Página inicial

Blog do Canal

o weblog do canal contemporâneo
 


agosto 2020
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
            1
2 3 4 5 6 7 8
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
23 24 25 26 27 28 29
30 31          
Pesquise no blog:

Arquivos:
agosto 2020
julho 2020
junho 2020
maio 2020
abril 2020
março 2020
fevereiro 2020
janeiro 2020
dezembro 2019
novembro 2019
outubro 2019
setembro 2019
agosto 2019
julho 2019
junho 2019
maio 2019
abril 2019
março 2019
fevereiro 2019
janeiro 2019
dezembro 2018
novembro 2018
outubro 2018
setembro 2018
agosto 2018
julho 2018
junho 2018
maio 2018
abril 2018
março 2018
fevereiro 2018
janeiro 2018
dezembro 2017
novembro 2017
outubro 2017
setembro 2017
agosto 2017
julho 2017
junho 2017
maio 2017
abril 2017
março 2017
fevereiro 2017
janeiro 2017
dezembro 2016
novembro 2016
outubro 2016
setembro 2016
agosto 2016
julho 2016
junho 2016
maio 2016
abril 2016
março 2016
fevereiro 2016
janeiro 2016
dezembro 2015
novembro 2015
outubro 2015
setembro 2015
agosto 2015
julho 2015
junho 2015
maio 2015
abril 2015
março 2015
fevereiro 2015
janeiro 2015
dezembro 2014
novembro 2014
outubro 2014
setembro 2014
agosto 2014
julho 2014
junho 2014
maio 2014
abril 2014
março 2014
fevereiro 2014
janeiro 2014
dezembro 2013
novembro 2013
outubro 2013
setembro 2013
agosto 2013
julho 2013
junho 2013
maio 2013
abril 2013
março 2013
fevereiro 2013
setembro 2012
agosto 2012
junho 2012
abril 2012
março 2012
fevereiro 2012
novembro 2011
setembro 2011
agosto 2011
junho 2011
maio 2011
março 2011
dezembro 2010
novembro 2010
outubro 2010
setembro 2010
junho 2010
fevereiro 2010
janeiro 2010
dezembro 2009
novembro 2009
maio 2009
março 2009
janeiro 2009
novembro 2008
setembro 2008
agosto 2008
julho 2008
maio 2008
abril 2008
fevereiro 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
agosto 2007
junho 2007
maio 2007
março 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
setembro 2005
agosto 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
março 2005
fevereiro 2005
janeiro 2005
dezembro 2004
novembro 2004
outubro 2004
setembro 2004
agosto 2004
junho 2004
maio 2004
abril 2004
março 2004
janeiro 2004
dezembro 2003
novembro 2003
outubro 2003
agosto 2003
As últimas:
 

agosto 4, 2020

Marcius Galan na Luisa Strina, São Paulo

O atrito e a oposição entre materiais de naturezas contrárias são o assunto principal da próxima exposição solo de Marcius Galan na galeria. O artista apresenta esculturas inéditas feitas ou finalizadas com materiais que têm uma relação de incompatibilidade entre si, como por exemplo uma superfície áspera e outra lisa, um elemento de alta densidade e outro líquido/fundido.

[scroll down for English version]

As obras que dão título à exposição Fervor são três esculturas de madeira maciça em que Galan fez um sulco, retirando matéria do topo delas, sobre o qual jogou posteriormente bronze fundido, em maior ou menor quantidade, de modo que o metal derretido queimou parte da madeira ou transbordou o sulco e cobriu parte do hexaedro. Fervor (2020) é, portanto, um trabalho que parte de dois materiais clássicos da escultura para, gerando um atrito corrosivo entre eles, promover uma conversa das incompatibilidades.

A relação de calor ou pressão comparece simbolicamente na obra Desenho Explodido, que representa um esquema geométrico de um vulcão em erupção. Sob a lente matemático-abstrata de Galan, vulcão equivale a cone e erupção, a um sarrafo cilíndrico patinado de vermelho localizado no núcleo do cone, a que os olhos têm acesso devido ao corte de uma seção do volume. A ideia de diagrama isométrico já havia sido explorada pelo artista em trabalhos como Área Comum (2008), Equação em suposto equilíbrio (2013), e Ponto (2015).

