e incertezas.

Foi do filme “Los Olvidados” (Os Esquecidos, 1950), do diretor Luiz Buñuel - cineasta de fundamental posição no movimento surrealista, que a artista retirou o título “Las equivocaciones se págan”, ou simplesmente “Os erros se pagam”. Trata-se aqui de uma frase dita no filme, aludindo a violenta rotina de meninos de rua na Cidade do México..

Daniela conta que nestes últimos 10 anos convergiu sua pesquisa e trabalho na busca do essencial na sua composição, explorando os limites das cores primárias, grids, pontos, traços e linhas criando composições abstratas.

“Demorei muito tempo para misturar as cores, pois não queria usá-las de maneira gratuita. Assim trabalhei durante anos com azul, vermelho, preto e amarelo separadamente. Em determinado momento percebi que era hora de experimentar as cores em conjunto. Também comecei a utilizar elementos figurativos para expressar ideias. Meu trabalho, que sempre foi abstrato, ganhou uma nova camada.

Para o curador Felipe Scovino, que assina o texto crítico da exposição, a obra de Daniela tem uma delicadeza do traço, mas ao mesmo tempo é forte, já que cai no terreno da morte, da angústia, de escolhas de vida. Ele ressalta que a exposição vai abranger as três técnicas que a artista trabalha porque existe uma relação em comum entre as obras:

“Os trabalhos conversam com questões como corpo, carnalidade, matéria e esses campos estão presentes nestes três suportes. Além do fato de que é um trabalho muito onírico, tem a ver com sonhos, experiências, questões existenciais. É uma artista muito autoral”.

Maneco Müller, sócio da Mul.ti.plo, ressalta que “o espetáculo não interessa à Daniela”:

“Daniela escolheu ser uma caminhante. No processo, ela vai criando sem ver o que há depois da curva. É uma trajetória muito singular e corajosa. Ela não está preocupada em ‘construir catedrais’, mas com o caminho e as encruzilhadas que se apresentam. Quando você acha que ela vai dobrar à direita, ela vai para a esquerda. Sempre uma surpresa, mesmo que você seja um conhecedor de suas obras. É um trabalho que leva o espectador, desde o mais culto ao mais ingênuo, a indagações. Como uma pergunta, que nos faz pensar”.

Sobre Daniela Antonelli

Rio de Janeiro. 1981. Formada em design gráfico, Daniela Antonelli desenvolve sua pesquisa no campo do desenho e da escultura. Participou de exposições coletivas, dentre as mais recentes “Elas por elas”, na galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro (2018), “Molde, conversas em torno da escultura e do corpo feminino” na galeria Anita Schwartz, Rio de Janeiro (2017) e “Mues”, na Galerie 24b, Paris (2016). Participou também de salões como o Novíssimos, na Galeria de Arte Ibeu, e Abre Alas, na galeria A Gentil Carioca (2011. Realizou sua mais recente exposição individual intitulada “Telúrica” na galeria Cândido Portinari - UERJ (2016) além de ter realizado mostras individuais nas Galerias Mul.ti.plo (RJ), Mercedes Viegas (RJ) e Oscar Cruz (SP). No ano de 2013, participou da residência Residency Unlimited, em Nova York, através do Programa de intercâmbio e Difusão Cultural, com patrocínio do Ministério da Cultura. Também em 2013 foi contemplada com uma bolsa-residência na Fundação West Dean, na Inglaterra.

Publicado por Patricia Canetti às 10:32 AM


janeiro 20, 2019

Antonio Dias na Nara Roesler NY, EUA

Galeria Nara Roesler | New York tem o prazer de apresentar, pela primeira vez nos Estados Unidos, Ta Tze Bao (1972), obra seminal de Antonio Dias. De uma série que remete ao Watergate, a instalação composta de 14 partes empresta seu título dos jornais murais chineses, que cobriam paredes das cidades na China com slogans, denúncias e sátiras durante a Revolução Cultural Chinesa. Em Ta Tze Bao, o artista se apropria da forma como uma lente para examinar a política e o papel da mídia no Ocidente. A obra foi exibida, pela primeira vez em 33 anos, em setembro de 2018 na Galeria Nara Roesler | São Paulo, como parte do que se tornou uma exposição em memória do artistas, falecido semanas antes.