Seção Diagonal (2008), uma das obras mais conhecidas do artista, trata das experiências que ele faz com planos de corte e outras apropriações da linguagem da engenharia. Galan opera no limiar entre a aplicação matemática e a sugestão do conflito e da destruição, uma vez que implosões, explosões, seccionamentos, quebras e partições estão subentendidos no vocabulário do desenho técnico. Na exposição Fervor, a coluna de concreto com cunhas de madeira da série Straight Segment é uma síntese de tal ambiguidade: “O que mantém uma estrutura em pé ou um plano apoiado em outro é o atrito”, analisa.

O curador Tiago de Abreu Pinto, que assina o texto sobre a mostra, comenta sobre Coluna (Straight Segment): “A cunha parece sublinhar as intenções, os equilíbrios; da intrusão, mas pertinente intervenção. Não bastasse isso, nesse corpo estranho encontramos a força da obviação dessa matéria. A presença dos fatos incontornáveis. E, por não se limitar a nenhum dos sentidos anteriores se amplia e se transforma em reduto impessoal, espaço de influxo universal. A cunha cavou seu espaço: resistiu”.

Mais adiante, Tiago define assim a pesquisa recente de Marcius: “ele nos apresenta o espaço de contato: atritivo, convulsivo, fervoroso”. As obras da série Contato (2020) consistem na convivência conflituosa entre superfícies automotivas impecavelmente lisas e um segundo plano de textura inconfundivelmente áspera. O atrito entre os dois planos é o que os torna únicos e humanizados, belos. Fervor é a quinta exposição individual de Marcius Galan na Galeria Luisa Strina.

Em respeito às recomendações das autoridades de saúde, a reabertura da galeria, a partir de 4 de agosto, acontece com horário de visitação reduzido (das 11h às 16h) e apenas com agendamento de horário. As exposições individuais de Marcius Galan (sala 1) e Muntadas (sala 2), assim como a coletiva Nuestra América, no anexo da Galeria Luisa Strina, podem ser visitadas presencialmente, com agendamento pelo Google Forms ou através do e-mail assistente@galerialuisastrina.com.br. A partir do dia 4, a galeria e o anexo voltam a operar, sempre com limite de pessoas dentro das salas expositivas e obrigatoriedade de uso de máscara para entrar nos dois espaços.
 
SOBRE O ARTISTA

Herdeiro, por um lado, da arte conceitual, pela crítica à experiência retiniana na arte, e, por outro, do construtivismo, pela aproximação da obra com o mundo real, Marcius Galan é um dos principais expoentes da arte experimental dos anos 2000. O artista não se restringe a uma linguagem ou suporte, assim como transita com liberdade entre campos do conhecimento (das ciências exatas, como a física e a matemática, às geociências e humanidades), e costuma opor a maneira como os objetos são percebidos às propriedades físicas dos materiais.

Exposições individuais recentes incluem: Água Parada, Auroras, São Paulo (2019); Instrumentos de Precisão, Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil (2018); Mará-obi, Capela do Morumbi, São Paulo (2018); Line Weight, Galerija Gregor Podnar, Berlim (2017); Planta / Corte , Galeria Luisa Strina, São Paulo (2015); Arquitecturas del Desarraigo , Ideobox Artspace, Miami (2014); Diagrama , NC -Arte , Bogotá (2013); Geometric Progression, White Cube, Londres (2013).

Exposições coletivas recentes incluem: Stories of Abstraction: Contemporary Latin American Art in the Global Context, Phoenix Art Museum, Phoenix, EUA  (programada – 2020); Visão Geral, Galeria da Mata, Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil (2019); Plural Domains – Selected work from the CIFO Collection, Bienal de Cuenca, Museo de la Ciudad, Cuenca, Equador (2018); MAM 70, Museu de Arte Moderna, São Paulo, (2018); Avenida Paulista, MASP – Museu de Arte de São Paulo (2017); El Arte y el Espacio, Guggenheim, Bilbao (2016); De lo espiritual en el arte, MAMM – Museo de Arte Moderno de Medellín (2016); Brazil, Beleza?! Contemporary Brazilian Sculpture, Museum Beelden aan Zee, Haia (2016); Imaterialidade, Sesc Belenzinho, São Paulo (2015); Empty House , Luhring Augustine, Nova York (2015); Question Centre, Pivô, São Paulo (2014); Inside, Palais de Tokyo, Paris (2014); Cruzamentos: Contemporary Art in Brazil , Wexner Center for the Arts, Columbus (2014); 30ª Bienal de São Paulo (2013); ’My Third Country’, Frankdael, Amsterdam (2013); Blind Field, Kannert Art Museum e Kinkead Pavillion, Illinois (2013).

Coleções das quais seu trabalho faz parte incluem: Museu Serralves, Portugal; Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil; Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro, Brasil; Museum of Fine Arts Houston, EUA; Phoenix Art Museum, EUA; Coleção Jumex , México; Instituto Inhotim, Brasil; Cifo Cisneros Fontanals, EUA; Coleção Zabludowicz Collection, Inglaterra; Instituto Figuereido Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil; MUBE, Brasil.


Friction and opposition among materials from contrary natures are the main subject of Marcius Galan’s next exhibition in the gallery. The artist presents new sculptures made of or finalized with materials that have a relation of incompatibility between them, for instance a rough surface against a smooth one, a high-density element in opposition to another that is liquid/cast.

The title to the exhibition Fervor comes from the three solid wooden sculptures where Galan made a groove, removing material from their top, then subsequently he has poured molten bronze in different quantities, and as a result the molten metal has burned part of the wood or, as it overflowed the groove, has covered part of the hexahedron. Therefore, Fervor (2020) is a work that starts from two classic sculpture materials in order to generate a corrosive friction between them, to promote a dialogue about incompatibilities.

The heat and/or pressure relation appears symbolically in the piece Desenho Explodido (Exploded Drawing), which shows an erupting volcano geometric scheme. Under Galan’s mathematical-abstract lens, a volcano is equivalent to a cone and, eruption to a red patinated cylindrical batten, placed in the core of the cone, so the eyes have access through a cutting in the volume’s section. The artist had already explored the idea of an isometric diagram in works such as Common Area (2008), Equation in supposed balance (2013), and Point (2015).

One of the artist’s best-known works, Seção Diagonal (Diagonal Section, 2008) deals with his experiments on cutting plans and other appropriations of engineering language. Galan operates on the threshold between the mathematical application and the conflict or destruction suggestions, as implosions, explosions, sectioning, breaks and partitions are implied in the technical design vocabulary. In the Fervor exhibition, the concrete column with wooden wedges in the Straight Segment series is a synthesis of such ambiguity: “Friction is what keeps a structure standing or what keeps a plane supported by another one”, he analyzes.

The curator Tiago de Abreu Pinto, who writes the exhibition text, comments on Coluna (Straight Segment): “The wedge seems to underline the intentions, the balances; intrusion, but pertinent intervention. As if that was not enough, the strength of this material obviousness is found in this foreign body. The presence of compelling facts. And, being not limited to any of the previous meanings, it expands and becomes an impersonal stronghold, a space of universal influx. The wedge has dug its space: it has resisted”.

Further on, Tiago defines Marcius’ recent research: “he presents us the contact space: attractive, convulsive, zealous”. The pieces in the Contact series (2020) result from the conflicting coexistence between impeccably smooth automotive surfaces and an unmistakably rough texture background. The friction between the two planes is what makes them unique and humanized, beautiful. Fervor is Marcius Galan’s fifth solo exhibition at Galeria Luisa Strina.