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SOBRE ANTONIO DIAS

Antonio Dias (1944– 2018) é um dos nomes mais importantes da arte brasileira no século XX, tendo conquistado reconhecimento internacional logo no começo da carreira, em meados dos anos 1960. Iniciou sua produção artística produzindo obras marcadas pelo conteúdo de crítica política na forma de desenhos, pinturas e assemblages permeados por elementos do Neofigurativismo e da Pop Art brasileiros, o que lhe rendeu o rótulo de representante da Nova Figuração brasileira e o conduziu à IV Bienal de Paris (1965), na qual recebeu o prêmo de pintura. Sua prática, no entanto, estabelece um diálogo com o legado dos movimentos concreto e neoconcreto e o impluso revolucionário da Tropicália.

A premiação da Bienal de Paris possibilitou ao artista seguir para a Europa, onde, depois de um período em Paris, acabou se estabelecendo em Milão. Ali, adotou uma abordagem conceitual, criando pinturas, filmes, vídeos, registros e livros de artista, utilizando cada uma dessas mídias para questionar o sentido da arte. Ao abordar o erotismo, o sexo e a opressão política de forma lúdica e subversiva, construiu uma obra ímpar e conceitual, repleto de elegância formal, entremeada por questões políticas e críticas contundentes ao sistema da arte. Na década de 1980, voltou novamente sua atenção à pintura, realizando experimentos com pigmentos metálicos e minerais como ouro, cobre, óxido de ferro e grafite, misturados a aglutinantes diversos. A maioria de suas obras desse período possuem um brilho metálico e contêm uma grande variedade de símbolos – ossos, cruzes, retângulos, falos – que remetem às suas primeiras produções.

Antonio Dias apresentou suas obras em mais de uma centena de exposições individuais e coletivas nas mais importantes instituições do mundo. Suas principais individuais mais recentes incluem: Anywhere Is My Land, Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo (2010), e Daros Latinamerica, Zurique, Suíça (2009-2010); e Antonio Dias – O país inventado, que itinerou por diversas instituições brasileiras entre 2000 e 2003, como o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ) e o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP). Entre as coletivas, pode-se destacar: Memories of Underdevelopment: Art and the Decolonial Turn in Latin America, 1960-1985, apresentada no Museum of Contemporary Art San Diego (MCASD), San Diego, EUA, como parte do II Pacific Standard Time: LA/LA (2017); Internatio nal Pop, Philadelphia Museum of Art, Philadelphia, e Walker Art Center, Minneapolis, EUA (2015-2016); The World Goes Pop, Tate Modern, London, RU (2015-2016); Transmissions: Art in Eastern Europe and Latin America, 1960-1980, The Museum of Modern Art (MoMA), Nova York, EUA (2015), e Made in Brasil, Casa Daros, Rio de Janeiro (2015). Participou de diversas edições de bienais, como a Bienal de São Paulo (1981, 1994, 1998 e 2010), a Bienal do Mercosul (1997, 2005) e a Bienal de Paris (1965 e 1973). Suas obras estão presentes em importantes coleções institucionais ao redor do mundo, como: Coleção Sattamini – MAC-Niterói, Rio de Janeiro, Brasil; Daros Latinamerica Collection, Zurique, Suíça; Instituto Itaú Cultural, São Paulo, Brasil; Museum Ludwig, Colônia, Alemanha; Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA), Buenos Aires, Argentina; Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), São Paulo, Brasil; The Museum of Modern Art (MoMA), Nova York, EUA; e Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil.

SOBRE PAULO SERGIO DUARTE

Paulo Sergio Duarte (n. 1946, João Pessoa, PA) é crítico, historiador e professor de arte. Estudou Filosofia na Universidade Federal do Rio de Janeiro e Ciências S ociais na Universidade Católica do Rio de Janeiro. Em 1969, mudou-se para Paris onde morou até 1978 e estudou na Universidade de Paris VII e na École des Hautes Études en Sciences Sociales. Seu primeiro texto sobre arte contemporânea foi publicado em 1973, na Art Press, n. 6, sobre o trabalho de Antonio Dias. Além de suas atividades docentes, publicou muitos artigos e ensaios sobre a arte moderna e contemporânea, dirigiu programas educacionais e culturais para o governo federal, estadual e municipal no Rio de Janeiro e foi curador de exposições no Brasil, dentre elas a 5ª Bienal do Arte do Mercosul em 2005 e o programa Rumos Itaú Cultural 2008-2009.