Publicado por Patricia Canetti às 10:13 AM


julho 31, 2020

Mural de Beatriz Milhazes, Gamboa Seasons, em La Jolla

O mural de Beatriz Milhazes, Gamboa Seasons em La Jolla, é a reprodução de Gamboa Seasons, uma série de quatro pinturas acrílicas sobre tela: Love Summer, Autumn Love, Winter Love e Spring Love (2010), mostradas pela primeira vez na Fundação Beyeler na Suíça em 2011.

[scroll down for English version]

Utilizando uma estrutura de abstração geométrica vibrante, as quatro estações são expressas visualmente da esquerda para a direita. Cada estação é representada em diferentes dimensões como referência à sua intensidade no Rio de Janeiro: um verão espetacular, um outono agradável, passando por um inverno modesto - estrangeiro -, que nos leva a uma primavera encantadora.

As pinturas vívidas e caleidoscópicas de Beatriz agora são revisitadas como uma instalação em larga escala, levando o espectador a diferentes emoções, espectro de cores e imagens exclusivas de cada estação do ano. O Gamboa Seasons na estrutura de La Jolla é pontuado por conjuntos recorrentes de motivos de arabescos inspirados na cultura brasileira. Cerâmica, rendas, decoração de carnaval, música e arquitetura barroca colonial são reinventadas para evocar a estação correspondente. O espectador é conduzido por uma jornada linear e não linear à medida que o trabalho se desenrola entre abstração e representação. Paletas de cores contrastantes e combinações incomuns de formas evocam simultaneamente uma alegria ilimitada e uma tensão inquietante à medida que a composição se desdobra em um drama visual extático.

Beatriz Milhazes é uma artista brasileira, conhecida por suas pinturas em grande escala, além de colagens, gravuras e esculturas. O trabalho de Milhazes se baseia nas tradições latino-americanas e européias. Citando ópera, música clássica e popular brasileira como influências, o estilo de Milhazes é imbuído de uma energia otimista dentro das listras, linhas, formas circulares e raios espalhados por suas composições. O cuidadoso equilíbrio de harmonia e dissonância em seu trabalho, combinado com sua paleta tecnicolor, é evidência da forte influência de mestres do século XX como Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Matisse, Kandinksy e Delaunay.

Milhazes representou o Brasil na Bienal de Veneza 2003. Ela teve inúmeras exposições individuais e coletivas notáveis ​​em várias instituições, incluindo o Jewish Museum, Nova York, NY; Pérez Art Museum, Miami, FL; o Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris, FR; a Fundação Cartier pour l'art contemporain, Paris, FR; e a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Seu trabalho está presente em várias coleções permanentes, incluindo o Solomon R. Guggenheim Museum, Metropolitan Museum of Art e Museum of Modern Art, Nova York, NY; Carnegie Museum of Art, Pittsburgh, PA; Museu Nacional Centro de Arte Reina Sophia, Madri, Espanha; Museu de Arte Contemporânea do Século XXI, Kanazawa, Japão; Centre Pompidou, Paris, França; e Worcester Art Museum, Worcester, MA.

Milhazes é uma figura de proa da geração de arte brasileira dos anos 80, caracterizada pelo retorno de jovens artistas à pintura. Ela mora no Rio, onde nasceu em 1960, e trabalha lá em um estúdio com vista para o Jardim Botânico.

Ver abaixo a lista de artistas / murais encomendados em ordem cronológica inversa, com os murais atualmente em exibição marcados em negrito.


Beatriz Milhazes’ mural, Gamboa Seasons in La Jolla, is the reproduction of Gamboa Seasons, a series of four acrylic on canvas paintings: Summer Love, Autumn Love, Winter Love, and Spring Love (2010), first shown at the Beyeler Foundation in Switzerland in 2011.

Utilizing a structure of vibrant, geometric abstraction, the four seasons are visually expressed from left to right. Each season is represented in different dimensions as a reference to their intensity in Rio de Janeiro: a spectacular Summer, a pleasant Autumn, passing through a modest – foreign – Winter, that leads us into a lovely Spring.

Beatriz’s vivid, kaleidoscopic paintings are now revisited as a large-scale installation, leading the viewer through the different emotionality, color-spectrum, and imagery unique to each of the seasons. Gamboa Seasons in La Jolla’s structural framework is punctuated by recurring sets of arabesque motifs inspired by Brazilian culture. Ceramics, lacework, carnival decoration, music, and Colonial baroque architecture are reimagined to evoke the corresponding season. The viewer is led through both a linear and non-linear journey as the work plays between abstraction and representation. Contrasting color-palettes and unusual shape combinations concurrently evoke an unbound joy and an unsettling tension as the composition unfolds into an ecstatic visual drama.

Beatriz Milhazes is a Brazilian artist, well known for her large-scale paintings, as well as collages, prints and sculpture. Milhazes’ work draws from both Latin American and European traditions. Citing opera, classical, and popular Brazilian music as influences, Milhazes’ style is imbued with an upbeat energy within the stripes, lines, circular forms, and rays scattered throughout her compositions. The careful balance of harmony and dissonance in her work, combined with her technicolor palette, are evidence of the strong influence of such 20th century masters as Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Matisse, Kandinksy, and Delaunay.

Milhazes represented Brazil at the 2003 Venice Biennale. She has had numerous notable solo and group exhibitions at various institutions including the Jewish Museum, New York, NY; Pérez Art Museum, Miami, FL; the Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris, FR; the Fondation Cartier pour l'art contemporain, Paris, FR; and the Pinacoteca do Estado de Sao Paulo. Her work is held in a number of permanent collections including the Solomon R. Guggenheim Museum, Metropolitan Museum of Art and Museum of Modern Art, New York, NY; Carnegie Museum of Art, Pittsburgh, PA; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sophia, Madrid, Spain; 21st Century Museum of Contemporary Art, Kanazawa, Japan; Centre Pompidou, Paris, France; and Worcester Art Museum, Worcester, MA.

Milhazes is a figurehead of the 80’s generation of Brazilian art, which was characterized by the return of young artists to painting. She lives in Rio, where she was born in 1960, and works there in a studio with a view overlooking the Botanical Garden.

Artists/Murals commissioned are listed in reverse chronological order and Murals currently on view are listed in bold type.

Artist
Title of Mural / Mural Location / Date Installed / taken down

Artista
Título do Mural / Localização do Mural / Data de Instalação / Remoção

Beatriz Milhazes
Gamboa Seasons in La Jolla 1111 Prospect Street 2020

Isaac Julien
ECLIPSE (PLAYTIME), 2013 (detail) 7569 Girard Avenue 2020

Monique van Genderen
Paintings Are People Too 7661 Girard Avenue 2020

Alex Katz
Bill 2 7540 Fay Avenue 2019

Roman de Salvo
McCairn 5535 La Jolla Boulevard 2019

Sandra Cinto
Untitled 7835 Ivanhoe Avenue 2018

Raul Guerrero
Raymond Chandler at the Whaling Bar 1162 Prospect Street 2018

Kota Ezawa
Once Upon a Time in the West 7905 Herschel Avenue 2017

Steven Hull
Man, Myth & Magic 7509 Girard Avenue 2017

Heather Gwen Martin
Landing 7724 Girard Avenue 2016

Lorenzo Hurtado
Segovia Demos Gracias 2259 Avenida De La Playa 2016

Byron Kim/Victoria Fu
Suns 7766 Fay Avenue 2016

Terry Allen
Playing La Jolla (For All It’s Worth) 7611 Fay Avenue 2015

Marcos Ramirez ERRE
Is All That It Proves 7744 Fay Avenue 2015

Mel Bochner
Blah, Blah, Blah, 1111 Prospect Street 2015/2017

Mark Bradford
Sexy Cash 7540 Fay Avenue 2015/2019

Jean Lowe
Tear Stains Be Gone 7661 Girard Avenue 2015/2020

William Wegman
Opening 1162 Prospect Street 2014/2018

Kelsey Brookes
One Pointed Attention 7835 Ivanhoe Avenue 2014/2018

Nina Katchadourian
Whale 1250 Prospect Street 2014/2016

Robert Irwin/
Philipp Scholz Rittermann
The Real Deal 7611 Fay Avenue 2013/2014

Catherine Opie
The Shores 7509 Girard Avenue 2013/2017

Gajin Fujita
Tail Whip 7540 Fay Avenue 2013/2015

Fred Tomaselli
Expecting to Fly (for the Zeros) 7569 Girard Avenue 2013/2020

Julian Opie
Walking in the City.project 1
Walking in the City.project 2 5535 La Jolla Boulevard 2013/2019