Galeria Nara Roesler | New York is pleased to present for the first time in the United States, Antonio Dias’ seminal work, Ta Tze Bao (1972). From a series addressing Watergate, the fourteen-part installation takes its title from the “big character posters” which covered public spaces in China with slogans, denunciations, and satire during the concurrent Cultural Revolution. In Ta Tze Bao, the artist appropriates the form as a lens to examine media and politics in the West. The work was shown in September 2018 at Galeria Nara Roesler | São Paulo for the first time in 33 years, as part of what became a memorial exhibition just weeks after Dias’ untimely death.

ABOUT ANTONIO DIAS

Antonio Dias (1944–2018) is one of the leading figures in 20th century Brazilian art, having achieved international recognition early on in his career, during the mid-1960s. His early offerings were politically-infused drawings, paintings and assemblages permeated by elements from Brazilian Neo-Figurativism and Pop Art, which earned him the status of representative of New Brazilian Figuration and got him into the IV La Biennale de Paris (1965), whose painting prize he won. His practice, however, converses with the legacy of the concrete and neo-concrete movements, as well as the revolutionary drive of Tropicália.

The Biennale de Paris prize enabled him to travel across Europe, and following a stint in Paris he settled in Milan. There, he embraced a conceptual approach, creating paintings, films, videos, documentation and artist’s books, and tapping into each of those mediums to question the meaning of art. In approaching eroticism, sex and political oppression in a playful, subversive way, he built an unparalled, conceptual oeuvre brimming with formal elegance, interspersed with political issues and scathing critiques of the art system. In the 1980s, he turned to painting anew, experimenting with metallic and mineral pigments like gold, copper, iron oxide and graphite, mixed with various binders. Most of his works from this period boast a metallic sheen and contain a wide variety of symbols – bones, crosses, rectangles, phalluses – reminiscent of his earliest works.

Antonio Dias’ work has been featured in over a hundred solo and group shows in major venues around the world. Recent solo shows include: Anywhere Is My Land, São Paulo State Art Gallery (Pinacoteca), São Paulo (2010), and Daros Latinamerica, Zurich, Switzerland (2009-2010); and Antonio Dias – O país inventado, featured in several Brazilian venues from 2000 to 2003, including the Rio de Janeiro Museum of Modern Art (MAM-RJ) and the São Paulo Museum of Modern Art (MAM-SP). Group shows include: Memories of Underdevelopment: Art and the Decolonial Turn in Latin America, 1960-1985, at the Museum of Contemporary Art San Diego (MCASD) in San Diego, USA, as part of II Pacific Standard Time: LA/LA (2017 ); International Pop, Philadelphia Museum of Art in Philadelphia, and the Walker Art Center in Minneapolis, USA (2015-2016); The World Goes Pop, Tate Modern, London, UK (2015-2016); Transmissions: Art in Eastern Europe and Latin America, 1960-1980, The Museum of Modern Art (MoMA), New York, USA (2015), and Made in Brasil, Casa Daros, Rio de Janeiro (2015). His work was also featured in several biennial shows, including the São Paulo Art Biennial (1981, 1994, 1998 and 2010), the Mercosur Biennial (1997, 2005) and La Biennale de Paris (1965, 1973). Dias’ art is in major institutional collections around the world, including: Coleção Sattamini – MAC-Niterói, Rio de Janeiro, Brazil; Daros Latinamerica Collection, Zurich, Switzerland; Instituto Itaú Cultural, São Paulo, Brazil; Museum Ludwig, Cologne, Germany; Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA), Buenos Aires, Argentina; São Paulo Museum of Modern Art (MAM-SP), São Paulo, Brazil; The Museum of Modern Art (MoMA), New York, USA; and São Paulo State Art Gallery (Pinacoteca), São Paulo, Brazil.

ABOUT PAULO SERGIO DUARTE

Paulo Sergio Duarte (b. 1946, João Pessoa, PA) is an art critic, historian and professor. He studied Philosophy at the Federal University of Rio de Janeiro and Social Sciences at the Catholic University of Rio de Janeiro. In 1969, he moved to Paris where he lived through 1978 and studied at the University of Paris VII and at the École des Hautes Études en Sciences Sociales. His first essay on contemporary art was published in 1973 in Art Press, n. 6, about (the) Antonio Dias’ work. In addition to his teaching activities, he published many articles and essays on modern and contemporary art, directed educational and cultural programs for Rio de Janeiro’s federal state and municipal government and curated exhibitions in Brazil, including the the 5th Art Biennial of Mercosur (5th Mercosur Biennial) in 2015 and the Rumos Itaú Cultural 2008-2009 program.

Publicado por Patricia Canetti às 4:12 PM