Richard Allen Morris
Applied 7744 Fay Avenue 2012/2015

Robert Ginder
House 1162 Prospect Street 2012/2014

Ann Hamilton
at Sea 7905 Herschel Avenue 2012/2017

Ryan McGinness
53 Women 1111 Prospect Street 2011/2015

John Baldessari
Brain/Cloud (with Seascape and Palm Tree) 1250 Prospect Street 2011

Anya Gallaccio
Surf’s up 7540 Fay Avenue 2011/2013

Roy McMakin
Favorite Color 7596 Eads Avenue 2010

Kim MacConnel
Girl from Ipanema 7724 Girard Avenue 2010/2016

Publicado por Patricia Canetti às 3:31 PM


Online Viewing Room: Teresa Viana é a nova artista representada pela Zipper

Temos o prazer de anunciar Teresa Viana (Rio de Janeiro, 1960; vive e trabalha em São Paulo) como artista representada pela Zipper Galeria. Teresa investiga a pintura como uma linguagem pela qual é possível expandir a experiência do pensamento. Desenvolvida desde a década de 1990, sua produção busca uma profusão de intensas sensações sinestésicas, físicas e visuais, que se organizam como “pensamento tátil”. Suas instalações e pinturas em encáustica dialogam com a tridimensionalidade escultórica em cores vibrantes que extrapolam a superfície pictórica, estimulando um olhar tátil e lateral. A prática de Teresa Viana inclui, ainda, suportes como desenhos sobre papel e digital, feltragens, colagens e sites specifics.

Acessar o Online Viewing Room

PRINCIPAIS COLEÇÕES

Diversas vezes premiada e com extensa prática de residências artístas, Teresa Viana tem obras em coleções como Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel (Brasil), Contemporary Art Center Cincinnati (EUA), Instituto Figueiredo Ferraz (Brasil), Coleção de Arte da Cidade de São Paulo (Brasil), Museu de Arte Brasileira (Brasil), Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (Brasil), Museu de Arte Contemporânea do Ceará (Brasil), Museu de Arte Moderna de São Paulo (Brasil), Museu de Arte Contemporânea do Paraná (Brasil) e Museu de Arte de Pelotas (Brasil).

PRINCIPAIS EXPOSIÇÕES

Individuais: Pensamentos Pictóricos, Museu de Arte de Ribeirão Preto (Brasil, 2020); Centro Cultural São Paulo (Brasil, 2015); Museu de Arte de Ribeirão Preto, São Paulo (2012); Pintura Expandida, Paço das Artes de São Paulo (Brasil 2005). Coletivas: Spring Open Studio do ISCP, International Studio &Curatorial Program (EUA, 2019); O MAC USP no Século XXI: A Era dos Artistas, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (Brasil, 2017); Library of Love - Cincinnati Contemporary Art Center (Brasli, 2017); Pintura Brasileira no Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo (Brasil, 2007); Coleção Metrópolis de Arte Contemporânea. Pinacoteca do Estado de São Paulo (Brasil, 2002); Pintura Anos 90, Museu de Arte Moderna de São Paulo (2000).

Publicado por Patricia Canetti às 1:40 PM


Leilão de arte contemporânea para Nelson Sargento

Artistas contemporâneos consagrados doaram trabalhos para a causa

É terça-feira, dia 4 de agosto, o leilão de arte contemporânea com renda integral para Nelson Sargento, que teve sua agenda de shows cancelada e sem prazo para ser retomada.

Lances podem ser dados online e por telefone: 21-2540-0688

A ação é uma iniciativa da crítica de arte Glória Ferreira e da jornalista Marisa Calage que, quando souberam da situação, imediatamente planejaram um leilão de arte já que o sambista é artista plástico em plena atividade, aos 96 anos, além de cantor e compositor. As duas convidaram artistas contemporâneos para doar uma obra a ser leiloada.

Entre os que doaram pintura, escultura, gravura, fotografia e desenho estão Abraham Palatnik [doação da família], Cildo Meireles, Carlos Vergara, Ernesto Neto, Lenora de Barros, Beth Jobim, Nelson Felix e Laura Lima.

Trabalhos de mais de 40 artistas podem ser vistos, a partir de quarta-feira, 29 de julho, no site de Soraia Cals Escritório de Arte, onde o interessado pode dar seus primeiros lances.

Artistas participantes [por ordem alfabética]
Abraham Palatnik, Alexandre Dacosta, Alexandre Vogler, Amador Perez, Ana Miguel, Ana Vitoria Mussi, Antonio Manuel, Bruno Miguel, C. Folly, Carlos Vergara, Cildo Meireles, Claudia Bakker, Cristina Salgado, C. Folly, Danielle Fonseca, David Cury, Daisy Xavier, Elias Fajardo, Elisa de Magalhães, Elizabeth Jobim, Ernesto Neto, Helena Trindade, Ivani Pedrosa, Jimson Vilela, João Bosco Renaud, Laura Lima, Lenora de Barros, Livia Flores, Lizette Cecato, Malu Fatorelli, Manata Laudares, Marcos Bonisson, Martha Niklaus, Myriam Glatt, Nelson Felix, Nelson Sargento, Neno Del Castillo, Paula Trope, Regina de Paula, Ronald Duarte, Sandra Macedo, Suely Farhi, Ursula Tautz, Vera Bernardes e Xico Chaves.

Material de imprensa realizado por Meise Halabi

Publicado por Patricia Canetti às 12:44 PM


MAM São Paulo inaugura mostra online inédita de Antonio Dias no museu e no Google Arts & Culture

MAM São Paulo inaugura mostra online inédita de Antonio Dias

Exposição traz ao público uma prévia da retrospectiva do artista que será inaugurada na reabertura do Museu. Mostra integra programação especial de aniversário de 72 anos do MAM

A partir de 27 de julho, o público poderá conferir na página do Museu de Arte Moderna de São Paulo no Google Arts & Culture, um recorte inédito virtual da exposição Antonio Dias: derrotas e vitórias. A prévia online integra a programação especial de aniversário de 72 anos do MAM São Paulo e é uma das diversas iniciativas online do Museu que, desde o início da pandemia, promove tours virtuais, lives, quizzes, conteúdos inéditos e cursos online em seus canais digitais.

No período da inauguração online, de 27 a 31 de julho, o Museu promoverá em suas redes sociais conteúdos e atividades inéditas relacionadas à mostra, são experiências poéticas e narração de histórias ao vivo no Instagram, ambas propostas pelo MAM Educativo, e ainda uma conversa transmitida ao vivo no Youtube entre Felipe Chaimovich, curador da mostra, e Cauê Alves, curador do MAM.

Acesse a prévia da exposição no perfil do mam no Google Arts & Culture

Figura de singular trajetória na arte contemporânea brasileira, Antonio Dias (1944 – 2018) é autor de uma obra multimídia, carregada de engajamento social e político, e de ironia e sensualidade. O público poderá conferir de perto suas instalações, pinturas, filmes e trabalhos em outros suportes na exposição inédita Antonio Dias: derrotas e vitórias, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Com curadoria de Felipe Chaimovich e patrocínio do Credit Suisse, a mostra reúne obras emblemáticas, muitas delas raramente exibidas, todas advindas do acervo pessoal do artista. “Ao falecer, em agosto de 2018, Antonio Dias reunira uma coleção das próprias obras que recobria toda sua trajetória artística. O conjunto compunha-se tanto de peças de que ele nunca havia se separado, como de outras recompradas de terceiros para quem tinham sido vendidas. Tratava-se, pois, de uma representação de si mesmo intencionalmente construída, mantida e guardada”, explica o curador.

Paraibano de Campina Grande, Dias aprendeu técnicas de desenho com seu avô paterno. No final da década 1950, trocou sua cidade natal para viver no Rio de Janeiro e lá trabalhou como artista gráfico. Frequentou a Escola Nacional das Belas Artes e foi aluno do artista Oswaldo Goeldi (1895-1961), quem lhe ensinou os processos da gravura. Ainda que ao passar dos anos tenha se afastado das composições figurativas com fundo negro, características explícitas nas obras de Goeldi, o artista conservou consigo os trabalhos de seu período de formação.

Entre experimentações, Antonio Dias solidificou sua pesquisa estética na década de 1960, quando decidiu explorar novos meios e suportes. Como muitos artistas de sua geração, tocados pela efervescência política e cultural desses anos, encarnou uma resistência não apenas à opressão política, mas também às tradições de pintura da época. São obras que, permeadas por elementos do grafismo das histórias em quadrinhos da Pop Art, lhe renderam o rótulo de representante da Nova Figuração brasileira e o conduziram à IV Bienal de Paris (1965). Sua prática, no entanto, estabelece um diálogo com a Nova Objetividade Brasileira e com o impulso revolucionário da Tropicália.

Discussões políticas são traços marcante nas obras de Antonio Dias, a exemplo dos trabalhos gráficos, produzidos entre 1964 e 1968. Tomado pela urgência de se opor à Ditadura Militar, o artista participou da coletiva Opinião 65, icônica mostra organizada em 1965, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, pela jornalista Ceres Franco e pelo galerista Jean Boghici, que estabelecia contraponto entre a produção nacional e estrangeira a partir de pesquisas recentes em torno das novas figurações.

Uma rede cultural foi se desenvolvendo naquele momento e culminou na exposição Nova Objetividade Brasileira, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1967. A mostra foi um encontro da vanguarda artística do país e trouxe novos paradigmas para as artes visuais. Entre os marcos do período estão a superação do quadro de cavalete, um maior posicionamento sociopolítico nas obras, a participação do espectador e uma tendência para iniciativas coletivas. “Dias teria sido o responsável por introduzir, nessas investigações da vanguarda, uma agenda de questões éticas, sociais e políticas que conduziram toda uma geração a se reposicionar em função da realidade de seu tempo e lugar”, afirma Chaimovich.

Nos anos 1970, Antonio Dias mudou-se para Milão, após afastar-se da figuração em Paris. Na cidade italiana, se aproximou de expoentes da chamada arte povera (arte pobre, em português) e do conceitualismo europeu. Os traços dessas vanguardas registravam mudanças em seus trabalhos. Logo, as imagens viscerais foram substituídas por obras rígidas, quase sempre em preto e branco, que intensificavam seu carácter enigmático.

O título da exposição – Antonio Dias: derrotas e vitórias – remete à gravura que o artista criou para os 20 anos do Clube de Gravura do MAM, em 2006, e deriva de imagens de um filme homônimo. As pinturas, desenhos, instalações e filmes que compõem a mostra revelam, também, temas existenciais recorrentes na pesquisa do artista e conferem o caráter testemunhal à sua obra. “Portanto, a coleção que ele formou de si mesmo é uma síntese única, tanto pelo percurso que organiza ao longo das várias fases, como pela declaração dos valores éticos norteadores de sua arte”, conclui o curador.

Na ocasião da abertura acontece o lançamento do catálogo da exposição. A publicação compila as obras da mostra e conta com textos do curador Felipe Chaimovich, do crítico de arte Sérgio Martins e do historiador de arte Roberto Conduru. Ao longo do período expositivo, o setor Educativo do MAM desenvolverá atividades abertas ao público que ampliam a experiência da exposição.

Material de imprensa realizado por Ane Tavares - a4&holofote comunicação

Publicado por Patricia Canetti às 12:20 PM